Estalo, dor e inchaço podem indicar ruptura ligamentar; o tratamento pode ser conservador ou cirúrgico
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Um estalo no joelho durante um movimento, seguido de dor intensa, inchaço e sensação de que a articulação "saiu do lugar", pode indicar uma lesão ligamentar. Esse tipo de trauma é comum tanto em atletas quanto em pessoas que sofrem quedas, torções ou impactos diretos no joelho.
Reconhecer os sinais de alerta e buscar avaliação médica rapidamente é fundamental para evitar complicações. Além de auxiliar a confirmar o diagnóstico e iniciar o tratamento mais adequado para recuperar a estabilidade e a função da articulação.
Quanto antes a lesão ligamentar for identificada, maiores são as chances de uma recuperação completa. Agende a sua avaliação na Rede Américas.
O joelho é uma articulação complexa estabilizada por quatro ligamentos principais, que atuam como cordas fortes conectando os ossos e controlando o movimento. A lesão pode ocorrer em qualquer um deles, dependendo do mecanismo do trauma.
O ligamento cruzado anterior (LCA) é o mais frequente de ser lesionado, principalmente em esportes que exigem mudanças bruscas de direção, como futebol e basquete. Ele está localizado na parte da frente do joelho, impedindo que a tíbia deslize para frente do fêmur. As mulheres têm um risco aumentado de sofrer esse tipo de lesão, devido a fatores anatômicos e biomecânicos.
O ligamento cruzado posterior (LCP) está localizado na parte de trás do joelho, e é mais espesso e forte que o LCA. A sua função principal é impedir que a tíbia deslize para trás em relação ao fêmur. Contusões nele são menos comuns. Elas costumam acontecer por causa de traumas diretos, como impacto do joelho contra o painel em um acidente de carro ou uma queda sobre o joelho lesionado.
Também existem outros tipos, os chamados ligamentos colaterais, localizados nas laterais. O ligamento colateral medial (LCM) fica na parte interna e costuma ser lesionado por impactos na parte externa do joelho. Ele evita que o joelho se desloque para dentro.
Já o colateral lateral (LCL) está na parte externa e sofre menos traumas, que acontecem mais por causa de impactos na parte interna do joelho. Em casos mais graves, pode ocorrer contusões de múltiplos ligamentos simultaneamente.
Leia também: Tipos de lesões ortopédicas: conheça sintomas e tratamentos
Identificar uma ruptura pode ser um desafio, pois os sintomas podem variar de intensidade. Mas existem sinais e sensações comuns que são características. A maioria das pessoas que rompem o ligamento cruzado anterior relata ter sentido ou ouvido um estalo no momento da lesão.
Imediatamente após o trauma, é comum sentir uma dor intensa e a área pode começar a inchar rapidamente devido ao acúmulo de sangue na articulação. O joelho pode parecer que vai sair do lugar, principalmente ao tentar colocar peso sobre ele, mudar de direção ou descer escadas.
É possível também que a dor e inchaço limitem a capacidade de dobrar ou esticar completamente a perna. A parte lesionada pode ficar rígida, principalmente nas primeiras horas. Hematomas podem ser observados, indicando sangramento interno.
A intensidade da dor e do inchaço pode variar. Em casos mais leves, o inchaço pode demorar mais de 24 horas para aparecer e a dor pode ser moderada. Já em situações de maior gravidade a sensação dolorosa pode ser tão intensa que impede a pessoa de andar sem ajuda.
A dor no joelho é um sintoma que pode ser comum a uma vasta gama de condições, desde lesões musculares e tendinites até problemas na cartilagem ou meniscos. Pode ser uma manifestação clínica de inflamações, a exemplo da artrite.
Dores mais leves e de início gradual podem indicar outras condições. Por exemplo, uma entorse leve pode causar dor e inchaço, mas o ligamento pode estar apenas estirado, não rompido. É fundamental não se autodiagnosticar.
Apenas um profissional de saúde, através de um exame físico detalhado e exames de imagem poderá determinar a causa exata do dolorimento e se há ou não uma lesão ligamentar.
Após suspeitar do rompimento, é importante seguir o protocolo PRICE (Proteção, Repouso, Gelo, Compressão e Elevação), para minimizar o dano e facilitar a recuperação. Veja abaixo mais detalhes que ajudam a reduzir a dor e inchaço:
Além disso, é importante procurar atendimento médico o mais rápido possível. Não tente ignorar a dor ou continuar suas atividades normais, pois isso pode piorar o trauma e complicar o tratamento e a recuperação.
A confirmação vem através de uma combinação entre a avaliação clínica e exames complementares. O médico costuma começar perguntando como a lesão ocorreu, quais foram os sintomas e o histórico de saúde. Durante o exame físico ele realiza manobras específicas para avaliar a estabilidade do joelho e identificar qual pode ser o ligamento.
Testes como o teste de Lachman e o teste de gaveta anterior costumam ser utilizados para verificar a integridade do LCA. Em relação aos exames de imagem, geralmente são solicitadas radiografias para descartar fraturas ósseas, que podem ocorrer junto com as lesões ligamentares.
A ressonância magnética é considerada o padrão-ouro para o diagnósticos de lesões ligamentares e meniscais. Ela fornece imagens detalhadas dos tecidos moles do joelho, permitindo ao médico visualizar a extensão da lesão.
O exame diagnóstico costuma ser indicado para casos complexos ou que geram dúvidas ou quando os sintomas não melhoram após algumas semanas de tratamento conservador. Também quando não há certeza ou em casos de lesões multiligamentares a artroscopia pode ser indicada.
A artroscopia é um procedimento cirúrgico minimamente invasivo que pode ser utilizado para confirmar a lesão e também pode tratá-las simultaneamente.
A definição do tempo de recuperação varia de acordo com as seguintes variáveis: gravidade da lesão, ligamento afetado, idade do paciente e nível de atividade física desejado. Quando se falar de uma ruptura de LCA, o processo é longo e exige dedicação à fisioterapia.
Geralmente leva de seis a nove meses para alcançar uma recuperação completa. O retorno às atividades físicas intensas deve ser feito devagar, para não aumentar o risco de surgir uma nova lesão.
Quando o trauma é mais leve, quando o ligamento está estirado, mas ainda funciona, pode ser tratado sem cirurgia. O tratamento conservador inclui repouso e imobilização, com uso de muletas ou órtese para proteger o joelho.
Assim como a fisioterapia, essencial para restaurar a amplitude de movimento, fortalecer os músculos ao redor do joelho e melhorar a estabilidade. Medicamentos (analgésicos e anti-inflamatórios) também podem ser utilizados para controlar a dor e o inchaço.
Quando ocorre a rotura completa, a cirurgia é frequentemente o tratamento adotado. Ela é a abordagem terapêutica adotada sobretudo para atletas e indivíduos jovens e ativos que desejam retornar a atividades de alto impacto.
É possível andar com o ligamento rompido, principalmente se ele for parcial ou se o LCO for afetado, pois ele é mais robusto. Algumas pessoas com uma rotura completa do LCA conseguem andar, mas podem sentir o joelho instável.
O fato de não conseguir andar não significa dizer que a lesão é menos grave ou que não requer atenção médica. Colocar peso ou continuar a usar o joelho afetado pode agravar o problemas e causar danos adicionais a outras estruturas como os meniscos e a cartilagem. O que pode levar a problemas crônicos como a osteoartrite.
Romper um ligamento do joelho é uma lesão que exige atenção e avaliação médica precoce. Sintomas como estalo no momento do trauma, inchaço rápido, dor intensa e sensação de instabilidade são fortes indicativos.
Mas apenas o exame físico realizado por um especialista e exames de imagem, como a ressonância magnética, podem confirmar o diagnóstico e definir a gravidade da lesão. O tratamento pode variar desde medidas conservadoras, com fisioterapia e reabilitação, até a cirurgia, dependendo do ligamento afetado, da extensão da ruptura e do perfil do paciente.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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