25/02/2025
Revisado em: 21/03/2025
Seguro para quem doa e para quem recebe, técnica é recurso terapêutico de ponta para salvar vidas.
O transplante de medula óssea (TMO) é utilizado em diversos tratamentos e tem trazido resultados efetivos para os pacientes, aumentando os índices de sobrevida e bem-estar. É um recurso para algumas doenças que afetam as células do sangue, como leucemias e linfomas.
No entanto, o transplante de medula funciona como uma via de mão dupla, pois depende da disponibilidade de doadores para nutrir o banco de medula óssea. Caso uma pessoa deseje se tornar doadora, ela deve procurar um hemocentro para ser avaliada, tirar dúvidas e iniciar o procedimento de cadastro.
A avaliação pré-operatória serve justamente para verificar se o voluntário está apto a se tornar um doador de medula. Uma vez aprovado em todos os exames, não há grandes riscos para quem doa, pois, em poucas semanas, a medula óssea estará completamente recuperada. Os sintomas que podem aparecer são fraqueza temporária, dor local e na cabeça, mas sempre de forma branda e controlável com o uso de analgésicos.
“Após um exame clínico para confirmar o bom estado de saúde do candidato, ele deverá ficar internado por 24 horas para o procedimento. Durante esse período, deverá se afastar do trabalho, mas não há exigências quanto à mudança de hábitos de vida\", explica Márcia Rejane Valentim, gerente da Unidade de Transplante do CHN.
Posteriormente, é realizado um registro, que consiste na assinatura de um termo de consentimento livre e esclarecido (TCLE), no preenchimento de uma ficha com informações pessoais e na coleta de uma pequena quantidade de sangue (10 ml).
Dessa forma, os dados pessoais e o tipo de HLA serão incluídos no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome). Quando houver um paciente com possível compatibilidade, a pessoa será consultada para decidir sobre a doação. Por esse motivo, é necessário manter os dados sempre atualizados.
Após o transplante de medula óssea, o paciente permanecerá algumas semanas no hospital para acompanhamento médico, pois, além de estar mais exposto a infecções, em casos raros, as novas células de defesa podem reconhecer alguns órgãos como estranhos.
A preocupação com a compatibilidade entre doador e paciente existe justamente para reduzir as chances de rejeição.
Durante os primeiros 12 meses, é importante estar atento a alguns sinais e, em caso de alterações, procurar o hospital o quanto antes.
Para ter uma recuperação tranquila e completa, é preciso tomar alguns cuidados:
“Caso a imunidade do paciente esteja baixa, com índice reduzido de leucócitos, ele deverá ingerir apenas alimentos cozidos e dispensar os alimentos crus\", afirma Márcia.
Como são feitos o transplante e a doação de medula óssea?
Para a realização do processo de doação de medula óssea, é preciso dar início a uma série de testes específicos que visam à compatibilidade. Nesses ensaios, são analisadas amostras do sangue do receptor e do doador, a fim de alcançar o maior nível de compatibilidade possível.
Com isso, o doador é submetido a um procedimento realizado em um centro cirúrgico, sob anestesia, que exige internação de 24 horas.
Esse é um dos principais desafios para o tratamento, pois, infelizmente, muitas pessoas têm receio da intervenção. Isso ocorre porque a técnica exige aplicação de anestesia e é feita com instrumentos cirúrgicos. No entanto, vale ressaltar que tudo é feito visando maior segurança para o doador.
No centro cirúrgico, a medula óssea é retirada por meio de punções nos ossos posteriores da bacia. O procedimento é indolor, pois o doador está sob efeito anestésico, e não causa nenhum comprometimento à saúde.
Em relação ao paciente que recebe a medula óssea, ele passa por um tratamento quimioterápico anterior que ataca as células doentes e destrói a própria medula. Dessa forma, assim que o paciente recebe a medula doada, que está sadia, as células novas entram na corrente sanguínea, circulam e se alojam na medula, onde se desenvolvem.
POPULARES EM EXAMES MÉDICOS
Os conteúdos mais buscados sobre Exames Médicos
Tomografia: exame produz imagens detalhadas e em alta resolução
A tomografia computadorizada é considerada um procedimento não invasivo que ajuda a avaliar diversas partes do corpo e condições, como lesões, tumores, infecções, danos após episódios de trauma e alterações ósseas.
Leia maisEspirometria: o que é esse exame e quando é indicado
Leia mais e tenha informações seguras sobre saúde
Leia maisExames feitos no recém-nascido na maternidade
Saiba quais são e como são realizados os 6 exames mais importantes para recém-nascidos e entenda como eles ajudam a garantir a saúde do bebê.
Leia mais