31/03/2025
Revisado em: 31/03/2025
Conheça as principais doenças do fígado e as doenças hepáticas. O que são, quais os principais tipos e os sintomas para ficar atento!
Conforme estudo da Universidade Federal de Minas Gerais, doenças hepáticas são responsáveis por aproximadamente 3% de todas as mortes no Brasil.
Por isso, é importante que todos estejam atentos sobre as enfermidades, principalmente aos sintomas. Afinal, o fígado é um órgão vital sem o qual não é possível sobreviver.
Para esclarecer todas as dúvidas sobre as doenças hepáticas, a Dra. Natália Trevizoli, hepatologista do Rede Américas, explica o funcionamento do órgão e dá outras informações importantes a seguir.
Doenças hepáticas são aquelas que acometem o fígado, causando uma lesão no órgão. Além de ser o maior órgão sólido e a maior glândula do corpo, o fígado também é responsável por diversas funções no organismo.
As células do fígado, chamadas hepatócitos, contêm milhares de enzimas que são responsáveis pela metabolização das substâncias presentes no sangue, sejam elas benéficas ou prejudiciais ao organismo.
O fígado também é capaz de armazenar nutrientes e outros elementos úteis, além de produzir proteínas e vitaminas essenciais para a saúde.
O órgão desempenha muitas funções importantes no organismo como:
Uma série de doenças podem afetar o fígado e prejudicar sua função. Em alguns casos, quando não são diagnosticadas e tratadas adequadamente, podem evoluir para patologias mais graves, como cirrose ou câncer de fígado, inclusive com a possibilidade de indicação de transplante.
De acordo com a médica, as principais causas de doenças crônicas do fígado, que levam à cirrose, são:
Outras patologias também podem acometer o órgão, como:
Algumas dessas doenças estão relacionadas com predisposição genética, outras têm relação com o estilo de vida.
A cirrose é uma doença avançada do fígado que se caracteriza, essencialmente, por um processo difuso de fibrose com formação de nódulos que dificultam a circulação sanguínea.
Pode cursar com insuficiência hepática, quando ocorre dificuldade de o órgão manter suas funções habituais – é o processo final de toda doença crônica do fígado.
Quando esse órgão sofre qualquer processo inflamatório persistente (ao qual chamamos de hepatite crônica), por um considerável período de tempo, ocorre, progressivamente, a substituição do tecido normal do fígado por cicatrizes (fibrose).
Na fase inicial da doença crônica, o paciente, com frequência, não tem nenhum sintoma, e a enfermidade passa inteiramente despercebida.
Essa fase da cirrose é a que chamamos de compensada. Entretanto, com o avançar da doença, o fígado pode começar a não funcionar de forma adequada (fase descompensada).
Os sintomas clássicos de cirrose descompensada são:
Em relação às doenças hepáticas agudas, o paciente pode apresentar alguns sintomas, como astenia, indisposição, inapetência, náuseas, desconforto abdominal, icterícia e febre baixa.
Em raros casos, pode ocorrer perda súbita da função do órgão. O quadro é caracterizado por alterações laboratoriais indicativas de dano hepático (elevação de TGO e TGP) associadas a marcadores de perda de função do fígado (elevação de bilirrubinas e alteração da coagulação).
Nesse contexto, a presença de alteração neurológica (encefalopatia hepática) fecha o diagnóstico de hepatite fulminante, que é um quadro grave, em que o paciente precisa ser avaliado para transplante hepático de urgência.
Quando possível, deve ser realizado o tratamento do fator desencadeante da doença, ou seja, o que iniciou a inflamação hepática, evitando, dessa forma, a progressão da fibrose ou a evolução da condição para a fase descompensada, por exemplo, cessar o uso de álcool e realizar tratamento de hepatites virais).
Outro importante pilar da abordagem terapêutica é o manejo das complicações da cirrose, como:
Nesses casos, o tratamento regular com um hepatologista é fundamental.
O paciente com doença hepática crônica, especialmente em estágio avançado de fibrose, também têm maior risco de desenvolver carcinoma hepatocelular. Assim, deve realizar ecografias regulares com o intuito de pesquisar esse tipo de complicação.
Nas fases mais avançadas da doença, pode ser indicado o transplante hepático, procedimento que tem o potencial de melhorar a qualidade de vida e sobrevida dos pacientes com cirrose descompensada e/ou hepatocarcinoma (dentro de critérios específicos).
A prevenção consiste no diagnóstico precoce das doenças que causam inflamação crônica no fígado, para que sejam tratadas antes que evoluam para a cirrose.
Também é importante se prevenir quanto ao aparecimento de possíveis causas de hepatite, o que inclui medidas como:
Entre outras atitudes em prol da preservação da saúde.
As doenças hepáticas devem ter uma atenção emergencial pelos pacientes. Caso você sinta algum dos sintomas citados no artigo, não deixe de consultar um dos médicos da Rede Américas.
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