InícioSaúdeTratamentos

Revisado em: 23/09/2026

Como é feita a cirurgia de escoliose: quando ela é indicada e riscos

A cirurgia de escoliose envolve o realinhamento da coluna; Ela depende da gravidade da curvatura 

Resumo
  • A operação é indicada para desvios severos, geralmente acima de 40 a 50 graus
  • O método padrão é a artrodese vertebral, técnica que alinha e funde os ossos da coluna
  • O cirurgião utiliza parafusos e hastes de titânio, além de enxerto ósseo, para estabilizar a região
  • A monitorização neurofisiológica intraoperatória protege a medula espinhal durante todo o procedimento
  • A recuperação exige fisioterapia e caminhadas precoces ainda no hospital

Resuma este artigo com IA:

Acompanhe nossos conteúdos com prioridade no Google

GoogleFavoritar no Google
como é feito a cirurgia de escoliose1.jpg

A cirurgia para correção da escoliose é uma intervenção de grande porte indicada para casos em que o desvio vertebral atinge graus elevados ou compromete a qualidade de vida e a saúde do paciente. 

Por meio da técnica de artrodese vertebral, o procedimento busca realinhar a estrutura da coluna e promover a fusão óssea contínua. Ela une a tecnologia de fixação com implantes biocompatíveis e suporte de monitoramento neurológico para garantir a segurança no centro cirúrgico. 

A saúde da sua coluna não pode esperar. Quer entender se o seu caso tem indicação cirúrgica? Entre em contato e agende sua consulta na Rede Américas para conhecer as opções de tratamento para a sua coluna.

Hospital

Endereço

Agendamento

Hospital Paraná

Av. Dr. Luiz Teixeira Mendes, 1929 - Zona 05, Maringá - PR, 87015-000

Busque aqui um cirurgião mais próximo de você no Paraná

Complexo Hospitalar de Niterói 

Tv. Lasalle, 12 

Agende sua consulta com um cirurgião no Rio de Janeiro

Hospital Nove de Julho Alphaville

Av. Cauaxi, 118 - Alphaville, Barueri - São Paulo -SP

Fale com um cirurgião em São Paulo

Encontre um cirurgião geral perto de você!

Quando a intervenção cirúrgica é indicada?

A indicação para operar a escoliose depende da gravidade do desvio e da idade do paciente. Médicos ortopedistas avaliam o chamado ângulo de Cobb, obtido por meio de radiografias, para determinar a progressão da curva. Curvaturas leves e moderadas recebem tratamento com coletes ortopédicos e fisioterapia.

A cirurgia entra em pauta quando a curva ultrapassa a marca de 45 a 50 graus, segundo a Sociedade Brasileira de Anestesiologia. Em adolescentes, o objetivo principal é interromper a piora do desvio enquanto o corpo ainda está em fase de crescimento. 

Já em adultos, a operação costuma ser recomendada quando a escoliose causa dor intensa, compressão de nervos ou compromete a função pulmonar. Em pessoas com escoliose idiopática, a função pulmonar pode continuar normal até o ângulo de Cobb atingir 65 graus.

Como funciona a cirurgia de escoliose na prática?

O procedimento padrão para corrigir esse desvio é chamado de artrodese vertebral. Trata-se de uma técnica que visa realinhar os ossos afetados e fundi-los, transformando vértebras separadas em um bloco ósseo único e sólido. 

A intervenção costuma utilizar a fusão posterior da coluna, o que exige técnica minuciosa e suporte anestésico especializado. A operação é realizada em ambiente hospitalar de alta complexidade.

Anestesia e suporte neurofisiológico

O paciente recebe anestesia geral e dorme durante todo o processo, sem sentir qualquer dor. Uma etapa fundamental para a segurança da cirurgia é a monitorização neurofisiológica intraoperatória. Eletrodos são posicionados no corpo para que um médico neurofisiologista acompanhe em tempo real a comunicação entre o cérebro, a medula espinhal e os músculos.

Esse monitoramento constante evita danos neurológicos. Durante o alinhamento com as hastes, a equipe anestésica avalia continuamente a pressão sanguínea para guiar as manobras cirúrgicas com segurança. 

Caso o reposicionamento afete as vias nervosas, os sensores alertam os cirurgiões imediatamente. A equipe ajusta a tração na hora para proteger a integridade física do paciente.

Colocação de hastes, parafusos e enxerto ósseo

O cirurgião ortopedista realiza uma incisão, geralmente nas costas, para acessar a coluna vertebral. Em seguida, inicia o processo de fixação com implantes metálicos biocompatíveis. A fixação com parafusos tem o objetivo de estabilizar a estrutura da coluna. Veja a função de cada componente:

  • Parafusos pediculares: são inseridos milimetricamente nas vértebras, servindo como âncoras para a estrutura
  • Hastes de titânio ou cromo-cobalto: conectam-se aos parafusos para forçar a coluna de volta ao eixo reto e alinhado
  • Enxerto ósseo: fragmentos de osso (do próprio paciente ou de banco de tecidos) são colocados entre as vértebras para estimular a fusão natural ao longo dos meses

Leia também: Quando a escoliose é considerada grave? Entenda os sintomas 

Riscos possíveis do procedimento

Toda intervenção de grande porte apresenta riscos, mas as complicações graves costumam ser raras. A equipe cirúrgica trabalha para mitigar qualquer eventualidade.

Os riscos incluem sangramento, infecções no local da incisão e falha na consolidação óssea. A complicação mais temida é a lesão medular, mas a presença do monitoramento neurológico reduziu essa probabilidade a índices mínimos. O uso de antibióticos profiláticos e técnicas modernas de preservação de sangue garantem um pós-operatório mais estável.

Leia também: Escoliose lombar: causas, sintomas e tratamento

Tempo de recuperação e o papel da fisioterapia

O período de internação depende da resposta clínica do paciente. O repouso absoluto não é prolongado após o procedimento. A equipe de fisioterapia inicia o trabalho precoce ainda no hospital para colocar o paciente em pé e caminhando. 

Esse processo de realinhamento devolve o equilíbrio na marcha, reduz o esforço muscular e melhora a simetria do tronco. A dor pós-operatória é controlada com medicação intravenosa rigorosa. 

Em casa, o processo de reabilitação exige paciência. O paciente retoma atividades leves, como frequentar a escola ou trabalhar em escritório aos poucos. A integração total do enxerto ósseo leva de seis meses a um ano.

Leia também: O que é escoliose dorsal? Saiba reconhecer os sintomas 

Como fica a coluna e as limitações na rotina?

Após a cirurgia, a mudança estética nas costas e na postura é visível. O alinhamento obtido com as hastes e parafusos corrige parte da curvatura original, mantendo a mobilidade da região lombar sempre que o plano cirúrgico permite. A área fundida perde os movimentos de rotação, mas os segmentos acima e abaixo compensam essa rigidez.

Esportes de alto impacto e o levantamento de peso ficam suspensos nos primeiros meses. Conforme a consolidação óssea avança, o médico libera gradativamente a prática de exercícios físicos adequados. Manter o acompanhamento com ortopedista e fisioterapeuta é indispensável para readaptar o corpo e garantir o sucesso do tratamento em longo prazo.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.

Bibliografia
  • ŁAJCZAK, P.; ŁAJCZAK, A. Single-arm meta-analysis on robotic spine instrumentation for young patients. European Journal of Orthopaedic Surgery & Traumatology, 2025. DOI: https://doi.org/10.1007/s00590-025-04530-y. Disponível em: https://link.springer.com/article/10.1007/s00590-025-04530-y. Acesso em: 23 set. 2026.
  • TOOSIZADEH, N. et al. Gait behaviors as an objective surgical outcome in low back disorders: a systematic review. Clinical Biomechanics, Bristol, 17 abr. 2015. DOI: https://doi.org/10.1016/j.clinbiomech.2015.04.005. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/25921552/. Acesso em: 23 set. 2026.
  • TSIRIKOS, A. I. et al. Cyanotic congenital cardiac disease and scoliosis: pre-operative assessment, surgical treatment, and outcomes. Medical Principles and Practice, 2019. DOI: https://doi.org/10.1159/000501840. Disponível em: https://karger.com/mpp/article/29/1/46/204540/Cyanotic-Congenital-Cardiac-Disease-and-Scoliosis. Acesso em: 23 set. 2026.
  • WADA, K. et al. Association between intra-operative hemodynamic changes and corrective procedures during posterior spinal fusion in adolescent patients with scoliosis. Medicine, dez. 2021. DOI: https://doi.org/10.1097/MD.0000000000028324. Disponível em: https://www.ovid.com/jnls/md-journal/fulltext/10.1097/md.0000000000028324~association-between-intra-operative-hemodynamic-changes-and. Acesso em: 23 set. 2026.
  • YANG, J. H. et al. Transient fixation of L4 vertebra preserves lumbar motion and function in Lenke Type 5C and 6C scoliosis. Scientific Reports, maio 2021. DOI: https://doi.org/10.1038/s41598-021-89674-7. Disponível em: https://www.nature.com/articles/s41598-021-89674-7. Acesso em: 23 set. 2026.
  • QUAN, K. et al. Comparative analysis of hook, hybrid, and pedicle screw constructs in the posterior instrumentation of adolescent idiopathic scoliosis. Journal of Pediatric Orthopaedics, Philadelphia, v. 32, n. 6, p. 574-580, Sept. 2012. DOI: https://doi.org/10.1097/BPO.0b013e318250c629. Disponível em: https://www.ovid.com/jnls/pedorthopaedics/abstract/10.1097/bpo.0b013e318250c629~comparative-analysis-of-hook-hybrid-and-pedicle-screw. Acesso em: 23 set. 2026.
  • Zhuang, Q. et al. How to select the lowest instrumented vertebra in Lenke type 5 adolescent idiopathic scoliosis patients? Spine J. 2021 Jan;21(1):141-149. doi: 10.1016/j.spinee.2020.08.006. Epub 2020 Aug 15. PMID: 32805433. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/32805433/. Acesso em: 23 set. 2026.
  • Sharif, S. et al. Fusion Surgery for Lumbar Spinal Stenosis: WFNS Spine Committee Recommendations. World Neurosurg X. 2020 Mar 18;7:100077. doi: 10.1016/j.wnsx.2020.100077. PMID: 32613190; PMCID: PMC7322802. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC7322802/. Acesso em: 23 set. 2026.
  • MANUAL MSD. Fissura anal: distúrbios gastrointestinais. Rahway: Merck & Co., Inc., 2026. Disponível em: https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/dist%C3%BArbios-gastrointestinais/doen%C3%A7as-anorretais/fissura-anal. Acesso em: 23 set. 2026.
  • ASSOCIAÇÃO MÉDICA BRASILEIRA. Fissura anal: manejo clínico e cirúrgico. São Paulo: AMB, 2021. Disponível em: https://amb.org.br/files/_BibliotecaAntiga/fissura-anal-manejo.pdf. Acesso em: 23 set. 2026.
  • SOCIEDADE BRASILEIRA DE ANESTESIOLOGIA. Entenda o que é correção cirúrgica da escoliose: aspectos cirúrgicos e anestésicos. Rio de Janeiro: SBA, 2026. Disponível em: https://www.sbahq.org/entenda-o-que-e-correcao-cirurgica-da-escoliose-sba/. Acesso em: 23 set. 2026.

UNIDADES ONDE ESPECIALISTAS ATENDEM

NAVEGUE PELAS NOSSAS UNIDADES

Foto do Hospital Nossa Senhora do Carmo

Hospital Nossa Senhora do Carmo

Localização

R. Jaguaruna, 105 - Campo Grande, Rio de Janeiro - RJ, CEP 23080-160

Telefone(21) 3316-2900

Foto do Maternidade Brasília

Maternidade Brasília

Localização

QMSW 4 - Sudoeste,  Brasília - DF

Telefone(61) 2196-5300

Foto do CHN - Complexo Hospitalar de Niterói

CHN - Complexo Hospitalar de Niterói

Localização

Tv. Lasalle, 12 - Centro, Niterói - RJ, CEP 24020-096

Telefone(21) 2729-1000

Foto do Hospital Santa Paula

Hospital Santa Paula

Localização

Av. Santo Amaro, 2468 - Brooklin Paulista, São Paulo - SP, CEP 04556-100

Telefone(11) 3040-8000

Foto do Hospital São Lucas Copacabana

Hospital São Lucas Copacabana

Localização

Tv. Frederico Pamplona, 32 - Copacabana, Rio de Janeiro - RJ, CEP 22061-080

Telefone(21) 2545-4000

Foto do Hospital da Bahia

Hospital da Bahia

Localização

Av. Prof. Magalhães Neto, 1541 - Pituba, Salvador - BA, CEP 41810-011

Telefone(71) 4020-0057

Foto do Hospital Samaritano Higienópolis

Hospital Samaritano Higienópolis

Localização

R. Conselheiro Brotero, 1486 - Higienópolis, São Paulo - SP, CEP 01232-010

Telefone(11) 3821-5300