25/02/2025
Revisado em: 21/03/2025
A condição provoca deformidade craniana e pode comprometer o desenvolvimento da criança.
A cranioestenose pode ser definida como uma condição congênita, no qual ocorre o fechamento precoce das suturas cranianas, ou seja, espaços que separam as estruturas do crânio do recém-nascido.
A cranioestenose (ou craniossinostose) é a fusão prematura de uma ou mais suturas cranianas, que são as linhas de abertura no crânio, conhecidas como moleira do bebê. De maneira geral, as suturas cranianas, quando fecham precocemente, causam um crescimento anormal do crânio.
Quando a forma do crânio se modifica, ocorrem as deformidades cranianas, que causam consequências estéticas e podem comprometer o desenvolvimento neurológico da criança.
O crânio é formado por diversas placas ósseas separadas por suturas, ou seja, espaços ou linhas de abertura que permitem o crescimento cerebral e do crânio de forma regular.
A cranioestenose acontece quando as suturas cranianas se unem antes do tempo adequado. Geralmente, as suturas desaparecem ao se colarem umas nas outras, após o cérebro crescer. Porém, se essa fusão acontecer de forma prematura, há alteração do crescimento do crânio.
Existem vários tipos de cranioestenose, e são classificadas conforme a sutura craniana que fechou.
Veja quais são as mais comuns são:
Isso resulta em uma testa proeminente com uma crista no meio e, em alguns casos, deformidade nas órbitas (olhos mais próximos um do outro).
O diagnóstico de cranioestenose inclui uma avaliação clínica feita por um especialista,
como pediatra ou neurocirurgião pediátrico.
Após análise dos sintomas, o médico solicitará exames de imagem, como ultrassonografias, radiografias, tomografia computadorizada e ressonância magnética, para avaliar a estrutura do crânio detalhadamente.
É importante ressaltar que o diagnóstico precoce da cranioestenose é essencial para iniciar o tratamento adequado o quanto antes.
Grande parte das crianças com cranioestenose necessitam de tratamento cirúrgico, para haver melhor qualidade de vida à criança.
O objetivo da cirurgia é restabelecer a forma e o tamanho correto do crânio. Com isso, permitirá o crescimento cerebral adequado e evitará problemas no futuro.
A orientação é que o tratamento da cranioestenose aconteça no primeiro ano de vida, de preferência até os seis meses da criança.
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