Como saber se estou em trabalho de parto prematuro e ir ao hospital
Aprenda a diferenciar os desconfortos normais da gestação dos sinais que exigem atenção médica imediata antes das 37 semanas.
Resumo
O trabalho de parto prematuro ocorre quando o corpo se prepara para o nascimento antes de completar 37 semanas de gestação.
Os principais sinais incluem contrações regulares, alterações no corrimento vaginal, pressão na pélvis e dor lombar persistente.
Diferenciar contrações de treinamento (Braxton-Hicks) das contrações reais é fundamental; as prematuras são rítmicas e não melhoram com repouso.
Ao identificar qualquer um dos sintomas, a recomendação é procurar o serviço de emergência obstétrica ou contatar seu médico imediatamente.
O diagnóstico rápido permite que a equipe médica atue para, se possível, inibir o parto ou preparar o bebê para o nascimento.
É uma sensação sutil no início, talvez uma pressão diferente na pélvis ou um desconforto nas costas que você não sentia antes. Na reta final da gravidez, o corpo passa por muitas transformações, e pode ser difícil decifrar o que é um sintoma normal e o que é um sinal de alerta.
Contudo, quando essas sensações surgem antes do tempo esperado, a dúvida se instala: será que estou em trabalho de parto prematuro? Entender os sinais é o primeiro passo para garantir o cuidado necessário para você e seu bebê.
Ginecologistas podem acompanhar a gestação e atender o momento do parto. A Rede Américas conta com especialistas renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
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Hospital Paraná
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O trabalho de parto é considerado prematuro, ou pré-termo, quando se inicia antes de 37 semanas completas de gestação. Ele se caracteriza por contrações uterinas que causam a dilatação e o afinamento do colo do útero, preparando o corpo para o nascimento.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a prematuridade é uma das principais causas de complicações neonatais. Por isso, a identificação precoce dos seus sinais é fundamental para que intervenções médicas possam ser realizadas a tempo.
Quais são os principais sinais de alerta do parto prematuro
Ficar atenta às mudanças no seu corpo é crucial. Alguns sintomas podem ser confundidos com desconfortos comuns da gravidez, mas a persistência e a regularidade deles são o que diferencia um sinal de alerta. Observe os principais indicadores:
Contrações uterinas regulares e persistentes
Este é o sinal mais conhecido. Diferente das contrações de treinamento (Braxton-Hicks), que são irregulares e geralmente param com a mudança de posição ou repouso, as contrações de um trabalho de parto prematuro são diferentes.
Frequência: ocorrem em intervalos regulares, como a cada 10 ou 15 minutos, e se tornam mais frequentes com o tempo.
Intensidade: tendem a ficar progressivamente mais fortes.
Sensação: a barriga fica dura por completo durante a contração, e a sensação pode se assemelhar a uma cólica menstrual intensa.
Contrações regulares antes das 37 semanas de gravidez são um sinal de alerta que exige avaliação médica. Elas podem indicar uma condição que afeta o desenvolvimento e a saúde do bebê, tornando a ação rápida essencial.
Alterações na secreção vaginal
Qualquer mudança no volume ou na aparência do seu corrimento vaginal merece atenção. Fique atenta a:
Aumento do volume: um fluxo muito mais intenso que o habitual.
Consistência aquosa: secreção mais líquida, que pode indicar a perda de líquido amniótico (ruptura da bolsa).
Presença de muco ou sangue: a perda do tampão mucoso, que pode ser gelatinoso e ter raios de sangue (rosado ou marrom), pode ser um sinal de que o colo do útero está se modificando.
Um aumento na secreção vaginal antes das 37 semanas também é um sinal que merece atenção médica imediata.
Pressão pélvica e dor lombar
Muitas gestantes relatam sentir uma pressão constante na região pélvica e na vagina, como se o bebê estivesse "empurrando para baixo".
Além disso, uma dor surda e persistente na parte inferior das costas, que não alivia com descanso ou mudança de posição, também é um sintoma característico. Essa dor pode ser contínua ou intermitente.
Sentir a barriga endurecer de forma constante ou ter pressão na região pélvica antes das 37 semanas demanda uma avaliação médica urgente. Essa medida pode ser crucial para ganhar tempo, permitindo o amadurecimento dos pulmões do bebê antes do nascimento.
Cólicas e desconforto abdominal
Cólicas semelhantes às menstruais, que podem vir acompanhadas ou não de diarreia, são outro sinal a ser monitorado. Esse desconforto na parte inferior do abdômen pode ser um indicativo de atividade uterina.
O que fazer ao identificar esses sintomas
Se você tem menos de 37 semanas de gestação e apresenta um ou mais dos sinais listados, a orientação é clara: não espere para ver se melhora. A ação imediata é crucial. Identificar contrações regulares e mudanças no colo do útero é vital para diagnosticar o parto prematuro.
Contate seu médico ou obstetra: informe detalhadamente o que está sentindo, incluindo o horário de início e a frequência das contrações.
Vá ao pronto-socorro obstétrico: na dúvida ou na impossibilidade de falar com seu médico, dirija-se imediatamente a um hospital com maternidade.
Monitore os sintomas: enquanto se desloca, tente cronometrar a duração e o intervalo entre as contrações, se presentes.
Evite automedicação: não tome nenhum medicamento para dor ou para tentar parar as contrações sem orientação médica expressa.
Agir rapidamente aumenta as chances de a equipe médica conseguir avaliar o quadro e, se indicado, administrar tratamentos para inibir o trabalho de parto ou para amadurecer os pulmões do bebê, preparando-o melhor para um eventual nascimento.
Sentir contrações regulares, pressão na pelve, cólicas ou aumento de secreção antes de 37 semanas sinaliza um risco de parto prematuro e exige avaliação médica imediata.
Como é feito o diagnóstico no hospital
Ao chegar ao hospital, a equipe de saúde realizará uma avaliação completa para confirmar ou descartar a ameaça de trabalho de parto prematuro. Os procedimentos geralmente incluem:
Monitoramento fetal (cardiotocografia): para avaliar os batimentos cardíacos do bebê e a frequência das contrações uterinas.
Exame de toque vaginal: para verificar se há dilatação ou afinamento do colo do útero.
Ultrassonografia transvaginal: para medir o comprimento do colo uterino e buscar o "funilamento", que é a abertura gradual interna. A identificação desse funilamento é o sinal precoce mais importante que pode prever o risco de um parto prematuro.
Exames laboratoriais: para investigar possíveis infecções, como a infecção urinária, que podem desencadear o trabalho de parto.
Quais são os fatores de risco para o parto prematuro
Embora qualquer gestante possa ter um parto prematuro, alguns fatores aumentam essa probabilidade. Conhecê-los ajuda na vigilância e no cuidado redobrado durante o pré-natal.
Os principais fatores incluem:
Ter tido um parto prematuro anterior.
Gestação de múltiplos (gêmeos, trigêmeos).
Infecções, especialmente do trato urinário ou genital.
Anomalias no útero ou no colo do útero.
Hipertensão arterial ou pré-eclâmpsia.
Idade materna (menos de 17 ou mais de 35 anos).
Estilo de vida, como tabagismo e estresse excessivo.
Realizar um pré-natal rigoroso é a melhor forma de identificar e manejar esses riscos, recebendo orientações específicas para o seu caso.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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