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O choro repentino no meio da noite, a mãozinha na orelha e a irritabilidade são sinais que deixam qualquer pai ou cuidador em alerta.

O choro começa de repente, muitas vezes sem um motivo aparente. A criança fica irritada, leva a mão à orelha e recusa-se a deitar. Este cenário é familiar para muitos pais e cuidadores, e a causa costuma ser uma das queixas mais comuns na pediatria: a dor de ouvido.
A dor de ouvido, especialmente a Otite Média Aguda (OMA), é uma condição extremamente comum na infância, afetando cerca de 80% das crianças até os 5 anos de idade. Inclusive, ela é a principal razão pela qual antibióticos são prescritos para essa faixa etária. Entender como agir nesses momentos é fundamental para proporcionar alívio seguro e identificar quando é hora de buscar ajuda profissional.
Enquanto a consulta com o pediatra não acontece, algumas medidas simples e seguras podem ser adotadas em casa para diminuir o desconforto da criança. Essas ações focam em aliviar a pressão e a inflamação local de maneira não invasiva.
Pediatras são os especialistas recomendados para o acompanhamento de otites em crianças. A Rede Américas conta com médicos renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
O calor moderado ajuda a aumentar a circulação sanguínea na área, o que pode relaxar os músculos e aliviar a dor. É uma das técnicas mais eficazes e seguras para alívio imediato.
Manter a cabeça mais alta que o resto do corpo ajuda a drenar os fluidos do ouvido médio, aliviando a pressão que causa a dor. Ao dormir, utilize um travesseiro extra ou eleve a cabeceira do berço de forma segura.
Manter a criança bem hidratada é importante, pois o ato de engolir pode ajudar a equalizar a pressão na tuba auditiva. Além disso, o repouso é essencial para que o corpo combata qualquer infecção subjacente que possa estar causando a dor.
A dor de ouvido, ou otalgia, é geralmente um sintoma, não uma doença em si. Em crianças, a anatomia do ouvido ainda está em desenvolvimento, com a tuba auditiva (canal que liga o ouvido médio à garganta) sendo mais curta e horizontal. Isso facilita o acúmulo de secreções e a proliferação de agentes infecciosos.
As causas mais comuns incluem:
Na tentativa de aliviar a dor, muitos recorrem a métodos populares que, além de ineficazes, podem ser perigosos e agravar o quadro clínico. A regra principal é: não introduza nada no canal auditivo sem orientação médica.
Embora as medidas caseiras possam oferecer alívio temporário, a avaliação de um pediatra ou otorrinolaringologista é indispensável para um diagnóstico preciso e tratamento correto. Procure um médico imediatamente se a criança apresentar:
O tratamento dependerá diretamente da causa diagnosticada. Após examinar o ouvido da criança com um otoscópio, o médico pode indicar diferentes abordagens.
Para o alívio dos sintomas, analgésicos comuns como paracetamol e ibuprofeno são comprovadamente eficazes para reduzir a dor aguda de ouvido a curto prazo. Estes devem ser prescritos na dosagem correta para o peso e a idade da criança.
Se for confirmada uma infecção bacteriana, o uso de antibióticos pode ser necessário. Contudo, em muitos casos de otite viral, o corpo resolve a infecção sozinho, e o tratamento foca apenas no controle da dor e da febre.
Algumas atitudes podem reduzir a frequência das otites. Manter o calendário de vacinação em dia, especialmente a vacina pneumocócica, é uma das principais medidas. Além disso, é importante evitar a exposição da criança à fumaça de cigarro, que irrita as vias respiratórias e a tuba auditiva.
Durante a amamentação ou ao dar a mamadeira, procure manter o bebê em uma posição mais verticalizada para evitar que o leite reflua para a tuba auditiva. Por fim, realizar a lavagem nasal com soro fisiológico, principalmente durante resfriados, ajuda a manter as vias aéreas limpas e diminui o risco de infecções secundárias no ouvido.
Para crianças com crises recorrentes de otite média, é válido investigar a apneia obstrutiva do sono. Problemas como respiração difícil ou ronco durante o sono podem ser uma causa subjacente dessas infecções. O tratamento da apneia pode, então, ajudar a diminuir a frequência dos episódios de dor de ouvido.
Outro fator a ser considerado é o uso de chupetas. Pesquisas indicam que crianças que utilizam chupeta são 1,54 vezes mais propensas a desenvolver otite média aguda do que aquelas que não as usam. Reduzir ou eliminar o uso da chupeta é, portanto, um fator de risco modificável que pode ajudar na prevenção.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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