Revisado em: 16/03/2026
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O transplante substitui um rim doente por um rim saudável; é indicado em casos de insuficiência renal avançada

Para quem convive com a doença renal crônica em estágio avançado, entender como funciona o transplante de rim é um passo importante no processo de tratamento. Esse procedimento realiza a substituição de um rim que não funciona adequadamente por um rim saudável.
Ele é indicado quando os rins deixam de desempenhar adequadamente suas funções, como filtrar toxinas e manter o equilíbrio de líquidos e substâncias no organismo. Contribuindo para a recuperação de funções essenciais do corpo.
A intervenção também pode melhorar bastante a qualidade de vida do paciente, permitindo mais independência em relação a tratamentos como a diálise. Conte com uma equipe especializada para cuidar da sua saúde renal. Marque sua consulta em um hospital da Rede Américas.
A necessidade de fazer um transplante de rim surge quando os rins de um indivíduo perdem a capacidade de filtrar resíduos e excesso de líquidos do sangue. Uma condição conhecida como doença renal crônica avançada ou insuficiência renal terminal.
Pacientes nessa situação geralmente precisam de diálise (hemodiálise ou diálise peritoneal) para sobreviver. O transplante renal é indicado após uma avaliação médica detalhada, que considera exames de sangue, urina e imagem, além da saúde geral do paciente.
Em alguns casos, é possível programar o transplante antes mesmo do início da diálise, especialmente quando há um doador vivo compatível. Segundo reportagem publicada no Correio Braziliense, esse é o tipo chamado transplante preemptivo, sendo ele considerado o ideal por especialistas.
O que foi o caso de Victor Mateus, de 34 anos. Ele realizou a cirurgia no Hospital Brasília da Rede Américas, com o órgão doado pela própria mãe, Sônia Maria, de 64 anos.
“Muita gente acredita que o transplante ocorre após a diálise, mas identificar o momento certo permite devolver ao corpo a função renal plena de forma planejada” afirmou ao Correio Braziliense o nefrologista do hospital, Pedro Mendes.
A sua história começou com um diagnóstico silencioso de hipertensão, em 2013. Ele continuou com a sua rotina, até fazer exames de rotina e descobrir que os seus rins estavam com uma porcentagem de funcionamento de apenas 15%. Estavam perdendo a capacidade de filtrar o sangue.
Para o nefrologista, o sucesso da operação ocorreu por causa do acompanhamento precoce. Mas devido à natureza silenciosa da doença renal crônica, muitos indivíduos só descobrem a condição em estágios avançados. Devido a isso, necessitam iniciar a diálise antes de serem inscritos na lista de espera para receber o órgão ou de encontrarem um doador vivo.
Os rins podem ser doados tanto por doadores vivo, quanto por aqueles já falecidos. No caso desses últimos, os órgãos são retirados de indivíduos que tiveram morte encefálica confirmada, após a autorização dos familiares.
Muitos exames são realizados para garantir o bom funcionamento e ausência de doenças transmissíveis. É preciso que o sangue do doador e receptor sejam compatíveis para minimizar o risco de rejeição.
Para ser receptor nesses casos, o paciente deve estar inscrito na lista única de receptores de rim da Central de Transplantes do seu estado. Quando se trata de doadores vivos, eles podem ser parentes ou não do receptor.
No caso de não parentes, é necessária uma autorização judicial. A pessoa que vai fazer a doação passa por uma série de exames para assegurar que seus rins funcionam bem, que não possui doenças transmissíveis e que o risco cirúrgico é mínimo.
O ato de doar precisa ser espontâneo e voluntário, pois a comercialização é proibida. Um único rim saudável é suficiente para manter as funções renais normais do doador.
O transplante renal é um procedimento cirúrgico complexo que visa reestabelecer a função renal em pessoas com insuficiência renal. Durante a cirurgia, o rim doado é implantado no abdômen inferior do receptor, geralmente na região ilíaca. E depois conectado aos vasos sanguíneos e à bexiga.
O novo órgão assume as funções de filtragem do sangue e eliminação de líquidos e toxinas, que o anterior já não conseguia mais fazer. O procedimento pode durar até seis horas e envolve uma equipe multidisciplinar de profissionais de saúde.
Após a cirurgia, o paciente permanece internado por um período para monitoramento e para garantir que o novo rim esteja funcionando plenamente. Além de servir para garantir que não haja efeitos colaterais imediatos.
O nefrologista responsável pela cirurgia de Victor deixou claro que na maioria das vezes os rins doentes não são retirados do corpo. “O sucesso do transplante depende diretamente da adesão rigorosa ao tratamento medicamentoso e das consultas de acompanhamento” alertou o médico.
A recuperação é um processo contínuo que exige acompanhamento médico rigoroso. Logo após o procedimento a pessoa é monitorada de perto na unidade de terapia intensiva e depois vai para o quarto do hospital.
Um dos atos mais importantes da recuperação é o uso contínuo de medicamentos imunossupressores. Eles são fundamentais para evitar que o sistema imunológico do receptor ataque ou rejeite o novo órgão, identificando-o como um corpo estranho.
O paciente deve tomar os imunossupressores para o resto da sua vida. A interrupção pode levar a perda do que foi transplantado e a outras complicações sérias. Mesmo que os fármacos possam ser vitais, eles podem gerar uma série de efeitos colaterais.
Dentre eles estão o aumento da predisposição a infecções virais e bacterianas, principalmente no primeiro ano pós-transplante. A recuperação também envolve uma mudança no estilo de vida. O indivíduo precisa ter uma vida mais saudável, mantendo uma dieta equilibrada com baixo teor de gordura, açúcar e sódio e controle do diabetes.
Caso seja fumante, ele precisa abandonar o vício. E deve praticar atividade física regularmente, como natação e musculação. É preciso se manter indo ao médico regularmente, para fazer exames de rotina. O objetivo é monitorar a função do rim transplantado e ajustar o tratamento conforme for necessário.
O transplante melhora a qualidade de vida, mas não está isento de riscos. O primeiro deles é o risco de rejeição, sendo essa a complicação considerada mais comum. Ela ocorre quando o sistema imunológico do receptor ataca o órgão.
O organismo pode rejeitar os rins de forma aguda, já nos primeiros meses. O que pode acontecer também de forma crônica, quando a rejeição acontece ao longo de meses ou anos. Essa complicação pode ser tratada com corticosteroides ou outros imunossupressores. Caso não seja controlada, pode levar a perda do rim.
Os pacientes transplantados possuem um risco aumentado para infecções virais, bacterianas e fúngicas. A predisposição acontece por causa do uso dos imunossupressores, que diminuem a capacidade do sistema imunológico de combater os patógenos.
O risco de câncer também é aumentado para essa população. Ele costuma ser de 10 a 15 vezes maior se comparado a população geral, por causa da supressão do sistema imunológico. O linfoma e o câncer de pele são exemplos de neoplasias que acometem os transplantados.
A durabilidade varia bastante entre os pacientes. A expectativa média de vida de um rim transplantado de doador falecido é de 10 a 15 anos, enquanto a de um doador vivo pode ser de 15 a 25 anos.
Mas essas são apenas médias, muitos outros fatores podem influenciar a longevidade do órgão, como a sua qualidade e as características do receptor. Além das possíveis intercorrências durante a cirurgia e a adesão do paciente ao regime adotado de imunossupressores.
A compatibilidade também. Quanto maior ela for entre o doador e quem vai receber o rim, menor o risco de rejeição e maior o tempo de duração.
Para quem vai realizar a intervenção cirúrgica, é importante entender como funciona o transplante de rim. A adoção dessa opção terapêutica substitui o rim doente por um saudável. O procedimento restaura funções vitais do organismo e melhora a qualidade de vida, permitindo que os pacientes retomem suas atividades diárias com mais autonomia.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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