Loading
InícioSaúdeDoenças

Resuma este artigo com IA:

Loading

Anemia hemolítica: entenda por que os glóbulos vermelhos são destruídos

Saiba o que acontece quando o corpo ataca as próprias células sanguíneas e como identificar os sinais para buscar ajuda médica.

Resumo
  • Anemia hemolítica ocorre quando os glóbulos vermelhos são destruídos mais rápido do que a medula óssea consegue produzi-los.
  • A destruição precoce (hemólise) impede o transporte adequado de oxigênio pelo corpo, gerando fadiga e outros sintomas.
  • As causas podem ser hereditárias, como na anemia falciforme, ou adquiridas, como em reações autoimunes ou a medicamentos.
  • Sintomas comuns incluem icterícia (pele e olhos amarelados), urina escura, cansaço extremo, palidez e falta de ar.
  • O diagnóstico é feito com exames de sangue específicos, e o tratamento varia conforme a causa raiz do problema.
o que é anemia hemolitica1.webp

O cansaço persistente que não melhora com o descanso. Uma palidez que seus familiares comentam ou, ao se olhar no espelho, um tom amarelado sutil no branco dos olhos. Esses podem ser os primeiros sinais de que algo diferente está acontecendo com seu sangue, um processo que merece atenção.

Clínicos gerais são os médicos que podem acompanhar esse tipo de quadro de maneira primária. A Rede Américas conta com especialistas renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.

Hospital

Endereço

Agendamento

Hospital Christóvão da Gama Diadema

Rua São Jorge, 98

Agende sua consulta com um clínico geral em Diadema.

Hospital Brasília

SHIS QI 15

Marque sua consulta com um clínico geral em Brasília.

Complexo Hospitalar de Niterói

Tv. Lasalle, 12

Consulte um clínico geral no Rio de Janeiro.

Encontre um clínico geral perto de você.

O que é exatamente a anemia hemolítica?

Anemia hemolítica é uma condição em que os glóbulos vermelhos, também chamados de hemácias, são destruídos (processo chamado de hemólise) em um ritmo mais acelerado do que a medula óssea consegue fabricar novos

Normalmente, uma hemácia vive cerca de 120 dias na corrente sanguínea. Na anemia hemolítica, esse ciclo de vida é drasticamente encurtado; o corpo, por diversos motivos, passa a destruir os glóbulos vermelhos de forma prematura.

Nesses casos, o sistema imunológico pode destruir os glóbulos vermelhos antes mesmo de completarem seu ciclo de vida de 120 dias. Essa destruição precoce também pode ser causada por falhas mecânicas ou outras doenças, levando a uma anemia grave.

Como a principal função dessas células é transportar oxigênio dos pulmões para o resto do corpo, sua falta resulta nos sintomas clássicos de anemia, como fadiga e fraqueza. A diferença fundamental para outros tipos de anemia, como a ferropriva (causada por falta de ferro), é a causa do problema: não se trata de uma deficiência na produção, mas sim de uma destruição excessiva e prematura das células já existentes.

Por que os glóbulos vermelhos são destruídos antes do tempo?

A destruição acelerada das hemácias pode ocorrer por motivos que nascem com a pessoa (hereditários) ou que são desenvolvidos ao longo da vida (adquiridos). Entender a origem é fundamental para definir o tratamento correto.

Causas hereditárias ou congênitas

Nesses casos, a pessoa já nasce com uma alteração genética que afeta a estrutura, a membrana ou as enzimas dos glóbulos vermelhos, tornando-os mais frágeis e suscetíveis à destruição. 

Alguns exemplos incluem:

  • Anemia falciforme: uma alteração na hemoglobina faz com que as hemácias assumam formato de foice, dificultando sua passagem pelos vasos e levando à sua destruição.
  • Talassemia: afeta a produção de hemoglobina, resultando em glóbulos vermelhos menores e mais frágeis.
  • Esferocitose hereditária: um defeito na membrana torna as hemácias esféricas e menos flexíveis, sendo facilmente destruídas ao passar pelo baço.

Causas adquiridas

Aqui, a condição se desenvolve em algum momento da vida devido a fatores externos ou a um desequilíbrio no próprio organismo. As causas adquiridas são as mais comuns.

Anemia hemolítica autoimune (AHAI)

É o tipo mais frequente de anemia hemolítica adquirida. Ocorre quando o sistema imunológico falha e começa a produzir anticorpos que atacam e destroem os próprios glóbulos vermelhos. A AHAI pode surgir sem uma causa aparente (idiopática) ou estar associada a outras doenças, como lúpus, artrite reumatoide ou certos tipos de câncer (linfoma).

Nesta condição, o sistema de defesa do corpo ataca e destrói os glóbulos vermelhos muito antes do tempo. Isso provoca cansaço extremo e icterícia, a coloração amarelada da pele e dos olhos.

A presença de anticorpos que atacam os glóbulos vermelhos antes dos 120 dias de vida é um fator crucial. Essa condição pode ser a primeira manifestação de outras doenças autoimunes, como o lúpus eritematoso sistêmico.

Em alguns casos, a anemia hemolítica autoimune pode também apresentar complicações graves, como o aumento do risco de trombose. Em vasos cerebrais, a trombose necessita de atenção imediata para evitar consequências sérias.

Induzida por medicamentos ou infecções

Certas substâncias ou agentes infecciosos podem desencadear a destruição das hemácias. Alguns antibióticos e anti-inflamatórios podem levar o sistema imune a atacar os glóbulos vermelhos. Infecções por vírus ou bactérias também podem causar hemólise temporária.

Causas mecânicas

A destruição também pode ocorrer por estresse físico direto sobre as células. Isso pode acontecer em pacientes com próteses de válvulas cardíacas ou devido a alterações na microcirculação sanguínea, que literalmente fragmentam as hemácias ao passarem por vasos danificados. 

Essas falhas mecânicas fazem com que os glóbulos vermelhos se rompam antes de seu tempo normal de vida, resultando em anemia grave e, muitas vezes, em pele amarelada.

Quais são os principais sinais e sintomas?

Os sintomas variam conforme a gravidade e a velocidade da destruição celular. Quando o processo é lento e crônico, o corpo pode se adaptar, e os sinais são mais brandos. 

Em casos agudos, os sintomas são mais intensos e a destruição precoce das hemácias, um processo chamado hemólise, frequentemente leva à fadiga intensa e à icterícia, a coloração amarelada da pele e olhos.

Fique atento a:

  • Icterícia: coloração amarelada da pele e da parte branca dos olhos, causada pelo acúmulo de bilirrubina, um pigmento liberado na destruição das hemácias.
  • Urina escura: o excesso de hemoglobina liberada é filtrado pelos rins, deixando a urina com cor de "chá" ou "Coca-Cola".
  • Fadiga e fraqueza: a falta de oxigênio nos tecidos causa cansaço desproporcional ao esforço.
  • Palidez: visível principalmente nas gengivas, na parte interna das pálpebras e na pele.
  • Falta de ar (dispneia): o corpo tenta compensar a falta de oxigênio com uma respiração mais rápida.
  • Tontura e dor de cabeça: também relacionados à baixa oxigenação cerebral.
  • Aumento do baço (esplenomegalia): o baço é um dos órgãos responsáveis por filtrar e destruir as células velhas. Na anemia hemolítica, ele pode trabalhar excessivamente e aumentar de tamanho.

Como é feito o diagnóstico da anemia hemolítica?

O diagnóstico começa com a suspeita clínica baseada nos sintomas. Um médico, geralmente um hematologista, solicitará exames de sangue para confirmar a condição e investigar a causa.

Exames de sangue

O hemograma completo irá mostrar a redução no número de glóbulos vermelhos e hemoglobina. Além disso, outros marcadores são essenciais:

  • Contagem de reticulócitos: são glóbulos vermelhos jovens. Um número alto indica que a medula óssea está trabalhando intensamente para compensar a destruição.
  • Dosagem de bilirrubina, LDH e haptoglobina: são substâncias que se alteram no sangue quando há hemólise.

O teste de Coombs

Este é o exame-chave para identificar a anemia hemolítica autoimune (AHAI). O teste de Coombs direto detecta a presença de anticorpos ligados à superfície dos glóbulos vermelhos, confirmando que o sistema imunológico está atacando as próprias células.

Anemia hemolítica é grave e tem cura?

A gravidade da anemia hemolítica depende diretamente da sua causa e da intensidade da destruição celular. Quadros leves e crônicos podem ser gerenciados com acompanhamento regular, permitindo que a pessoa leve uma vida normal.

Casos agudos e graves, no entanto, podem ser uma emergência médica, exigindo hospitalização para estabilizar o paciente. A boa notícia é que muitas formas de anemia hemolítica adquirida, principalmente as autoimunes ou induzidas por medicamentos, têm tratamento e podem ser controladas ou mesmo revertidas.

A palavra "cura" é mais complexa. Nas causas genéticas, o foco é o controle dos sintomas e a prevenção de crises. Nas causas adquiridas, ao remover o gatilho (como um medicamento) ou controlar a doença autoimune de base, a hemólise pode cessar completamente.

Quais são as opções de tratamento disponíveis?

O tratamento é totalmente direcionado para a causa do problema. Não existe uma abordagem única que sirva para todos os casos.

Tipo de Causa

Abordagem de Tratamento Principal

Autoimune (AHAI)

Uso de medicamentos que suprimem o sistema imunológico, como corticosteroides. Em casos refratários, outros imunossupressores podem ser indicados.

Induzida por medicamento

A suspensão do medicamento responsável geralmente resolve o problema.

Hereditária (ex: falciforme)

O tratamento foca no manejo dos sintomas, suplementação com ácido fólico para ajudar na produção de novas células e, em alguns casos, terapias mais específicas.

Além disso, medidas de suporte podem ser necessárias, como transfusões de sangue em casos de anemia severa e, em situações específicas, a remoção cirúrgica do baço (esplenectomia), já que este é um dos principais locais de destruição das hemácias.

Quando devo procurar um médico?

É fundamental procurar avaliação médica se você apresentar um conjunto dos sintomas mencionados, com certa atenção à combinação de cansaço extremo com pele amarelada e urina escura. Esses são sinais de alerta claros de que pode estar ocorrendo um processo de hemólise.

O diagnóstico precoce e a identificação da causa são essenciais para iniciar o tratamento adequado, evitar complicações e garantir a melhor qualidade de vida possível. Apenas um profissional de saúde pode realizar a investigação correta.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.

Bibliografia
  • KANDER, T. et al. Warm autoimmune hemolytic anemia as the initial presentation of systemic lupus erythematosus (SLE): a case report. The American Journal of Case Reports, [S. l.], 12 dez. 2021. Disponível: https://amjcaserep.com/abstract/full/idArt/932965. Acesso em: 30 mar. 2026.
  • KARKI, P. et al. Autoimmune hemolytic anemia with autoimmune hypothyroidism: a case report. JNMA: Journal of the Nepal Medical Association, [S. l.], 30 jul. 2023. Disponível: https://www.jnma.com.np/jnma/index.php/jnma/article/view/8217.  Acesso em: 30 mar. 2026.
  • OKAMOTO, S. et al. Successful management of refractory autoimmune hemolytic anemia with cold agglutinin disease with splenectomy: a case report with review of literature. Kobe Journal of Medical Sciences, [S. l.], nov. 2023. Disponível: https://www.researchgate.net/publication/367205054_Successful_Management_of_Refractory_Autoimmune_Hemolytic_Anemia_with_Cold_Agglutinin_Disease_with_Splenectomy_A_Case_Report_with_Review_of_Literature. Acesso em: 30 mar. 2026.
  • PARK, Y. J. et al. A case of microangiopathic hemolytic anemia after myxoma excision and mitral valve repair presenting as hemolytic uremic syndrome. Journal of Cardiovascular Ultrasound, [S. l.], v. 24, n. 1, p. 75-80, Mar. 2016. Disponível: https://e-jcvi.org/DOIx.php?id=10.4250/jcu.2016.24.1.75. Acesso em: 30 mar. 2026.
  • WANG, L. et al. Mixed-type autoimmune hemolytic anaemia complicated by acute cerebral infarction: a case report. *Frontiers in Medicine*, [s. l.], 12 ago. 2025. Disponível: https://www.frontiersin.org/journals/medicine/articles/10.3389/fmed.2025.1587960/full. Acesso em: 30 mar. 2026.

UNIDADES ONDE ESPECIALISTAS ATENDEM

NAVEGUE PELAS NOSSAS UNIDADES

Foto do Hospital Nossa Senhora do Carmo

Hospital Nossa Senhora do Carmo

Localização

Rua Jaguaruna, 105 – Campo Grande

Telefone(21) 3316-2900

Foto do Hospital Brasília

Hospital Brasília

Localização

St. de Habitações Individuais Sul QI 15 - Lago Sul, Brasília - DF, 71681-603

Telefone(61) 4020-0057

Foto do Maternidade Brasília

Maternidade Brasília

Localização

St. Sudoeste QMSW 4 - Cruzeiro / Sudoeste / Octogonal, Brasília - DF, 70680-400

Telefone(61) 2196-5300

Foto do Hospital Santa Paula

Hospital Santa Paula

Localização

Av. Santo Amaro, 2468 - Brooklin, São Paulo - SP

Telefone(11) 3040-8000

Foto do Hospital São Lucas Copacabana

Hospital São Lucas Copacabana

Localização

Tv. Frederico Pamplona, 32 - Copacabana, Rio de Janeiro - RJ, 22061-080

Telefone(21) 2545-4000

Foto do Hospital Samaritano Higienópolis

Hospital Samaritano Higienópolis

Localização

R. Conselheiro Brotero, 1486 - Higienópolis, São Paulo - SP

Telefone(11) 3821-5300

Foto do AMO - Feira de Santana

AMO - Feira de Santana

Localização

Ed. Meddi - Av. Getúlio Vargas, 844 - 3 andar - Centro, Feira de Santana - BA, 44001-525

Telefone(71) 4020-5599

Foto do Hospital da Bahia

Hospital da Bahia

Localização

Av. Prof. Magalhães Neto, 1541 - Pituba, Salvador - BA, 41810-011

Telefone(71) 4020-0057

Foto do CHN - Complexo Hospitalar de Niterói

CHN - Complexo Hospitalar de Niterói

Localização

Tv. Lasalle, 12 - Centro, Niterói - RJ, 24020-096

Telefone(21) 2729-1000

Ícone do WhatsAppÍcone médicoAgende sua consulta