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Onde fica a medula óssea: qual é sua função e como é feito o transplante

Conhecida popularmente como “tutano”, a medula óssea age diretamente no sistema imunológico e na coagulação sanguínea.

A partir do transplante de medula óssea, pessoas que vivem com diversas enfermidades graves – oncológicas ou não – ganham uma nova chance de viver de forma plena. 

onde fica a medula óssea

Apesar de o Brasil ter um dos maiores bancos de doadores do mundo, infelizmente, desde 2020, instituições especializadas, como o Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome), têm registrado queda no número de doações.

Caso você ainda não saiba do que estamos falando, não se preocupe, pois, com o auxílio do Dr. Diogo Kloppel Cardoso, hematologista, entenderemos onde fica a medula óssea e qual a sua função. Confira!

O que é medula óssea?

Também chamada de “tutano”, a medula óssea é um tecido líquido-gelatinoso localizado no interior dos ossos. 

A medula óssea é fundamental para o desenvolvimento das células sanguíneas, pois nela são produzidos os glóbulos brancos (leucócitos), que agem no sistema de defesa do organismo; os glóbulos vermelhos (hemácias), responsáveis pelo transporte de oxigênio para o organismo todo; e as plaquetas, que compõem o sistema de coagulação do sangue. 

Como é feita a coleta de medula óssea para o transplante?

O transplante de medula óssea é um tratamento para várias alterações, incluindo doenças das células do sangue, como linfomas, mielomas e leucemias, por exemplo.

O procedimento pode ser feito a partir da medula de um doador (transplante alogênico) ou retiradas do próprio paciente (autólogo).

“Muitas pessoas acreditam que são necessários cortes, pontos ou cirurgias. Mas, na verdade, a forma mais comum de coletar o material é por um processo chamado aférese, em que paciente e doador são conectados por veias periféricas (nos braços) a uma máquina que filtra o sangue e coleta as células-tronco da medula óssea”, afirma o especialista.

Apesar de ser um método menos frequente, também é possível realizar a coleta por meio de punções na região pélvica sob anestesia peridural (ou geral) em centro cirúrgico. Cabe destacar que, depois da doação, a medula do doador se recupera totalmente dentro de algumas semanas.

Quando o transplante de medula óssea é indicado?

O Dr. Diogo explica que o transplante de medula óssea é indicado para várias doenças, entre elas:

  • Leucemias agudas;
  • Adrenoleucodistrofia;
  • Anemia aplásica;
  • Síndromes de falência medular;
  • Leucemias crônicas;
  • Linfomas;
  • Mieloma múltiplo;
  • Imunodeficiências;
  • Erros inatos do metabolismo;
  • Neuroblastoma;
  • Tumores de testículo e ovário.

Como mencionado pelo especialista, o transplante serve para muitas doenças, mas o acompanhamento rotineiro com o oncologista e os diagnósticos precisos é que vão indicar se há possibilidade ou não, estudando cada caso individualmente.

Quem pode doar medula óssea?

Para doar medula óssea, é necessário cumprir alguns pré-requisitos, procurar o hemocentro mais próximo e agendar uma visita. 

Podem ser doadores aqueles que:

  • Têm entre 18 e 35 anos de idade;
  • Estão em bom estado de saúde;
  • Não possuem condições infecciosas, hematológicas ou qualquer tipo de câncer.

Caso a pessoa esteja apta a ser voluntária, uma pequena amostra de sangue será coletada para o exame de histocompatibilidade (HLA), que identifica as características genéticas do doador e cruza essas informações com os dados dos pacientes que estão na fila de espera. 

Após cadastrada no REDOME, quando houver um paciente compatível, o órgão de saúde entrará em contato para consultar a disponibilidade do voluntário e dar início à avaliação pré-doação.

Existem duas formas de doar células-tronco

1. Coleta a partir do sangue, por punção simples em veias do braço, após estímulo do corpo com um medicamento que induz a liberação dessas células da medula para o sangue. Esse medicamento pode acarretar dor no corpo, mal-estar leve, além de coriza. Tais efeitos desaparecem após a doação.

2. Punção diretamente na medula óssea (osso do quadril). A doação ocorre em centro cirúrgico, e o doador recebe medicamentos para não sentir desconforto e permanecer dormindo durante a coleta das células, que ocorre por meio de punções simples na região posterior do osso do quadril, sem necessidade de abordagem cirúrgica.

A escolha da maneira depende da doença do paciente e da vontade do doador. Tudo deve ser conversado e alinhado entre a pessoa e o profissional responsável.

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