24/03/2025
Revisado em: 24/03/2025
Falta de ar, hiperventilação e dor no peito são sintomas frequentes em crises de ansiedade e podem ser confundidos com alterações cardiovasculares.
Do nervosismo antes de uma prova importante à euforia ao esperar por uma viagem planejada, todos já experimentaram a ansiedade alguma vez na vida. Entretanto, quando a ansiedade é excessiva e interfere no bem-estar a ponto de gerar crises, é essencial buscar ajuda.
Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) mostram que o Brasil está entre os países com maior índice de ansiedade no mundo, com cerca de 18 milhões de brasileiros afetados. Muitas vezes, os sintomas de crise de ansiedade podem ser confundidos com questões cardiovasculares.
Com auxílio da psicóloga do CHN, Marcely Quirino, explicamos os principais aspectos desse distúrbio de saúde mental.
A crise de ansiedade é caracterizada por um episódio súbito de intenso medo, angústia, pessimismo ou tensão.
Diversos fatores podem dar início à uma crise de ansiedade:
A crise de ansiedade gera sintomas psicológicos e físicos, como:
Alguns sintomas de crise de ansiedade também são semelhantes em casos de infarto e acidente vascular cerebral. Sendo assim, ao notar os sintomas mencionados acima, o paciente deve procurar um serviço de emergência rapidamente para que um médico faça a avaliação e diagnóstico adequados.
Não é possível determinar a duração de uma crise de ansiedade, pois varia de uma pessoa para outra.
O primeiro passo para ajudar uma pessoa em crise é não julgá-la e respeitar seus sentimentos, pois cada pessoa reage às situações de forma única. Independentemente do gatilho que ativou os sintomas, o paciente precisa sentir-se seguro e acolhido. Confira algumas dicas para ajudar uma pessoa com crise de ansiedade:
É importante buscar atendimento médico desde o momento em que a pessoa percebe que os sintomas são parecidos com as manifestações de uma crise de ansiedade.
“A pessoa não consegue trabalhar, nem fazer as suas atividades rotineiras da vida. Então, é importante buscar ajuda psiquiátrica e psicológica de maneira preventiva e não aguda. Aqueles que buscam atendimento de emergência, quando constatado que os sintomas não estão relacionados a condições cardiovasculares, já saem com indicação para acompanhamento com um psicólogo”, detalha a especialista Marcely Quirino.
Segundo Marcely, o tratamento mais indicado para crises de ansiedade é o acompanhamento psiquiátrico e psicológico. “Neste último, a melhor abordagem é a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), que trabalha aspectos mais assertivos dentro do processo de psicoeducação das emoções frente ao transtorno de ansiedade, quando esta é diagnosticada”, conclui a especialista.
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