A hepatite em crianças pode causar sintomas como cansaço, enjoo e pele amarelada; as causas incluem infecções por vírus, doenças autoimunes e reações a alguns medicamentos
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A hepatite em crianças é uma inflamação do fígado que pode ter diferentes causas, como infecções por vírus, doenças autoimunes e reação a remédios. O quadro pode durar alguns meses ou permanecer por mais tempo, dependendo da causa e do tipo da doença.
Em crianças, os sintomas da hepatite podem incluir cansaço, enjoo, vômitos, dor na barriga, perda de apetite, urina escura, fezes claras e pele ou olhos amarelados. Mesmo assim, há pacientes que não apresentam sinais específicos, mesmo quando estão com uma infecção.
O diagnóstico considera os sintomas, o histórico de saúde da criança e exames de sangue que mostram como o fígado está funcionando e ajudam a identificar a causa da inflamação. O tratamento pode incluir acompanhamento médico, antivirais ou corticoides.
Hepatologistas são os especialistas que podem diagnosticar, acompanhar e tratar pacientes com doenças no fígado, como a hepatite. A Rede Américas conta com médicos renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
A hepatite é uma inflamação que atinge o fígado e pode prejudicar o funcionamento desse órgão, que participa da digestão dos alimentos, armazena nutrientes, produz substâncias importantes para o organismo e ajuda a eliminar resíduos do sangue.
Quando existe uma inflamação, as células do fígado podem sofrer danos. Em alguns casos, esse processo melhora e o órgão se recupera. Porém, quando o quadro continua por muito tempo, pode causar cicatrizes no tecido, o que é chamado de fibrose.
Na infância, consultas regulares com um hepatologista ajudam a ver se a inflamação está afetando o fígado e se há alguma lesão, além de acompanhar a recuperação do tecido e identificar sinais de uma possível evolução para fibrose ou outras complicações.
A hepatite pode ser classificada de acordo com o que provoca a inflamação no fígado. As formas mais conhecidas são causadas por vírus, mas também há casos em que o próprio sistema de defesa do corpo ataca o órgão ou em que um remédio provoca o quadro:
Na infância, a hepatite B exige mais atenção, já que o vírus nessa fase tem mais chance de ficar no organismo por muitos anos do que quando ocorre na vida adulta. Em alguns casos, a criança pode não ter sintoma, mas a infecção pode aumentar o risco de complicações.
Leia também: Hepatite medicamentosa: o que é, sintomas e tratamento
Nem toda criança com hepatite vai desenvolver um quadro grave, mas algumas precisam de acompanhamento médico por mais tempo. Nesse sentido, o risco depende da causa da doença, de quanto tempo ela dura e da saúde geral do paciente.
Os vírus são responsáveis pela maior parte dos casos de hepatite em crianças. A hepatite A, por exemplo, passa para o pequeno quando ele ingere água ou alimentos contaminados pelo microrganismo, geralmente depois do contato com fezes contaminadas.
Já as hepatites B e C são transmitidas de outras formas. Em bebês, existe a possibilidade de a mãe passar o vírus para o recém-nascido durante a gravidez ou no parto, o que pode acontecer mesmo quando a gestante não sabe que tem a infecção.
O fígado das crianças ainda está se desenvolvendo e precisa processar os medicamentos e outras substâncias que entram no organismo. Assim, excesso de remédios, automedicação e consumo de chás caseiros podem prejudicar o funcionamento do órgão.
Esse quadro é chamado de hepatite tóxica ou medicamentosa e pode causar inflamação ou lesões no fígado. Nesses casos, a substância responsável deve ser suspensa somente com orientação médica, e a criança precisa ser acompanhada por um profissional de saúde.
Em alguns pacientes, o sistema de defesa do corpo ataca por engano as células do fígado, causando a hepatite autoimune. Além dos vírus conhecidos, outros quadros virais e alguns microrganismos comuns na infância podem provocar a inflamação.
Quando os exames não mostram uma causa específica, o médico pode considerar o quadro como hepatite de causa indeterminada e acompanhar a criança. Nessas situações, ele pode pedir novos exames de sangue e, em alguns casos, exames de imagem ou uma biópsia.
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Os sinais da hepatite podem aparecer aos poucos e mudar de uma criança para outra. Em alguns casos, eles são leves e podem passar despercebidos. Por isso, observar mudanças no comportamento e no estado geral do pequeno ajuda a ver quando há algo errado, como:
Algumas crianças podem ter poucos sintomas mesmo quando precisam de um médico. A quantidade ou a intensidade dos sinais também não mostra o quanto o fígado está afetado. Assim, se houver suspeita, a criança deve ser avaliada ainda que não esteja mal.
As hepatites virais são as formas da doença que podem passar de uma pessoa para outra. Nesse sentido, a hepatite A e a hepatite E são transmitidas principalmente quando a criança ingere água ou alimentos contaminados com fezes que contêm o vírus.
Enquanto isso, as hepatites B e a D podem passar durante relações sexuais sem proteção ou pelo compartilhamento de objetos que tiveram contato com sangue. Já a hepatite C está mais ligada ao contato com sangue contaminado, como pelo uso de itens não esterilizados.
Nas hepatites B e C, a mãe pode transmitir o vírus para o bebê na gravidez ou o parto, e o risco varia de acordo com fatores como a quantidade de vírus no sangue da gestante. A hepatite D, por outro lado, só pode ocorrer quando também existe infecção pelo vírus da B.
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A evolução da hepatite em crianças depende da causa e de como o corpo reage à doença. Na hepatite A, a maioria dos casos melhora com cuidados para aliviar os sintomas, como hidratação e repouso. Em geral, o fígado consegue se recuperar sem danos permanentes.
Em alguns casos, porém, esse tipo pode causar inflamação grave e levar à insuficiência hepática. Um estudo feito com 219 crianças hospitalizadas com hepatite A, publicado na BMC Infectious Diseases, identificou essa complicação em 11% dos pacientes.
Nas hepatites B e C que ficam por muito tempo no organismo e na hepatite autoimune, o acompanhamento médico ajuda a controlar o quadro e proteger o fígado. Para esses casos, existem remédios que reduzem a ação do vírus ou do sistema de defesa.
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Alguns sinais indicam que a hepatite pode estar causando uma complicação grave e exigem atendimento médico na hora, como muito sono, dificuldade para acordar, confusão mental ou sangramentos sem causa, que mostram que o fígado não está cumprindo suas funções.
Vômitos repetidos que impedem a criança de beber líquidos também precisam de avaliação rápida. Nesses casos, a equipe pode fazer exames de sangue para ver o fígado e avaliar se é preciso repor líquidos, além de verificar complicações e começar os cuidados.
Se a criança tiver algum desses sinais, a orientação é procurar uma unidade de emergência pediátrica. O atendimento deve ser feito rápido, principalmente quando existe uma mudança no estado de consciência ou dificuldade para manter a hidratação.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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