28/02/2025
Revisado em: 31/03/2025
Tire suas dúvidas sobre os sintomas e riscos da dengue durante a gestação e saiba como se proteger.
A dengue na gravidez é um quadro que inspira cuidados, afinal, qualquer infecção pode colocar a saúde de mãe e bebê em risco.
Em meio a um dos piores surtos da doença no Brasil, é importante conhecer melhor a doença para saber como se proteger.
Veja os cuidados que as grávidas precisam ter para evitar a doença e os riscos que elas correm a seguir.
Os sintomas da dengue na gravidez são basicamente os mesmos da doença em outras pessoas. Vale lembrar que a infecção febril aguda pode causar uma variada gama de quadros clínicos e algumas pessoas são assintomáticas.
Os sintomas de dengue mais comuns são:
Em casos graves da doença, pode haver:
Importante dizer que a dengue grave é popularmente conhecida como dengue hemorrágica; no entanto, a OMS (Organização Mundial da Saúde) recomenda que o termo “dengue hemorrágica” seja substituído por “dengue grave” ou “dengue grave com fenômenos hemorrágicos”, quando estes ocorrem.
É fundamental ficar atento aos sinais de alarme de doença grave, pois, se estiverem presentes, é necessário buscar atendimento médico com urgência.
Grávidas que suspeitam estar com dengue ou que apresentem sintomas da doença devem procurar um médico o quanto antes para averiguar a gravidade da doença ou descartar a condição.
O diagnóstico e o tratamento precoce são fundamentais para uma recuperação mais rápida e para evitar complicações graves tanto para a mãe como para o bebê. É fundamental também que a mulher não se automedique para evitar que a doença se agrave.
O diagnóstico da dengue nas grávidas é feito da mesma forma que em qualquer pessoa. Como os sintomas da doença são pouco específicos e podem estar presentes em outras infecções, é difícil diagnosticá-la somente pelo quadro clínico.
Para a confirmação do diagnóstico, portanto, os sintomas devem ser associados ao cenário epidemiológico do momento e aos exames de sangue.
O exame mais comumente utilizado é o antígeno NS1. Ele deve ser solicitado na fase inicial da doença, idealmente até o 3º dia de sintomas, mas pode ser realizado até o 5º dia.
Outro exame possível para a fase inicial é o PCR para dengue. Ele é mais indicado até o 3º ou 4º dia de doença, podendo ser solicitado até o 7º dia.
Há também a sorologia para dengue. Os anticorpos IgM costumam positivar a partir do 7º dia de doença, e os anticorpos IgG aparecem a partir do 10º dia.
O sistema imunológico da gestante passa por diversas mudanças para que ela possa abrigar o bebê. Por isso, o contato frequente com o médico é ainda mais importante, já que pequenas mudanças no estado de saúde precisam de um olhar especializado para que mamãe e bebê permaneçam bem.
Por isso, um dos riscos da dengue em gestantes é a demora no diagnóstico da doença, já que a perda sanguínea vaginal pode ser confundida com algum sintoma da gravidez e não imediatamente considerado um sinal da evolução da doença para a forma grave (hemorrágica).
Nesses casos, há risco maior para perda de sangue relevante que, se não tratada, pode colocar a vida da gestante e do bebê em risco.
O início e o fim da gestação são os períodos mais críticos para a saúde do bebê caso a mulher seja infectada pelo vírus da dengue. Isso porque, até o terceiro mês, o risco de aborto é maior em comparação com mulheres não infectadas.
Já no final da gravidez, a dengue pode evoluir para sua forma grave, provocando hemorragia relevante que, se não tratada, coloca em risco a vida da mãe e do bebê, além de provocar partos prematuros.
Para se prevenir da dengue, a mulher grávida deve usar repelentes que são aprovados para uso seguro nessa fase da vida. A recomendação é pelo uso de produtos à base de dietiltoluamida (DEET), com concentração entre 10% e 50%.
Outro ponto fundamental é controlar os locais em que o mosquito Aedes aegypti possa se reproduzir. Para isso, é importante adotar medidas ambientais que evitem o acúmulo de água parada (onde a fêmea do mosquito poderá depositar seus ovos), como:
Vale lembrar que a vacina da dengue (QDenga), por ser feita com vírus vivo atenuado, é contraindicada para gestantes, lactantes e pessoas com imunossupressão.
O tratamento para a dengue em grávidas é feito da mesma maneira que em qualquer paciente. Algumas medicações (seguras para usar na gravidez) podem ser administradas para aliviar os incômodos, mas elas devem ser indicadas pelo médico para evitar complicações.
Além disso, a hidratação e repouso são fundamentais para que o corpo se recupere plenamente. Os sintomas podem continuar por até dez dias, mas a recuperação total leva entre duas e quatro semanas.
Mesmo que a gestante já tenha se recuperado, ela deve manter as formas de prevenção, já que existem 4 sorotipos da dengue (DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4) e, embora a grávida fique imune ao tipo que a pegou, ainda existem outros três que podem infectá-la.
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