Revisado em: 31/03/2026
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Estima-se que 30% das mulheres em idade reprodutiva, a nível mundial, desenvolvam anemia em algum momento da vida

Aquele cansaço que não passa mesmo depois de uma boa noite de sono. A sensação de que o fôlego vai embora mais rápido do que deveria. A criança que está mais irritada que o normal, come mal e parece sem energia para brincar. Ou então a queda de cabelo que você não consegue explicar, a palidez que o espelho devolve toda manhã.
Esses sinais, quando aparecem juntos, merecem atenção. E uma das causas mais comuns por trás deles tem um nome: anemia ferropriva.
Entender qual é o tratamento para a anemia ferropriva certo é tão importante quanto reconhecer a condição. Sem o ferro que o organismo precisa, o sangue perde a capacidade de transportar oxigênio de maneira eficiente, e o impacto disso se sente no corpo inteiro, seja em adultos ou em crianças.
Clínicos gerais são os médicos que podem atender esse tipo de quadro de maneira primária. A Rede Américas conta com especialistas renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
A anemia ferropriva é, de longe, o tipo mais comum de anemia no mundo. Ela acontece quando os estoques de ferro do organismo ficam baixos a ponto de comprometer a produção de hemoglobina, a proteína dentro dos glóbulos vermelhos responsável por carregar o oxigênio pelo sangue.
Segundo a Organização Mundial da Saúde, a anemia afeta cerca mais crianças, meninas adolescentes, mulheres grávidas e as que estão no pós-parto. A organização estima que 40% das crianças de 6 a 10 anos desenvolvam algum grau de anemia. 37% das mulheres grávidas a nível mundial e 30% das mulheres de 15 a 49 anos têm deficiência de ferro.
No Brasil, dados do Ministério da Saúde apontam que cerca de 20% das crianças menores de cinco anos (aproximadamente 3 milhões) e 29,4% das mulheres apresentam algum grau de anemia. Em adultos, mulheres em idade reprodutiva são as mais afetadas, principalmente por conta das perdas mensais de sangue durante a menstruação.
Sem o devido tratamento, gestantes podem ter uma restrição maior de crescimento intrauterino, partos prematuros e seus bebês nascerem com baixo peso, além deles desenvolverem anemia neonatal.
Outros riscos, de acordo com as práticas de atenção à saúde da mulher, divulgado pela Fiocruz, são a pré-eclâmpsia e depressão pós-parto.
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Crianças em fase de crescimento acelerado, gestantes, mulheres com menstruação intensa, pessoas que passaram por cirurgias ou sangramentos e quem segue dietas muito restritivas têm maior chance de desenvolver a deficiência de ferro.
Em bebês e crianças pequenas, a anemia ferropriva pode comprometer o desenvolvimento cognitivo e motor se não for tratada. Por isso, o acompanhamento pediátrico regular é fundamental para identificar o problema antes que ele avance.
O tratamento convencional é feito com suplementação de ferro, geralmente por via oral, em forma de sulfato ferroso ou outros compostos de ferro. A dose e o tempo de uso variam de acordo com a gravidade da deficiência e com a faixa etária.
Em casos mais severos, quando o ferro oral não é absorvido de forma adequada ou quando a anemia está muito avançada, o médico pode indicar a reposição de ferro por via intravenosa. Nesses casos, o tratamento é realizado em ambiente hospitalar ou ambulatorial.
O acompanhamento com exames de sangue periódicos é parte fundamental do tratamento, porque é por meio deles que o médico avalia se os estoques de ferro estão se recuperando no ritmo esperado.
Não adianta suspender a suplementação assim que os sintomas melhoram. A recomendação é continuar até que os estoques estejam realmente normalizados.
A alimentação tem um papel real na prevenção e no suporte ao tratamento da anemia ferropriva. Ela não substitui a suplementação quando a deficiência já está instalada, mas contribui de forma importante para manter os níveis de ferro adequados e para potencializar o efeito do tratamento.
Os alimentos mais ricos em ferro de origem animal, chamado de ferro heme, são carnes vermelhas, fígado, vísceras e peixes. Esse tipo de ferro é absorvido com muito mais facilidade pelo organismo do que o ferro de origem vegetal.
Já o ferro presente em feijão, lentilha, grão-de-bico, tofu, sementes de abóbora e vegetais verde-escuros como espinafre e couve tem absorção menor, mas ainda assim contribui. O truque para aumentar essa absorção é consumir esses alimentos junto com fontes de vitamina C, como laranja, limão, acerola e tomate.
Um detalhe importante: chá, café e leite consumidos junto às refeições principais reduzem a absorção do ferro. Se possível, deixe essas bebidas para pelo menos uma hora depois das refeições.
Para crianças que comem pouco ou que têm preferências alimentares muito limitadas, a conversa com o pediatra sobre suplementação preventiva é sempre uma boa pedida.
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Sempre que possível. Mas com ainda mais urgência se os sintomas forem intensos, se a criança estiver apresentando atraso no desenvolvimento, se houver suspeita de sangramento que não foi investigado ou se o cansaço e a palidez persistirem mesmo com mudanças na alimentação.
A anemia ferropriva tem tratamento e responde bem quando acompanhada do jeito certo. Automedicar-se com suplementos de ferro sem orientação médica pode fazer mais mal do que bem: o excesso de ferro também é prejudicial ao organismo.
Cuide de você e da sua família com a atenção que eles merecem. Um exame de sangue simples, pedido em qualquer consulta de rotina, já é capaz de mostrar o que está acontecendo antes que os sintomas fiquem mais intensos.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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