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Cirurgia cardíaca pediátrica: quando é recomendado

Abordagem pode ser feita nos primeiros anos do paciente e melhora sua qualidade de vida

Apesar de as doenças cardiovasculares serem uma das condições que mais merecem atenção ao longo da vida adulta, elas também podem se manifestar na infância ou ainda no útero – as chamadas cardiopatias congênitas. 

cirurgia cardíaca pediátrica

Dependendo do tipo de quadro, é necessário que o pequeno paciente faça uma cirurgia cardíaca para melhorar sua qualidade de vida e manter a saúde.  Continue a leitura para saber mais sobre esse procedimento e como é realizado. 

Quem pode fazer as cirurgias cardíacas pediátricas?

Segundo a Dra. Aurea Grippa, responsável pela Cardiologista e Cirurgia Cardíaca Pediátrica de uma das unidades da Rede Américas, as cirurgias cardíacas pediátricas podem ser realizadas em crianças que nascem com má-formação congênita (quando a condição se desenvolve ainda no período intrauterino) ou adquirem alguma doença que atinge o coração ao longo da infância, principalmente doenças das válvulas cardíacas decorrentes da febre reumática. 

Já as doenças congênitas podem ser diagnosticadas durante a gestação por meio de um exame de ecocardiograma fetal, realizado entre a 18ª e a 28ª semana de gestação, e, dependendo do quadro apresentado pelo bebê, a cirurgia pode ser considerada como método de tratamento. 

A maioria das cirurgias cardíacas é realizada por meio de uma incisão na parte anterior ou lateral do tórax, dependendo da área do coração que deverá ser abordada. “Em grande parte dos casos é necessário o auxílio de uma máquina que faz as funções do coração, como circulação extracorpórea, durante o trabalho do cirurgião", explica a médica. 

Qual profissional realiza a cirurgia?

O cardiologista pediatra é o responsável por diagnosticar a má-formação congênita ou a doença na infância. 

Já para a cirurgia, é necessário que o paciente seja acompanhado por uma equipe mais ampla, composta por cardiologista pediatra, anestesiologista experiente em cirurgia cardíaca pediátrica, perfusionista e cirurgiões especializados nesse tipo de procedimento, além de instrumentadores e técnicos de enfermagem. 

Como a cirurgia cardíaca pediátrica é feita?

Esse tipo de abordagem pode demorar, em média, de três a quatro horas, de acordo com a complexidade da alteração cardíaca, da idade da criança e do tipo de cirurgia necessária. Nas mais simples, os pacientes tendem a se recuperar entre sete e dez dias, enquanto, nas mais complexas, é necessário um tempo maior de internação. 

Como em toda cirurgia, existem riscos de complicações, principalmente pulmonares e renais, e a possibilidade de lesões residuais, áreas em que a correção do defeito não foi completa ou mau funcionamento do sistema de condução (elétrico) do coração, provocando arritmias que não são tratáveis. 

No momento do pós-operatório, a criança é acompanhada por vários profissionais, como intensivistas, cardiologistas, enfermeiros e fisioterapeutas, que promovem sua adaptação e recuperação, visando à volta para casa. 

Pós-operatório da cirurgia cardíaca pediátrica

Na volta para casa, dependendo da cirurgia feita, o paciente deve seguir algumas recomendações. De modo geral, existe uma série de exames para verificar o estado geral da criança e uma avaliação clínica para excluir resfriados ou outras doenças comuns nessa faixa etária. 

“A equipe médica também dá orientação sobre repouso, cuidados com a cicatriz cirúrgica, retorno às atividades físicas e escolares e acompanhamento regular com o cardiologista pediatra", afirma a Dra. Aurea. 

Cirurgia cardíaca pediátrica na Rede Américas

A Rede Américas é pioneira na realização de cirurgias cardíacas em crianças na cidade de Niterói e atende pacientes de diversas regiões do estado. 

Segundo a Dra. Aurea, desde o início do programa, já foram realizadas mais de 80 cirurgias de diversos graus de complexidade, sendo nos recém-nascidos as mais desafiadoras. 

Atualmente, a Rede Américas dispõe de uma estrutura completa para a jornada do paciente pediátrico que necessita de cirurgia cardíaca, que vai desde o diagnóstico pré-natal e a consulta fetal, passando pelo apoio no planejamento dos procedimentos com a família, o obstetra e as equipes de diagnóstico e cirurgia até o acompanhamento pós-operatório, com suporte psicológico e assistência ambulatorial para pacientes com cardiopatia congênita. 

A Emergência Cardiovascular da Rede Américas, com especialistas preparados para receber urgências em crianças, adolescentes e adultos com cardiopatia congênita, é a única que oferece consultoria cardiopediátrica com especialistas 24 horas por dia. 

 

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