27/02/2025
Revisado em: 21/03/2025
Além de problemas sociais, a gestação precoce pode trazer riscos à saúde da mãe e do bebê
A gravidez na adolescência continua sendo uma realidade preocupante no Brasil e no mundo. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), aproximadamente 12 milhões de adolescentes entre 15 e 19 anos dão à luz todos os anos, e no Brasil, os dados também são alarmantes: segundo o Ministério da Saúde, cerca de 400 mil partos anuais são de mães adolescentes.
Além das dificuldades sociais, educacionais e econômicas que podem surgir com a gestação precoce, há também riscos à saúde, como parto prematuro, hipertensão gestacional e complicações no desenvolvimento do bebê.
Para reduzir esses números e garantir que adolescentes tenham acesso a informações e métodos eficazes de prevenção, foi sancionada, em 2019, uma lei que institui a Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência, incentivando a conscientização sobre o tema.
A seguir, entenda os impactos da gravidez na adolescência e conheça as melhores formas de prevenção.
O Dr. Evandro Oliveira, diretor médico de uma das unidades da Rede América, explica que a importância da discussão é multifatorial e deve envolver uma equipe multidisciplinar. “Além dos empecilhos sociais pelos quais passa a jovem gestante, existem, também, riscos de saúde para a mãe e para o bebê, como a pré-eclâmpsia e a eclâmpsia.”
A celebração da semana é muito relevante, pois ações em saúde pública focadas nessa faixa etária não são frequentes. “A data abre oportunidades de diálogo sobre o papel do ginecologista na prevenção da gravidez na adolescência. Um dos principais papeis da primeira consulta, por exemplo, é fornecer informações sobre os cuidados relacionados à saúde sexual”, acrescenta o médico.
A gravidez na adolescência pode trazer consequências sérias para a saúde da mãe e do bebê, além de impactar a vida social, educacional e financeira da jovem. Confira os principais riscos:
Se você está sentindo mudanças no seu corpo e suspeita que pode estar grávida, este artigo vai te ajudar a entender os sintomas iniciais e os testes mais confiáveis para confirmar a gestação.
Cada mulher pode sentir a gravidez de forma diferente, mas alguns sinais são comuns, especialmente nas primeiras semanas. Confira os principais:
O primeiro e mais notável sintoma da gravidez é o atraso da menstruação, principalmente para mulheres com ciclos regulares. Caso o ciclo seja irregular, outros sintomas podem ajudar a identificar a gestação.
Alterações hormonais podem deixar os seios mais sensíveis, inchados e até doloridos logo nas primeiras semanas. Algumas mulheres também percebem mudanças na cor das aréolas, que podem ficar mais escuras.
Esse sintoma clássico costuma surgir a partir da 5ª ou 6ª semana de gestação. Embora seja mais comum pela manhã, algumas mulheres podem sentir enjoos ao longo do dia, principalmente diante de certos cheiros e alimentos.
A fadiga extrema é um dos primeiros sintomas da gravidez e ocorre devido ao aumento dos níveis do hormônio progesterona, que relaxa os músculos e causa maior sonolência.
Durante a gravidez, o corpo passa por diversas mudanças hormonais, incluindo o aumento do fluxo sanguíneo para os rins. Isso faz com que a mulher sinta mais vontade de urinar, mesmo no início da gestação.
Desejos por alimentos específicos e aversão a certos cheiros ou sabores também são comuns. Algumas mulheres relatam até um gosto metálico na boca nos primeiros meses de gravidez.
Em alguns casos, pode ocorrer um pequeno sangramento rosado ou amarronzado cerca de 6 a 12 dias após a ovulação. Esse sangramento é mais leve que a menstruação e indica a fixação do embrião no útero.
Se você apresenta um ou mais desses sintomas, o próximo passo é fazer um teste de gravidez. Existem diferentes formas de confirmação:
Se o teste der positivo ou se houver suspeita de gravidez, é essencial procurar um ginecologista ou obstetra para iniciar o pré-natal.
O acompanhamento médico desde as primeiras semanas é fundamental para garantir a saúde da mãe e do bebê.
Existem diferentes métodos contraceptivos eficazes adotados atualmente, tais como:
Além de ser o método mais comum, a camisinha é uma das melhores formas de prevenção, pois pode ser adquirida gratuitamente em postos de saúde, possui eficácia de quase 100% e também previne contra doenças sexualmente transmissíveis.
Na dúvida, a paciente deve buscar orientações de um médico de confiança para saber qual método mais se adequa às suas necessidades.
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