20/02/2025
Revisado em: 24/03/2025
Problema é mais frequente na infância; saiba os principais alimentos que podem desencadear esse tipo de reação no corpo
A alergia alimentar em bebê é um assunto cada vez mais discutido em grupos de pais, escolas e consultórios médicos, já que a incidência do problema vem aumentando nos últimos anos.
No Brasil, estima-se que até 8% das crianças com até dois anos de idade tenham algum tipo de alergia alimentar. Essa condição pode se manifestar de diversas formas, nem sempre é facilmente diagnosticada e exige cuidado e atenção para garantir o bem-estar dos pequenos. Continue a leitura para saber mais sobre os sinais de alergia alimentar no bebê e como identificar os alimentos que podem estar causando o problema.
O mecanismo da alergia alimentar em bebê é o mesmo que acontece em adultos: ele ocorre quando o sistema imunológico reage de forma exagerada a determinados alimentos, identificando-os como uma ameaça ao organismo.
Essa reação pode variar de leve a grave, dependendo da sensibilidade da criança, e pode levar a sintomas moderados ou graves.
É importante destacar que a alergia alimentar é diferente de uma simples intolerância, pois envolve o sistema imunológico e pode levar a complicações mais sérias em alguns casos.
Existem dois tipos principais de alergia alimentar em bebês:
Alergia mediada por IgE: o sistema imunológico produz anticorpos IgE específicos para a proteína presente no alimento. Quando o bebê entra em contato novamente com essa proteína, os anticorpos IgE reagem, causando os sintomas alérgicos.
Alergia não mediada por IgE: neste caso, a reação alérgica não envolve anticorpos IgE. Os sintomas podem ser mais tardios e menos específicos, o que torna o diagnóstico mais difícil.
Embora diferentes, essas condições são frequentemente confundidas. Na alergia, o sistema imunológico reage de forma exagerada a uma proteína específica presente no alimento, podendo causar reações como urticária, inchaço e até anafilaxia em casos mais severos.
Já a intolerância alimentar ocorre devido à dificuldade de digestão ou à ausência de enzimas específicas para quebrar o alimento na digestão, resultando em desconfortos gastrointestinais; não há, portanto, a atuação do sistema imunológico.
As causas exatas da alergia alimentar em bebês ainda não são totalmente compreendidas Acredita-se que fatores genéticos e ambientais desempenham um papel importante. A exposição precoce a determinados alimentos, a falta de amamentação exclusiva e o contato com alérgenos ambientais também podem contribuir para o desenvolvimento dessa condição.
Alguns fatores aumentam a probabilidade de um bebê desenvolver alergias alimentares, como histórico familiar de alergias; presença de dermatite atópica; diagnóstico de deficiência de vitamina D e doença inflamatória intestinal; exposição à poluição ambiental e o nascimento prematuro.
Além disso, a introdução precoce de alimentos potencialmente alergênicos, como ovos e amendoim, também pode elevar o risco de desenvolver a condição.
Os sintomas de alergia alimentar em bebês podem variar de leves a graves, incluindo:
Em casos graves, a anafilaxia pode ocorrer, exigindo atendimento médico urgente.
Os alimentos que causam alergia em bebê e que são mais conhecidos por isso são:
Vale dizer que esses são os alimentos que comumente causam alergia, mas outros podem integrar a lista, dependendo da extensão do quadro alérgico do bebê.
A prevenção da alergia alimentar em bebês envolve alguns cuidados importantes, incluindo:
Nessa fase, é importante que os pais estejam atentos a qualquer sinal que possa indicar uma eventual alergia alimentar e buscar a orientação e o suporte de profissionais de saúde de confiança.
O tratamento da alergia alimentar em bebê envolve a exclusão rigorosa do alimento responsável pela reação e a administração de medicamentos (anti-histamínicos) que possam aliviar os sintomas, sempre com recomendação e sob orientação médica.
Em alguns casos, a reintrodução do alimento pode ser feita de maneira controlada e gradual, por meio de programas de dessensibilização, que visam treinar o sistema imunológico a reagir de forma menos agressiva à presença da proteína no organismo.
No entanto, cada caso deve ser avaliado de forma individual. Se a alergia for muito grave e existir o risco de anafilaxia, por exemplo, a exclusão do alimento deve se manter para sempre para garantir a segurança e a integridade física do bebê.
O leite materno é reconhecido como um alimento importante para a prevenção de alergias alimentares em bebês. Além de ser repleto de nutrientes essenciais para o desenvolvimento saudável do bebê, ele contém imunoglobulinas (anticorpos) que ajudam na proteção contra infecções e alergias, além de fortalecer e modular o sistema imunológico do bebê.
Por isso, acredita-se que o aleitamento exclusivo nos primeiros seis meses de vida pode reduzir a incidência de alergia alimentar, funcionando como um mecanismo de proteção para o sistema imunológico em desenvolvimento.
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Fique de olho em sintomas como erupções cutâneas, inchaço, vômitos e/ou diarreia após a ingestão de determinados alimentos. Consulte um médico para confirmar o diagnóstico.
Se os sintomas forem muito intensos e acompanhados de falta de ar e dificuldade para respirar, é importante buscar auxílio médico imediatamente.
O primeiro passo é identificar o alimento causador e evitar sua ingestão. Em seguida, é importante buscar orientação médica para confirmar o diagnóstico e iniciar o tratamento adequado, que pode incluir medicamentos para aliviar os sintomas e programas de dessensibilização, em alguns casos, para voltar a consumir o alimento.
Depende. Algumas alergias, como a APLV (alergia à proteína do leite de vaca), podem desaparecer com o tempo, enquanto outras (como de ovos e amendoim) podem persistir por toda a vida. O acompanhamento médico e nutricional, portanto, é fundamental para avaliar as estratégias de acordo com a faixa etária da criança.
A APLV geralmente se manifesta inicialmente com sintomas cutâneos, como erupções e urticária, seguidos por desconfortos gastrointestinais, como cólicas, gases e diarreia. Em casos mais severos, também pode ocorrer dificuldade respiratória.
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