Entenda o que essa classificação revela sobre a saúde do seu nervo óptico e a importância do tratamento rigoroso
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Receber o diagnóstico de glaucoma grau 3 pode gerar muitas dúvidas e preocupações, principalmente pelo impacto que essa condição pode causar na visão e na qualidade de vida.
Nessa fase, a doença já apresenta danos importantes ao nervo óptico e exige acompanhamento especializado para evitar a progressão da perda visual. Embora a visão comprometida não possa ser recuperada, o tratamento adequado é fundamental para preservar a capacidade visual restante.
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Ter um diagnóstico de glaucoma grau 3 significa que a doença atingiu um estágio avançado. A classificação em graus geralmente se refere à extensão do dano no nervo óptico e à quantidade de perda no campo visual.
Nesse nível, o dano ao nervo óptico já é considerável, sendo classificado como moderado a grave. Além disso, há uma grande perda na circulação ocular, o que agrava a condição.
As fibras nervosas responsáveis por levar as informações do olho ao cérebro foram significativamente afetadas pela pressão intraocular (PIO) elevada ou por outros fatores de risco. O resultado é uma perda notável da visão periférica, muitas vezes descrita como "visão tubular" ou "visão em túnel".
Em estágios iniciais (grau 1), a perda visual é sutil e imperceptível para o paciente. Já no grau 3, o campo de visão está mais restrito, o que pode comprometer atividades como dirigir, caminhar em locais movimentados ou praticar esportes.
Enquanto o glaucoma inicial é assintomático, no grau 3 os sinais se tornam mais evidentes no dia a dia. É comum que o paciente comece a notar certas dificuldades que antes não existiam. Os principais indícios incluem:
É fundamental diferenciar esses sintomas dos de uma crise de glaucoma agudo de ângulo fechado, que causa dor intensa, olho vermelho e visão embaçada. Sendo ela considerada uma emergência médica.
Leia também: Sintomas de glaucoma: causas e tratamentos
O estadiamento do glaucoma não é baseado em um único fator. O oftalmologista utiliza uma combinação de exames para avaliar a estrutura do olho e sua função visual. Assim, ele consegue ter um panorama completo da situação.
Os principais exames para essa avaliação são:
Leia também: Cirurgia de glaucoma: tipos e tempo de recuperação
O objetivo do tratamento no glaucoma grau 3 é um só: frear a progressão da doença a todo custo. A visão que já foi perdida é irrecuperável, por isso o foco é preservar o que resta. Para isso, o controle da pressão intraocular precisa ser mais rigoroso e, muitas vezes, mais agressivo.
Para casos avançados, o controle rígido da pressão ocular é fundamental. Isso pode ser feito por meio de colírios, procedimentos a laser ou cirurgia, a fim de evitar a perda definitiva da visão.
Geralmente, o uso de um único colírio já não é suficiente. O médico pode prescrever associações de dois ou mais medicamentos em frascos diferentes ou em formulações combinadas para aumentar a eficácia na redução da pressão intraocular.
A trabeculoplastia seletiva a laser (SLT) é um procedimento que ajuda a melhorar a drenagem do humor aquoso (o líquido interno do olho), diminuindo a pressão. Pode ser usada como terapia complementar aos colírios ou para reduzir a dependência deles.
Quando os colírios e o laser não são capazes de controlar a pressão adequadamente, a cirurgia se torna a principal indicação. As técnicas mais comuns são:
Leia também: Tratamentos para glaucoma: como controlar a pressão do olho?
O dano causado pelo glaucoma ao nervo óptico é permanente. A Organização Mundial da Saúde aponta que a doença é uma das causas de perda de visão irreversível. Ela atinge cerca de 8 milhões de pessoas em todo o mundo.
Por isso, o diagnóstico precoce e a adesão rigorosa ao tratamento são fundamentais. No glaucoma avançado (grau 3), o controle rigoroso da pressão ocular com colírios, laser ou cirurgia é a única forma de evitar a perda total da visão, já que o dano é permanente.
O tratamento não cura a doença, mas controla sua progressão, permitindo que o paciente mantenha sua qualidade de vida e independência visual pelo maior tempo possível.
O acompanhamento regular com o oftalmologista, realizando os exames de controle, é a única forma de garantir que a pressão intraocular está na meta e que a doença está estabilizada.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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