Entenda o que é este distúrbio hormonal, por que ele acontece e quais são os tratamentos disponíveis para controlar os sintomas
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A menstruação que atrasa com frequência, a acne que persiste mesmo depois da adolescência, o aumento de pelos no rosto ou no corpo e a dificuldade para perder peso costumam ser encarados como problemas isolados. Mas, quando esses sinais aparecem juntos, podem indicar uma condição hormonal que atinge mulheres em idade reprodutiva: a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP).
Mais do que uma alteração nos ovários, a SOP é um distúrbio metabólico e hormonal que pode afetar a ovulação, a fertilidade, o metabolismo e até a saúde cardiovascular ao longo da vida. A presença de múltiplos cistos nos ovários nem sempre está presente, o que faz com que muitas mulheres convivam com a síndrome durante anos sem receber o diagnóstico correto.
A identificação precoce é fundamental para controlar os sintomas, reduzir o risco de complicações como diabetes tipo 2 e infertilidade e melhorar significativamente a qualidade de vida. Recupere o equilíbrio hormonal e cuide da sua saúde de forma completa com os especialistas da Rede Américas.
A Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) é um distúrbio hormonal complexo, comum em mulheres em idade reprodutiva. Ela é caracterizada por um desequilíbrio hormonal, com excesso de androgênios (hormônios masculinos), menstruação irregular e, em muitos casos, a presença de múltiplos cistos nos ovários.
Esse desequilíbrio hormonal interfere diretamente no processo de ovulação, o que pode desregular os ciclos menstruais ou até mesmo impedi-los. Além disso, a síndrome está frequentemente está associada à resistência à insulina, uma condição em que o corpo não utiliza a insulina de forma eficaz.
Apesar do nome, a presença de múltiplos microcistos nos ovários não é obrigatória para o diagnóstico. O nome "policístico" se refere a pequenos folículos que não se desenvolveram completamente devido à disfunção hormonal e que podem ser visualizados em exames de imagem.
Assim, a SOP é, na verdade, uma condição metabólica e hormonal, e não apenas um problema ovariano. Por isso, ela passou a ser definida como Síndrome Ovariana Metabólica Poliendócrina (SOMP).
Os sinais da agora chamada SOMP, podem variar de intensidade entre as mulheres. Geralmente, os sintomas se manifestam a partir da adolescência, mas podem surgir em qualquer momento da vida reprodutiva. Os mais comuns são agrupados em três categorias principais.
Este é um dos sinais mais evidentes da condição. As alterações podem se apresentar como:
O aumento dos níveis de androgênios pode causar mudanças físicas notáveis. Esse excesso hormonal prejudica a ovulação e eleva os níveis de hormônios masculinos, gerando sintomas como acne persistente e o crescimento de pelos em regiões como o rosto.
Muitas mulheres apresentam resistência à insulina, uma condição em que as células do corpo não respondem adequadamente a este hormônio. Isso força o pâncreas a produzir mais insulina, o que pode levar a:
A causa exata ainda não é totalmente compreendida, mas acredita-se que a condição seja multifatorial. Fatores genéticos desempenham um papel importante, sendo comum que mulheres com a disfunção tenham mães ou irmãs com o mesmo quadro.
Também é possível apresentar um estado inflamatório crônico que também pode contribuir para a produção elevada de androgênios.
Leia também: Quem tem síndrome dos ovários policísticos pode engravidar?
O diagnóstico da SOMP é clínico e se baseia em critérios internacionais conhecidos como Critérios de Rotterdam. Para confirmar o quadro, é preciso apresentar pelo menos dois dos três sinais a seguir:
O médico, geralmente um ginecologista ou endocrinologista, também solicitará exames de sangue para verificar a glicemia e a insulina e medir os níveis hormonais. É fundamental descartar outras condições que podem causar sintomas semelhantes, como problemas na tireoide ou na glândula adrenal.
A SOP não é uma condição que coloca a vida em risco imediato, mas se não for devidamente acompanhada, pode aumentar a probabilidade de desenvolver outras complicações de saúde a longo prazo. O gerenciamento adequado é essencial para minimizar esses riscos. As principais complicações associadas incluem:
Não existe uma cura para o distúrbio, mas há tratamentos eficazes para controlar os sintomas e reduzir os riscos de complicações. A abordagem é sempre individualizada, focando nas necessidades e objetivos de cada paciente, como regular o ciclo, melhorar a pele ou viabilizar uma gravidez.
A principal linha de tratamento envolve a adoção de hábitos mais saudáveis. A SOP, sendo um distúrbio hormonal marcado pelo excesso de androgênios e menstruação irregular, tem nas mudanças de estilo de vida a base de seu manejo.
Uma alimentação balanceada, rica em fibras, proteínas e gorduras boas, e a prática regular de atividade física são fundamentais. A perda de peso, mesmo que modesta (cerca de 5% a 10% do peso corporal), já pode melhorar significativamente a regularidade menstrual e a sensibilidade à insulina.
Quando as mudanças no estilo de vida não são suficientes, o médico pode indicar medicamentos para:
Para mulheres que desejam engravidar, o tratamento pode incluir medicamentos indutores de ovulação. O acompanhamento com um especialista em reprodução humana é essencial nesses casos.
É importante buscar avaliação médica se você apresentar um ou mais dos seguintes sinais de forma persistente:
Um diagnóstico correto é o primeiro passo para gerenciar a SOP e garantir sua saúde e bem-estar a longo prazo. Converse com um ginecologista ou endocrinologista para receber a orientação adequada.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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