Quadro comum em idosos hospitalizados, muitas vezes confundido com demência. Saiba identificar as causas e a importância do diagnóstico rápido
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Um familiar idoso, internado para uma cirurgia simples ou para tratar uma infecção, de repente parece não reconhecer ninguém. Ele pode ficar agitado durante a noite, falar coisas sem sentido e, no dia seguinte, parecer sonolento e apático.
Essa mudança brusca e assustadora no estado mental tem nome: delirium. A condição é considerada uma emergência médica. Faça uma avaliação especializada agora mesmo na Rede Américas.
Delirium, também conhecido como estado confusional agudo, é uma perturbação grave e súbita nas capacidades mentais. Essa condição resulta em pensamentos confusos e uma redução da percepção sobre o ambiente. Não se trata de uma doença, mas sim de uma síndrome causada por uma ou mais condições médicas subjacentes.
Diferente da demência, que se desenvolve lentamente e é permanente, esse é um quadro agudo e potencialmente reversível, muitas vezes desencadeado por problemas médicos ou cirurgias. Ele se manifesta rapidamente e, com o tratamento adequado da causa, pode ser temporário.
Nesta desordem o cérebro entra em um estado de disfunção temporária. A principal característica é seu início rápido, ocorrendo em questão de horas ou poucos dias. O indivíduo passa a ter flutuação dos sintomas ao longo do dia, com períodos de lucidez intercalados com momentos de confusão intensa.
A identificação pode ser um desafio, pois os sinais variam e podem ser confundidos com outras condições. É fundamental que familiares e cuidadores estejam atentos a mudanças repentinas no comportamento. Os sintomas se dividem em algumas áreas principais.
O estado confusional agudo pode se manifestar de formas diferentes, o que por vezes dificulta seu reconhecimento, especialmente em ambientes hospitalares. Conheça os tipos.
Esta é a forma mais reconhecida. O paciente fica visivelmente agitado, inquieto, pode tentar remover acessos venosos ou sondas e apresentar alucinações. O comportamento pode ser agressivo ou combativo.
O delirium hipoativo é o oposto. O paciente se torna apático, sonolento, letárgico e com pouca movimentação. Por parecer "calmo", muitas vezes a condição é confundida com depressão ou cansaço. Ele costuma ser o mais comum e frequentemente subdiagnosticado,
Neste caso, o paciente alterna entre os estados hiperativo e hipoativo. Pode estar agitado durante a noite e excessivamente sonolento durante o dia, ou variar o comportamento ao longo de poucas horas.
O delirium é um sinal de que algo está errado no organismo. Diversos fatores podem desencadear essa disfunção cerebral, agindo sozinhos ou em combinação, especialmente em indivíduos vulneráveis como os idosos.
As causas mais frequentes incluem:
É fundamental não confundir esses três termos, pois eles se referem a condições completamente distintas com abordagens diferentes. O delirium é caracterizado por uma confusão mental súbita e uma alteração de comportamento que surge rapidamente.
Ele se diferencia da demência por ser um quadro agudo e potencialmente tratável, enquanto a demência é uma condição permanente e progressiva. Já o delírio é um sintoma específico.
A tabela abaixo resume as principais diferenças:
Além disso, é importante diferenciar delirium de delírio. O delírio é uma crença falsa e fixa, como acreditar que está sendo perseguido. É um sintoma que pode ocorrer em transtornos psiquiátricos, como a esquizofrenia, ou mesmo durante um episódio de delirium.
O diagnóstico é clínico, baseado na observação atenta do paciente e em informações fornecidas pela família.
O médico irá avaliar o histórico do indivíduo, os medicamentos em uso e o início das manifestações clínicas. Exames de sangue, urina e de imagem podem ser solicitados para identificar a causa subjacente, como uma infecção ou um desequilíbrio metabólico. O tratamento foca em dois pilares:
Medicamentos para controlar a agitação são usados com cautela e apenas quando necessário para garantir a segurança do paciente e da equipe.
A participação da família é essencial na prevenção e no manejo do delirium. A presença de um rosto familiar pode ser tranquilizadora e ajudar na orientação do paciente.
O delirium é uma emergência médica que exige atenção imediata. Reconhecer seus sinais e buscar ajuda profissional rapidamente é o passo mais importante para garantir a recuperação do indivíduo.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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