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Mulher pode tomar Viagra? Mitos, riscos e indicações sobre o uso

Entenda por que o medicamento para disfunção erétil masculina não é a solução para a falta de libido feminina e conheça os riscos.

Resumo
  • O Viagra (sildenafila) é cientificamente validado e aprovado exclusivamente para o tratamento da disfunção erétil em homens
  • Ele atua especificamente na circulação do tecido peniano, aumentando o fluxo sanguíneo, mas não tem efeito direto sobre o desejo sexual (libido) em mulheres
  • Para mulheres, o uso não é aprovado devido à baixa eficácia e alta taxa de efeitos colaterais intoleráveis, sem melhoria real no desejo
  • Os estudos sobre a sildenafila focaram apenas em homens, portanto, seus efeitos e segurança não são válidos para mulheres
  • A disfunção sexual feminina é complexa e requer diagnóstico médico para um tratamento seguro e eficaz
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A curiosidade pode surgir em uma conversa entre amigas ou em uma busca rápida na internet: se o famoso "comprimido azul" funciona para homens, o que acontece se uma mulher tomar? A busca por soluções para a diminuição da libido é comum, mas o uso de medicamentos sem indicação pode trazer mais riscos do que benefícios.

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O que exatamente é o Viagra (sildenafila)?

A sildenafila, conhecida comercialmente como Viagra, é um fármaco da classe dos inibidores da fosfodiesterase tipo 5 (PDE5). Sua função principal é relaxar os vasos sanguíneos e aumentar o fluxo de sangue para áreas específicas do corpo.

Em homens, esse mecanismo facilita a obtenção e a manutenção de uma ereção quando há estímulo sexual. É fundamental entender que a sildenafila não cria desejo, apenas atua na resposta física do corpo a um estímulo já existente. 

Por isso, é indicado para tratar a disfunção erétil, uma condição primariamente vascular e mecânica. Desenvolvido especificamente para tratar a impotência masculina, o medicamento atua na circulação do tecido peniano, auxiliando na ereção. Ele não tem como função melhorar a libido ou o prazer em mulheres.

Leia também: Quanto tempo dura o efeito do Viagra no corpo do homem

Qual o efeito do Viagra no corpo feminino?

Quando uma mulher ingere sildenafila, o mecanismo de aumento do fluxo sanguíneo também ocorre. Alguns estudos limitados sugerem que isso poderia levar a um aumento da vascularização e sensibilidade na região do clitóris e da vagina, o que, teoricamente, poderia melhorar a lubrificação e a excitação física.

Contudo, a resposta sexual feminina é muito mais complexa e multifatorial do que a masculina. Ela envolve componentes hormonais, psicológicos, emocionais e de relacionamento que não são influenciados por um medicamento que atua apenas na circulação sanguínea. 

Mesmo com o aumento do fluxo sanguíneo, pesquisas mostram que o Viagra não melhora a libido ou o prazer sexual em mulheres. Isso ocorre porque o medicamento age especificamente na circulação do tecido peniano para tratar a ereção masculina. A disfunção erétil masculina é primariamente vascular, enquanto a resposta sexual feminina é multifacetada.

Impacto limitado na libido e no desejo

O principal equívoco é acreditar que o Viagra aumenta a libido. O Transtorno do Desejo Sexual Hipoativo (TDSH), uma das queixas mais comuns entre mulheres, tem origem principalmente em fatores neurológicos e hormonais. 

A sildenafila não age nos neurotransmissores cerebrais associados ao desejo, como a dopamina e a serotonina. Além disso, como os estudos sobre o Viagra focam exclusivamente em homens, seus efeitos e segurança não são válidos para mulheres, reforçando a falta de comprovação de seus benefícios para elas.

Por que o Viagra não é aprovado para mulheres?

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), assim como o FDA (Food and Drug Administration) nos Estados Unidos, não aprova o uso de sildenafila para mulheres. 

A principal razão é a falta de evidências científicas consistentes que comprovem sua eficácia e segurança para o tratamento da disfunção sexual feminina. Pesquisas indicam baixa eficácia e uma alta taxa de efeitos colaterais intoleráveis em mulheres, sem uma melhoria real no desejo. 

A sildenafila é cientificamente validada apenas como terapia para a disfunção erétil masculina, sem evidências de benefícios para o uso feminino. A complexidade da resposta sexual feminina torna difícil isolar o efeito do medicamento de outros fatores psicossociais e hormonais.

Quais são os riscos e efeitos colaterais para mulheres?

Utilizar a sildenafila sem indicação médica expõe as mulheres aos mesmos efeitos colaterais observados em homens, sem a garantia de qualquer benefício. O uso de Viagra por mulheres pode causar efeitos colaterais como dor de cabeça, sem que haja benefícios comprovados para a saúde sexual feminina. 

Pesquisas confirmam que o medicamento não é aprovado para mulheres, justamente por não mostrar eficácia real para elas e ainda causar reações adversas significativas. 

Os riscos incluem:

  • Dor de cabeça
  • Rubor facial (vermelhidão no rosto)
  • Congestão nasal
  • Tontura e vertigem
  • Alterações visuais, como visão turva ou azulada
  • Problemas gastrointestinais
  • Queda da pressão arterial, especialmente se combinado com outros medicamentos.

Mulheres com condições cardíacas preexistentes, pressão alta ou que utilizam certos medicamentos devem evitar completamente o uso, pois os riscos cardiovasculares são significativos.

Existe um "Viagra feminino" aprovado?

O termo "Viagra feminino" é popularmente associado à flibanserina (Addyi), uma substância com um mecanismo de ação completamente diferente. Aprovada pelo FDA para tratar o TDSH em mulheres na pré-menopausa, a flibanserina não está disponível no Brasil

Ela atua diretamente no sistema nervoso central, modulando neurotransmissores para tentar restaurar o equilíbrio químico relacionado ao desejo sexual. Diferente da sildenafila, que é usada "sob demanda" antes da atividade sexual, a flibanserina é um tratamento de uso contínuo.

É importante notar que, embora o Viagra (sildenafila) não seja aprovado para uso feminino oral, algumas pesquisas preliminares exploram a eficácia de cremes tópicos de sildenafila para o tratamento do transtorno de excitação sexual feminina. 

No entanto, esses estudos são iniciais e se referem a uma forma de aplicação e concentração distintas do medicamento oral.

Diferenças entre sildenafila e flibanserina

Característica

Sildenafila (Viagra)

Flibanserina (Addyi)

Mecanismo de Ação

Aumenta o fluxo sanguíneo periférico (vascular)

Age nos neurotransmissores do cérebro (neurológico)

Alvo Principal

Resposta física (ereção/excitação)

Desejo sexual (libido)

Uso

Pontual, antes da atividade sexual

Contínuo, tratamento diário

Aprovação para Mulheres

Não aprovado

Aprovado pelo FDA (EUA) para casos específicos

O que fazer para tratar a disfunção sexual feminina?

A diminuição da libido ou outras dificuldades sexuais devem ser investigadas por um profissional de saúde, como um ginecologista ou um terapeuta sexual. A automedicação é perigosa e pode mascarar a causa real do problema.

O tratamento adequado depende de um diagnóstico preciso e pode incluir:

  • Terapia hormonal: em casos de desequilíbrio hormonal, especialmente durante a menopausa.
  • Psicoterapia ou terapia sexual: para abordar questões emocionais, de relacionamento ou psicológicas.
  • Mudanças no estilo de vida: como a prática de exercícios físicos, gerenciamento do estresse e uma dieta equilibrada.
  • Fisioterapia pélvica: para melhorar a consciência corporal e a função muscular da região.

A comunicação aberta com o(a) parceiro(a) e o acompanhamento médico são os caminhos mais seguros e eficazes para recuperar a saúde e o bem-estar sexual.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.

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