24/03/2025
Revisado em: 24/03/2025
Saiba quais são os sintomas de câncer colorretal, como é feito o diagnóstico e opções de tratamento para a condição.
Identificar os sintomas de câncer colorretal no início aumenta consideravelmente as chances de cura do paciente. Por isso, os médicos utilizam uma série de exames que possibilitam o diagnóstico precoce. No caso do câncer colorretal, o exame mais indicado é a colonoscopia, que evoluiu significativamente ao longo dos anos, permitindo uma visão em alta definição do intestino. Isso facilita a identificação de tumores ainda no início, aumentando a eficácia do tratamento.
Além de diagnosticar a doença, a colonoscopia também é utilizada no tratamento do câncer colorretal. Acessórios modernos agregados a equipamentos com alta tecnologia, permitem a remoção de pequenos tumores ou pólipos (lesões pré-cancerígenas, que podem ser benignas ou malignas) durante o procedimento, que é minimamente invasivo. Dessa forma, o paciente fica menos exposto a complicações e tem uma recuperação mais rápida.
Segundo informações do Instituto Nacional do Câncer (Inca), para o triênio de 2023 a 2025, estima-se que ocorram 45.630 novos casos de câncer de cólon e reto no Brasil, sendo 21.970 casos entre homens e 23.660 entre mulheres.
Os principais fatores de risco para o câncer colorretal estão relacionados a comportamentos, como sedentarismo, obesidade, consumo excessivo de álcool e tabaco, e uma dieta com baixo consumo de fibras, frutas, vegetais e carnes magras.
Além disso, condições genéticas e hereditárias, como doenças inflamatórias intestinais crônicas e histórico pessoal ou familiar de adenoma ou câncer colorretal, também aumentam o risco.
Fatores ocupacionais, como trabalhos com exposição a radiações, como raios X e gama, também são considerados riscos associados à doença.
Nos estágios iniciais, o câncer colorretal geralmente não apresenta sintomas, o que reforça a importância do acompanhamento médico regular. Em estágios mais avançados, os sintomas de câncer colorretal podem incluir:
Pacientes com câncer colorretal têm chances de cura, especialmente quando a condição for diagnosticada precocemente. O exame de colonoscopia é indicado para homens e mulheres acima de 50 anos sem histórico familiar de câncer colorretal. Para aqueles com histórico familiar, a prevenção deve começar mais cedo, e a idade certa para iniciar o acompanhamento deve ser definida pelo médico do paciente.
Entre 30% e 40% da população com mais de 50 anos apresenta pólipos intestinais. Por isso, a colonoscopia é especialmente efetiva, pois a maior parte dos casos de câncer colorretal se origina a partir desses pólipos. A detecção precoce e remoção dessas lesões pré-malignas pode reduzir significativamente o risco de desenvolvimento do tumor.
O tratamento para câncer colorretal pode envolver cirurgia, radioterapia, quimioterapia e, em alguns casos, imunoterapia. A escolha do melhor tratamento deve ser avaliada pelo médico do paciente.
O tratamento cirúrgico do câncer colorretal varia conforme a localização e o tamanho do tumor. Na maioria dos casos, realiza-se a ressecção do intestino, que consiste na remoção da parte afetada. Durante a cirurgia, também são retirados os gânglios linfáticos próximos para verificar a presença de células cancerosas. Após a cirurgia, pode ser necessária a colocação de uma bolsa de colostomia, uma abertura na parede do abdome para desviar as fezes.
A colostomia pode ser temporária, permitindo que as fezes sejam desviadas até que o intestino se recupere. A colostomia definitiva acontece quando o baixo reto é removido completamente, exigindo a permanência da bolsa para a coleta das fezes. O tipo de colostomia depende do procedimento cirúrgico realizado e da evolução do quadro clínico do paciente.
Em casos mais avançados, a radioterapia e a quimioterapia podem ser utilizadas, às vezes em combinação, para reduzir o tumor e evitar que se espalhe para outros órgãos.
Já a imunoterapia é um tratamento que utiliza medicamentos para estimular o sistema imunológico do paciente a combater as células cancerígenas. Esse tipo de terapia costuma ser indicado em casos de câncer colorretal avançado ou quando o tumor não responde à quimioterapia. A imunoterapia também pode ser uma opção de tratamento para tumores que não podem ser removidos por cirurgia ou em situações onde o câncer se espalhou para outras áreas do corpo.
O diagnóstico precoce aumenta as chances de tratamentos menos invasivos e mais eficazes, como a remoção de pólipos antes que se tornem malignos.
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