22/02/2025
Revisado em: 21/03/2025
Esse é um exame de imagem que permite visualizar parte do intestino delgado e todo o intestino grosso (cólon)
Dados do INCA (Instituto Nacional do Câncer) estimam que, entre 2023 e 2025, mais de 45 mil novos casos de câncer colorretal serão diagnosticados por ano. Esse é o terceiro tipo de tumor mais prevalente no Brasil e, a cada ano que passa, sua incidência aumenta.
Por isso, o Ministério da Saúde e as sociedades médicas recomendam a colonoscopia para rastrear a doença em determinados grupos mais suscetíveis - e, assim, descobrir precocemente o tumor, caso ele apareça.
Neste artigo, vamos explorar mais sobre esse exame e como ele é feito. Acompanhe nosso texto para saber mais!
A colonoscopia é um exame de imagem, semelhante à endoscopia, mas que permite visualizar parte do intestino delgado e todo o intestino grosso (cólon).
O exame é feito utilizando um colonoscópio, um tubo fino e flexível com uma luz e uma câmera na ponta. Com ele, é possível identificar lesões sugestivas de câncer colorretal, pólipos e outras condições médicas.
Se for necessário, durante a colonoscopia, o especialista pode realizar biópsias ou remover pequenos pólipos, o que torna o exame uma ferramenta tanto de diagnóstico quanto de tratamento.
O exame de imagem pode ser solicitado para analisar a mucosa interna do intestino e investigar as causas de problemas como sangramento nas fezes, alteração de hábito intestinal (prisão de ventre ou diarreia crônica) e dor abdominal.
Pacientes com doenças intestinais inflamatórias, como a colite ulcerativa e a doença de Crohn, também podem realizar colonoscopias regularmente para monitorar a evolução da doença e detectar eventuais complicações.
Por fim, a colonoscopia também deve ser realizada de forma rotineira para alguns grupos como forma de rastrear eventuais tumores e detectar o câncer colorretal de forma precoce. Nesse sentido, o Ministério da Saúde recomenda o rastreamento do câncer de cólon reto em adultos de 50 a 75 anos de idade por meio desse ou outros dois exames:
Já a Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP) recomenda buscar orientação médica a partir dos 45 anos para avaliar fatores de risco gerais e individuais e, assim, determinar ou não a necessidade de realizar a colonoscopia naquele momento.
A entidade orienta ainda que pessoas com histórico pessoal ou familiar de câncer de intestino, ovário, endométrio, mama e tireoide, devem iniciar o rastreamento de câncer colorretal com colonoscopia aos 40 anos (ou 10 anos antes do familiar com doença mais precoce).
Porém, os pacientes com antecedente de doença inflamatória intestinal (colite ulcerativa ou doença de Crohn) devem iniciar o rastreamento entre 7 e 10 anos após o início do tratamento da doença.
Durante a colonoscopia, o colonoscópio é inserido pelo reto do paciente, que está sedado e dormindo, sem sentir dor ou desconforto.
O colonoscópio possui uma câmera e luz acoplados em sua extremidade. Dessa forma, ele gera imagens que são analisadas pelo médico, que pode avaliar se há a presença de lesões na mucosa intestinal.
Embora pareça desconfortável, vale dizer que o paciente vai dormir durante o procedimento e, por isso, não sentirá dor.
Para fazer a colonoscopia, é importante que o intestino esteja limpo e livre de resíduos fecais. Por isso, o exame necessita de um preparo, que pode ser iniciado dois dias antes ou no dia anterior ao do procedimento (a depender da orientação do médico e do laboratório onde será realizado).
Na véspera do exame, o paciente precisa ingerir alimentos leves e sem fibras e consumir pelo menos dois litros de líquidos. Também deve ingerir medicamentos laxativos para estimular a limpeza do intestino.
No dia do exame, é proibido ingerir alimentos sólidos. Entre seis e quatro horas antes da realização dele, deve-se iniciar o jejum total, inclusive de líquidos.
Nessa fase, o paciente também deve ingerir um medicamento que, geralmente, é administrado no hospital ou laboratório para realizar a limpeza final do intestino.
Em alguns casos, o exame de imagem deve ser realizado em ambiente hospitalar, especialmente quando o paciente apresenta certas condições médicas que aumentam os riscos do procedimento.
Isso inclui:
Nestes casos, o ambiente hospitalar oferece maior segurança, permitindo que o exame seja realizado com monitoramento constante e suporte imediato em caso de complicações.
Após a colonoscopia, o paciente normalmente passa por um período curto de observação até que os efeitos da sedação desapareçam. A maioria das pessoas se recupera completamente em poucas horas, mas é necessário evitar atividades que exijam atenção, como dirigir.
Alguns pacientes podem sentir leve desconforto abdominal ou inchaço causado pelo gás que foi introduzido no intestino durante o procedimento. Esses sintomas geralmente desaparecem em poucas horas.
Caso o paciente tenha realizado biópsias ou a remoção de pólipos, o médico pode fornecer orientações adicionais sobre os cuidados pós-procedimento.
A colonoscopia é capaz de identificar uma série de condições intestinais que podem passar despercebidas em outros exames. Entre as principais condições que o exame pode detectar estão:
A Rede América conta com equipamentos de última geração para oferecer ao paciente precisão e agilidade nos resultados da colonoscopia.
A equipe médica conta com profissionais de diversas subespecialidades nessa área - entre elas a coloproctologia -, o que garante aos pacientes um melhor atendimento e diagnósticos mais exatos.
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