Ardência na gravidez é normal? Veja possíveis causas
Esse tipo de sintoma pode aparecer de diversas formas. É preciso estar atenta.
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Sentir ardência durante a gestação é mais comum do que muitas mulheres imaginam, mas isso não significa que deve ser ignorado. A ardência na gravidez é normal em alguns casos, causada por alterações hormonais e pelo crescimento do útero, que afetam o estômago, a bexiga e até a região íntima.
Porém, em outras situações, o sintoma pode indicar infecção urinária ou problemas digestivos que exigem atenção médica. Entender os tipos de ardência e suas possíveis causas ajuda a gestante a diferenciar desconfortos passageiros de sinais que precisam de acompanhamento profissional.
Tipos de ardências na gravidez
A ardência na gravidez pode se manifestar de diferentes formas e em regiões variadas do corpo. Entre os tipos mais frequentes estão:
Azia e queimação no estômago
Esse tipo de ardência surge geralmente após as refeições. A gestante sente uma queimação que sobe do estômago para o esôfago. É causada pelo aumento da progesterona, que relaxa o esfíncter esofágico, facilitando o refluxo do suco gástrico.
Ardência ao urinar
Dor ou queimação durante a micção pode indicar infecção urinária. Durante a gestação, a bexiga fica mais pressionada pelo útero, aumentando o risco de infecções.
Coceira ou ardência na região vaginal
Alterações hormonais e aumento do fluxo vaginal podem causar irritação. Infecções por fungos ou bactérias também são comuns, exigindo atenção médica.
O que pode causar ardência na gravidez?
Diversos fatores contribuem para a ardência na gravidez. Entre os mais frequentes, destacam-se:
Alterações hormonais
Durante a gestação, o corpo produz mais progesterona para ajudar a manter a gravidez. Esse hormônio também relaxa músculos do corpo, incluindo o que separa o estômago do esôfago. Com isso, o ácido do estômago pode subir, causando azia.
Pressão do útero sobre órgãos internos
À medida que o bebê cresce, o útero pressiona o estômago e a bexiga. Isso pode causar desconforto ao digerir alimentos e ardência ao urinar. Em alguns casos, a pressão aumenta o refluxo ou faz a gestante urinar com mais frequência, intensificando a queimação.
Infecção urinária
Infecções urinárias são comuns na gravidez. Se a ardência vier acompanhada de vontade frequente de urinar, dor nas costas ou urina turva, pode ser cistite ou pielonefrite.
Caso apresente esses sintomas, é necessário conversar com o médico para saber qual é o melhor remédio e mais seguro para o tratamento.
Problemas digestivos
Além do refluxo, a gestante pode ter prisão de ventre, náuseas ou digestão lenta, o que aumenta a sensação de ardência. Alimentos gordurosos ou muito temperados podem piorar o problema.
Infecções vaginais
Coceira, corrimento ou ardência na vagina podem indicar candidíase ou vaginose bacteriana. O diagnóstico médico é importante, porque o tratamento precisa ser seguro para a gravidez. Cremes antifúngicos podem ser usados, sempre seguindo orientação médica.
Alergias ou irritações cutâneas
Algumas gestantes relatam ardência em regiões da pele devido a alergias, sabonetes ou roupas apertadas. Embora menos preocupante, a irritação persistente merece avaliação médica.
Quando procurar o médico por esse sintoma?
Nem toda ardência exige consulta imediata, mas alguns sinais indicam a necessidade de avaliação médica.
Entre eles:
- ardência intensa ou persistente que não melhora com mudanças na alimentação;
- dor abdominal associadas à queimação;
- sangue na urina ou corrimento vaginal com odor forte;
- febre ou calafrios junto à ardência ao urinar;
- perda de apetite;
- vômitos frequentes acompanhando azia intensa.
A ardência na gravidez é comum e, na maioria dos casos, não representa risco para a mãe ou o bebê. Pequenos ajustes na alimentação, na postura e na rotina diária podem trazer alívio. No entanto, é importante prestar atenção aos sinais do corpo.
Se a ardência for intensa, persistente ou vier acompanhada de outros sintomas, não hesite em procurar o médico.Cuidar de você é também cuidar do seu bebê, e falar sobre os sintomas faz parte de uma gestação saudável e segura.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
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