22/02/2025
Revisado em: 20/03/2025
A doença de Alzheimer é uma condição neurodegenerativa que representa cerca de 60% dos diagnósticos de demência do mundo
Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), é um quadro que atinge milhões de pessoas no mundo. No Brasil, dados do Ministério da Saúde apontam que 1,2 milhão de pessoas convivem com a doença e todos os anos, 100 mil novos casos são diagnosticados.
Continue a leitura em nosso portal para saber mais sobre os sinais, os sintomas e quais são os tratamentos disponíveis para a doença de Alzheimer.
O Alzheimer é uma doença que afeta o sistema nervoso central, em que se dá uma deposição de proteínas chamadas beta-amiloides no cérebro. Isso causa o mau funcionamento das células nervosas (neurônios) e, eventualmente, a morte. A doença afeta principalmente a área responsável pela memória, comportamento e pensamento.
Por impactar o funcionamento das células nervosas, o Alzheimer é considerado uma doença neurodegenerativa (assim como o Parkinson, por exemplo). Atualmente, é reconhecido como a forma mais comum de demência no mundo inteiro.
As causas que resultam na doença de Alzheimer ainda não são totalmente conhecidas. A principal suposição é que a condição seja originada por meio de uma combinação de fatores genéticos, ambientais e comportamentais.
As doenças pré-existentes como diabetes, hipertensão arterial e depressão, além dos hábitos como sedentarismo e isolamento social, são fatores que auxiliam para o desenvolvimento da doença.
Mesmo que seja mais raro, a genética também pode ter uma função relevante para o desenvolvimento do Alzheimer. Nesse caso, a doença se manifesta de maneira grave, com evolução mais rápida do quadro e início precoce. O risco aumenta um pouco mais quando há parentes de primeiro grau afetados pela condição.
Embora o fator genético colabore em alguns casos específicos (e raros) do Alzheimer, não é uma doença considerada hereditária.
Como mencionado anteriormente, fatores ambientais, o sedentarismo, má alimentação e até mesmo a escolaridade são fatores que colaboram e influenciam o risco do desenvolvimento da doença.
Conservar bons hábitos alimentares, manter atividades físicas, intelectuais e sociais regularmente e cuidar da saúde mental são fatores que ajudam a atrasar o surgimento e o avanço do Alzheimer. Ainda assim, o risco da doença ocorrer permanece existente.
Confira mais dicas importantes:
Lembrando que esses hábitos não erradicam as chances de ter a doença de Alzheimer, mas são recomendados para retardar seu avanço, além de ajudar o corpo por inteiro.
O diagnóstico da doença de Alzheimer é desafiador e necessita de avaliação clínica, neuropsicológica, exames físicos e testes laboratoriais (quando preciso) para excluir outras doenças que podem causar sintomas semelhantes (como outros tipos de demência, por exemplo). O médico especialista também pode solicitar outros exames pós-consulta. Veja:
A avaliação por meio desses exames complementares contribui para um diagnóstico mais específico, podendo, assim, tratar as condições corretas e alcançar um resultado mais eficiente.
O Alzheimer é uma doença progressiva e suas características mudam conforme o quadro. A condição é dividida em três fases: inicial (leve), moderada e grave (final).
A definição de cada estágio segue o desempenho do paciente, ou seja, analisando o que ele consegue ou não fazer sozinho, e o quanto de suporte ele necessita para realizar as atividades de rotina.
Aqui, os sintomas do Alzheimer podem ser leves, como alguns lapsos de memória. Nessa fase é muito comum que amigos e familiares interliguem essas mudanças à velhice, o que é um erro.
Na fase moderada, os desafios tornam-se mais aparentes e os sintomas da doença de Alzheimer começam a interferir no dia a dia da pessoa. Portanto, é necessário maior assistência e suporte.
No estágio final do Alzheimer, o paciente não possui mais autonomia. A fala e a mobilidade são afetadas por completa, impossibilitando-o de ficar sozinho. Como se trata de uma doença neurodivergente, funções essenciais para o funcionamento do corpo, como respirar, também são atingidas nessa fase.
Os sintomas da doença de Alzheimer são diversos e variam conforme o estágio que o paciente se encontra. Veja quais são os principais.
Os sintomas incluem perda de memória recente, alterações nas emoções, na personalidade e no comportamento social. Além disso, há mudança na postura do tônus muscular, que acaba impactando no andar do paciente.
Queda intensa da memória, alterações nas emoções, na personalidade e no comportamento social. Além disso, há mudança na postura do tônus muscular.
Além de todos os sintomas mencionados anteriormente, na fase final o paciente pode apresentar incontinência urinária e fecal, rigidez muscular, dificuldades para ingerir, convulsões, tremores e movimentos involuntários.
Até o momento, não existe cura para o Alzheimer. Hoje em dia, os tratamentos disponíveis servem para retardar o avanço da doença e melhorar a qualidade de vida do paciente dentro das suas condições atuais.
Na fase inicial da doença de Alzheimer, o médico especialista pode prescrever alguns medicamentos que ajudam a retardar o progresso da condição.
Entrando na fase moderada, terapias ocupacionais e comportamentais são incluídas na rotina de cuidados do paciente, para haver melhor qualidade de vida.
Na fase avançada, o tratamento é focado em dar mais conforto ao paciente e também ajuda psicológica aos familiares e cuidadores.
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