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Doenças cardiometabólicas: quais são as principais

Fatores de risco podem aumentar chances de desenvolvimento de várias doenças

Atualmente, as doenças cardiometabólicas são consideradas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como uma das principais causas de morte no mundo, tanto em países desenvolvidos quanto em economias emergentes e subdesenvolvidas. 

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A OMS estima que cerca de 25% da população adulta do mundo sofrem dessa síndrome.

Continue a leitura para saber quais são as principais doenças cardiometabólicas, seus fatores de riscos e como se prevenir delas.

Principais tipos de doenças cardiometabólicas

As doenças cardiometabólicas englobam uma série de condições que afetam tanto o sistema cardiovascular quanto o metabolismo do corpo. Os principais tipos incluem:

Doenças cardiovasculares

O paciente pode ter doenças coronarianas (como infarto do miocárdio), causadas pela obstrução das artérias coronárias, que irrigam o coração.

Outra doença cardiometabólica é o acidente vascular cerebral (AVC), que é quando há interrupção do fluxo sanguíneo para o cérebro, podendo ser isquêmico (por obstrução) ou hemorrágico (por ruptura de vasos sanguíneos).

Além disso, é possível ter insuficiência cardíaca, que é quando o coração não consegue bombear sangue de forma eficiente para o corpo.

Hipertensão arterial 

Pressão arterial elevada de forma crônica, que pode danificar os vasos sanguíneos e órgãos, como o coração e os rins.

Diabetes tipo 2

Uma condição em que o corpo não consegue usar adequadamente a insulina ou não a produz suficiente, levando a níveis elevados de glicose no sangue.

Dislipidemia 

Alterações nos níveis de lipídios no sangue, como colesterol elevado e aumento de triglicerídeos, fatores de risco para doenças cardíacas.

Síndrome metabólica 

Um conjunto de condições, incluindo obesidade abdominal, hipertensão, níveis elevados de glicose e dislipidemia, que aumentam o risco de doenças cardíacas e diabetes.

Obesidade 

Excesso de gordura corporal, que pode levar a resistência à insulina, hipertensão, dislipidemia e aumento do risco de doenças cardiovasculares.

Essas doenças estão frequentemente inter relacionadas e compartilham fatores de risco comuns, como sedentarismo, alimentação inadequada, tabagismo e histórico familiar

O tratamento e controle eficaz dessas condições podem reduzir significativamente os riscos para a saúde.

Quais são os fatores de risco das doenças cardiometabólicas?

Segundo a Dra. Cintia Santos, endocrinologista da Rede Américas, as doenças cardiometabólicas são caracterizadas por um grupo de fatores de risco inter relacionados como: 

  • Hipertensão;
  • Glicemia de jejum elevada;
  • Obesidade e;
  • Triglicerídeos elevados.

Também existe o chamado risco cardiometabólico, ou seja, as chances que um paciente tem de desenvolver as doenças cardiometabólicas, principalmente diabetes tipo 2 e hipertensão arterial. 

Para saber se as chances de desenvolvimento dessas doenças são altas, o médico avalia os fatores de risco relacionados, desde seu histórico médico familiar até o seu estilo de vida.

Existem alguns fatores de risco que não podem ser alterados, como:

  • Idade mais avançada;
  • Pré-disposição genética e;
  • Gênero: homens têm mais riscos. Porém isso não descarta, por exemplo, o infarto em mulheres. 

Vale ressaltar, entretanto, que no caso da maioria das doenças cardiometabólicas, os fatores mais atuantes estão quase sempre ligados ao estilo de vida, como o nível de sedentarismo e o tipo de alimentação escolhida pelo paciente. 

Por exemplo, quanto menos ativo ele for e mais alimentos ricos em carboidratos, açúcares e sódio ele consumir, como fast-food, biscoito e doces, maiores são as suas chances de desenvolver doenças cardiometabólicas em algum momento da vida.

Mudanças no estilo de vida para diminuir o risco de doenças cardiometabólicas

  • Priorizar a alimentação saudável e reduzir o consumo de carboidratos simples, açúcares e sódio
  • Realizar atividade física ao menos 150 minutos por semana
  • Controlar a ingestão de bebidas alcoólicas
  • Reduzir ou evitar o tabagismo
  • Adotar medidas que reduzam o estresse, como leitura, prática de esportes e meditação
  • Ter noites de sono tranquilas

Para diminuir as chances de desenvolver esse tipo de condição ao longo dos anos, é muito importante que essas mudanças sejam adotadas na rotina o quanto antes.

Segundo a Dra Cintia Santos, outro fator essencial é o acompanhamento com o médico de confiança. Através das consultas e exames propostos por ele, será possível avaliar o estado de saúde geral e detectar, de forma precoce, o início de alguma doença ou predisposição para um quadro específico – como o diabetes tipo 2.

 

 

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