31/03/2025
Revisado em: 31/03/2025
A displasia mamária é uma das patologias benignas mais frequentes, afetando cerca de 70% das mulheres em algum momento da vida
A displasia mamária é uma condição benigna que provoca a formação de nódulos e cistos nas mamas, geralmente resultante de flutuações hormonais em mulheres em idade fértil.
Embora possa causar desconforto, como dor e inchaço, não está associada ao aumento do risco de câncer de mama.
Continue a leitura para saber mais sobre as causas, como é feito o diagnóstico, as opções de tratamento e se é possível prevenir a condição.
A displasia mamária, também conhecida como mastopatia fibrocística, é uma alteração benigna das mamas que causa a formação de nódulos e cistos.
Essa condição é muito comum em mulheres em idade fértil e geralmente está relacionada a alterações hormonais.
Embora possa causar desconforto, a condiçãonão está relacionada ao aumento do risco de câncer de mama, mas exige acompanhamento médico para monitorar as alterações e descartar problemas mais graves.
Diferenciar a displasia mamária do câncer de mama é fundamental para o tratamento correto. O câncer de mama é uma doença maligna que surge quando as células mamárias começam a crescer de forma descontrolada, formando um tumor que pode se espalhar para outras partes do corpo.
Já a displasia mamária é caracterizada por nódulos que variam de tamanho e consistência ao longo do ciclo menstrual. A principal diferença é que o câncer é maligno, já a displasia é benigna.
Vale destacar que os sintomas de câncer de mama podem incluir a presença de um nódulo ou massa nas mamas, alterações na forma ou tamanho das mamas, secreção anormal nos mamilos (que pode ser sanguinolenta ou clara), e alterações na pele, como vermelhidão ou descamação. Além disso, algumas mulheres podem sentir dor persistente nas mamas.
Os sintomas da condição podem variar, mas os mais comuns são:
Os fatores de risco da displasia mamária estão relacionados a alterações hormonais e ao estilo de vida da mulher. Entre os principais fatores estão:
A displasia mamária é influenciada pelos níveis de estrogênio e progesterona, que flutuam durante o ciclo menstrual. Mulheres em idade fértil, especialmente entre 30 e 50 anos, têm maior probabilidade de desenvolver a condição.
Mulheres com familiares que apresentam displasia mamária ou outras condições relacionadas às mamas podem ter maior risco de desenvolver essa alteração.
O uso prolongado de terapias hormonais, como pílulas anticoncepcionais ou reposição hormonal na menopausa, pode influenciar no desenvolvimento da displasia mamária.
Fatores como o consumo excessivo de cafeína, uma dieta rica em gorduras e o estresse podem contribuir para o surgimento ou agravamento dos sintomas da displasia mamária.
É importante lembrar que a displasia mamária não está associada diretamente ao câncer. No entanto, é essencial monitorar esses sintomas regularmente e realizar exames de rotina femininos para garantir que não haja alterações malignas.
O diagnóstico é realizado principalmente por meio de consultas com um mastologista, que é o especialista responsável por avaliar as condições das mamas.
Durante a consulta, o médico pode realizar um exame clínico das mamas, além de solicitar exames de imagem, como:
Esses procedimentos são fundamentais para garantir que qualquer alteração benigna ou maligna seja detectada precocemente, evitando complicações futuras.
O tratamento para essa condição varia de acordo com os sintomas apresentados e o nível de desconforto causado pela condição. Em muitos casos, o tratamento pode não ser necessário, pois a displasia tende a melhorar ao longo do tempo.
No entanto, para aquelas que apresentam dores e sensibilidade mais intensas, algumas intervenções podem ser recomendadas.
O uso de medicamentos, como analgésicos e anti-inflamatórios, é uma das opções para aliviar o desconforto.
Além disso, mudanças no estilo de vida, como reduzir o consumo de cafeína, manter uma dieta equilibrada e praticar exercícios físicos, também podem ajudar a minimizar os sintomas.
Em casos mais graves, o médico pode sugerir terapia hormonal para controlar os níveis de estrogênio, que influenciam diretamente as alterações no tecido mamário.
A prevenção da displasia mamária envolve hábitos saudáveis e acompanhamento médico regular. Realizar exames de rotina, como mamografias e ultrassonografias, é essencial para detectar alterações precocemente.
Manter uma dieta equilibrada, rica em frutas, vegetais, grãos integrais e proteínas magras, pode ajudar a equilibrar os hormônios.
Reduzir o consumo de cafeína e praticar exercícios físicos também são benéficos, assim como controlar o estresse por meio de técnicas como meditação e ioga.
Evitar o fumo e limitar o álcool são medidas importantes. Por fim, consultar um mastologista regularmente é fundamental, especialmente para quem tem histórico familiar. Esses cuidados podem contribuir para a prevenção e o controle da displasia mamária.
Quando a mulher sente dor, nódulos ou secreção nas mamas, o ideal é procurar um médico especializado em mastologia.
O mastologista é o profissional responsável por diagnosticar e tratar tanto condições benignas, como a displasia mamária, quanto malignas como o câncer de mama.
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