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O diagnóstico de dengue durante a gestação gera muitas dúvidas e medos. Entenda como a doença pode impactar a sua saúde e a do seu bebê

A descoberta de uma gravidez traz uma mistura de alegria e novas preocupações. Em meio a tantos cuidados, o zumbido de um mosquito pode se tornar um alarme, especialmente durante um surto de dengue.
Se você foi diagnosticada com a doença ou teme ser infectada, é natural que a principal pergunta seja sobre a segurança do seu bebê. Por isso é essencial a busca por um especialista em ginecologia e obstetrícia. Agende a sua consulta em um hospital da Rede Américas.
Quando uma gestante contrai dengue, seu corpo reage à infecção de forma semelhante a de outras pessoas, mas com particularidades. As alterações hormonais e fisiológicas da gravidez podem tornar o quadro mais delicado. A febre alta, dores no corpo e dor de cabeça são sintomas comuns.
Contudo, o sistema imunológico e circulatório da grávida já trabalha de forma diferente, o que exige um monitoramento mais rigoroso. O principal receio dos médicos é a evolução para formas graves da doença, como a dengue hemorrágica, que aumenta o risco de sangramentos e queda brusca da pressão arterial, condições perigosas para a mãe e para o feto.
A infecção pelo vírus da dengue, principalmente quando sintomática e grave, pode interferir no ambiente uterino e na saúde fetal. É fundamental conhecer esses riscos para entender a importância do acompanhamento médico.
Embora a transmissão direta do vírus para o feto seja baixa, a dengue na gravidez pode elevar os riscos de parto prematuro e hemorragias. Por essa razão, é necessário que a gestante receba monitoramento médico rigoroso e imediato.
As principais consequências documentadas para o bebê incluem:
Leia também: Dengue na gravidez: o que é e quando buscar atendimento médico de urgência
A transmissão vertical, que é a passagem do vírus da dengue da mãe para o feto através da placenta, não é comum. A incidência é considerada baixa. O maior risco de transmissão acontece quando a mãe é infectada próximo ao parto.
Nesses casos, o recém-nascido pode apresentar febre e queda de plaquetas, necessitando de cuidados neonatais especializados. Embora a transmissão para o bebê seja muito rara, o acompanhamento médico constante é essencial para evitar complicações graves e assegurar um parto seguro.
Além disso, se a gestante já teve dengue, ela transmite anticorpos protetores ao filho pela placenta, garantindo uma defesa natural. Essa proteção ajuda a evitar casos graves da doença nos primeiros meses de vida do bebê e ocorre de forma eficiente, mesmo quando a dengue na gravidez aumenta o risco de parto prematuro.
No entanto, os anticorpos maternos no recém-nascido diminuem gradualmente. Portanto, é fundamental manter um acompanhamento médico rigoroso para o bebê. Esse cuidado é importante para monitorar e prevenir possíveis riscos, como hemorragias graves, em casos de exposição à dengue.
Essa é uma dúvida muito frequente, devido à associação bem estabelecida entre o Zika vírus e a microcefalia. No caso da dengue, a relação com malformações congênitas não é clara como na zika.
Estudo realizado pela Fiocruz em 2018, sugere uma possível associação entre a dengue na gravidez e alterações neurológicas no bebê, mas são necessárias mais pesquisas para confirmar essa ligação de causa e efeito. A principal preocupação com a dengue continua sendo as complicações obstétricas.
Leia também: Como é feito o diagnóstico de dengue e qual é o tratamento
O momento da infecção durante a gravidez influencia os tipos de risco. Cada fase da gestação tem suas vulnerabilidades específicas.
Uma gestante com suspeita de dengue deve procurar atendimento médico assim que os primeiros sintomas surgirem. Contudo, existem sinais de alarme que indicam uma possível evolução para um quadro grave e exigem uma ida imediata ao pronto-socorro.
Fique atenta a:
Leia também: Quais são os principais sintomas da dengue?
Não existe um medicamento específico para curar a dengue. O tratamento é de suporte e visa aliviar os sintomas e, principalmente, prevenir a evolução para formas graves. Para gestantes, o pilar do tratamento é o acompanhamento médico rigoroso.
As principais medidas incluem:
É vital que a gestante não se automedique. Medicamentos à base de ácido acetilsalicílico (AAS) e anti-inflamatórios não esteroides (como ibuprofeno e diclofenaco) são proibidos, pois aumentam o risco de hemorragias.
Leia também: Quais remédios não pode tomar com dengue e por que devem ser evitados?
Considerando os riscos, a prevenção é, sem dúvida, a melhor abordagem. As medidas para evitar a picada do mosquito Aedes aegypti devem ser redobradas durante a gravidez.
Conversar com seu obstetra sobre as melhores formas de prevenção e o que fazer em caso de suspeita é fundamental para uma gestação mais tranquila e segura, mesmo em áreas com alta transmissão de dengue.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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