A síndrome dos ovários policísticos (SOP) pode alterar o ciclo menstrual e afetar a pele e a fertilidade; menstruação irregular, acne e excesso de pelos são sintomas muito comuns
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A síndrome dos ovários policísticos (SOP) é uma condição que afeta o funcionamento dos hormônios e não pode ser identificada só pelos sintomas. Assim, o diagnóstico depende da avaliação médica, do histórico de saúde, do exame físico e, quando necessário, de exames.
O quadro pode alterar a ovulação, aumentar a produção de hormônios considerados masculinos, os andrógenos, e provocar vários sinais no corpo. Como essas alterações variam, nem todas as mulheres têm os mesmos sintomas ou na mesma intensidade.
Menstruação irregular, acne, excesso de pelos, dificuldade para engravidar e ganho de peso estão entre as manifestações mais comuns. Em alguns casos, a SOP também pode estar relacionada à resistência à insulina e ao aumento do risco de diabetes tipo 2.
Ginecologistas são os médicos que podem acompanhar o diagnóstico e o tratamento de pacientes com síndrome dos ovários policísticos. A Rede Américas conta com profissionais renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
A SOP é uma condição que afeta a produção de hormônios. Embora tenha foco nos ovários, os efeitos podem atingir várias partes do corpo, incluindo o metabolismo, que são processos responsáveis por transformar alimentos em energia e regular diversas funções.
A principal característica da SOP é o desequilíbrio hormonal, que aumenta a produção de andrógenos, conhecidos como hormônios masculinos. Apesar do nome, eles também estão presentes no organismo feminino, mas em quantidades menores.
Esse desequilíbrio pode causar menstruação irregular, dificuldade ou ausência de ovulação e resistência à insulina, condição em que o organismo tem dificuldade para usar esse hormônio de forma eficiente, o que pode elevar os níveis de açúcar no sangue.
Os sintomas da síndrome dos ovários policísticos variam de uma mulher para outra e podem ser mais leves ou mais intensos. Mesmo assim, eles costumam se dividir em três grupos principais.
As alterações no ciclo menstrual são, na maioria dos casos, o primeiro sinal que leva mulheres com síndrome dos ovários policísticos a buscar avaliação médica. Essas mudanças podem aparecer de várias formas, como:
Essas alterações acontecem porque a SOP pode interferir no desenvolvimento dos folículos ovarianos, que são estruturas onde os óvulos se desenvolvem antes da ovulação. Quando esse processo não acontece como deveria, o ovário pode não liberar o óvulo no momento esperado, o que contribui para ciclos menstruais irregulares.
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O aumento dos níveis de andrógenos pode causar alterações visíveis na pele e nos pelos. Isso acontece porque esses hormônios influenciam as glândulas sebáceas e os folículos pilosos, que são responsáveis pela produção de oleosidade e pelo crescimento dos pelos.
Um dos sinais associados à SOP é o hirsutismo, que corresponde ao crescimento de pelos mais grossos e escuros em regiões onde eles costumam ser menos comuns nas mulheres, como no rosto, queixo, peito, costas e abdômen.
A acne persistente na fase adulta, principalmente nas regiões da mandíbula, queixo e pescoço, também pode estar relacionada ao aumento de andrógenos, especialmente quando não melhora com tratamentos.
Outra possível manifestação é a alopecia androgênica, caracterizada pelo afinamento dos fios e pela queda de cabelo concentrada no topo da cabeça. Além disso, a produção excessiva de sebo pode deixar a pele e o couro cabeludo mais oleosos.
Muitas mulheres com SOP apresentam resistência à insulina, uma alteração em que as células do corpo têm dificuldade para responder à ação desse hormônio. Como resultado, o pâncreas precisa produzir mais insulina para manter o controle da glicose no sangue.
Esse desequilíbrio pode favorecer o ganho de peso, principalmente na região abdominal, e aumentar o risco de desenvolver diabetes tipo 2. A alteração também pode dificultar o uso da energia dos alimentos pelo corpo e atrapalhar o controle dos níveis de açúcar.
O diagnóstico da SOP não é confirmado por um único exame. A avaliação é feita por um médico especialista, como ginecologista ou endocrinologista, que considera os sintomas apresentados pela paciente, o histórico de saúde e os resultados de exames. Um dos critérios mais usados pelos profissionais de saúde é o de Roterdã.
Para confirmar o diagnóstico de SOP, a paciente precisa apresentar pelo menos dois dos três critérios definidos pelos Critérios de Roterdã, depois da exclusão de outras condições que podem causar sintomas parecidos.
Essa avaliação considera três aspectos: a ausência ou alteração da ovulação, o aumento dos níveis de hormônios androgênicos e a presença de alterações nos ovários, como o aumento do número de cistos identificados em exames de imagem.
No geral, esses critérios são usados por profissionais de saúde em todo o mundo e ajudam a identificar a SOP de forma mais precisa, já que a condição pode se manifestar de maneiras diferentes em cada mulher.
O diagnóstico da SOP envolve uma avaliação completa, que reúne informações sobre a saúde da mulher. O médico analisa os sinais, o histórico de saúde e outros fatores para identificar o quadro e descartar problemas que podem causar alterações parecidas.
Sendo assim, as etapas do diagnóstico incluem:
A avaliação da SOP ajuda a identificar as características da condição em cada mulher e direcionar o tratamento. Como os sinais podem variar, o acompanhamento pode considerar fatores como idade, desejo de engravidar e alterações associadas.
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A presença de ovários com aparência policística no ultrassom, sozinha, não confirma a síndrome dos ovários policísticos (SOP).
Algumas mulheres sem a condição, com ciclos menstruais regulares e sem outros sinais, também podem apresentar essa característica no exame. A SOP é identificada pela combinação de alterações no organismo, e não só por uma imagem dos ovários:
A aparência policística dos ovários no ultrassom não significa que a mulher terá os mesmos efeitos relacionados à SOP, pois a síndrome envolve alterações hormonais que podem afetar a ovulação, o metabolismo e outros aspectos da saúde.
Uma parte importante do diagnóstico da SOP é o chamado diagnóstico de exclusão. Isso significa que o médico precisa investigar outras condições que podem causar sintomas parecidos antes de confirmar a síndrome dos ovários policísticos.
Entre os problemas de saúde que podem ser avaliados estão as alterações na tireoide, como hipotireoidismo e hipertireoidismo, o aumento dos níveis de prolactina (hiperprolactinemia), a hiperplasia adrenal congênita não clássica e a síndrome de Cushing.
A observação dos sintomas pela paciente pode ajudar a identificar alterações que merecem investigação, mas não substitui a avaliação de um médico. A suspeita de SOP deve ser analisada por um ginecologista ou endocrinologista, especialmente na presença de:
O diagnóstico é o primeiro passo para definir os cuidados para a SOP. O acompanhamento busca controlar as alterações causadas pelo quadro, ajudar na regularização do ciclo menstrual, reduzir riscos relacionados ao metabolismo e preservar a qualidade de vida.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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