Revisado em: 31/03/2026
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O ultrassom transvaginal ajuda a diagnosticar algumas doenças ginecológicas ainda no início; entenda como a menstruação pode interferir no exame

O ultrassom transvaginal avalia o útero, os ovários e outras estruturas da pelve das mulheres mesmo durante a menstruação. O exame pode identificar alterações como cistos, miomas e espessamento do endométrio, ajudando a ver problemas de saúde logo no início.
O procedimento costuma ser pedido quando há dor na pelve, sangramento irregular ou alterações em outros exames, e também faz parte de check-ups de rotina, porque permite que os médicos acompanhem a saúde feminina.
Alguns profissionais podem sugerir fazer o exame em dias específicos do ciclo menstrual para ver melhor certas estruturas, mas o fluxo de sangue não impede a avaliação. A escolha do momento depende do que o médico precisa analisar.
Ginecologistas são os médicos que podem pedir e avaliar os resultados de um ultrassom transvaginal. A Rede Américas conta com especialistas renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
O ultrassom transvaginal é um exame de imagem que usa ondas sonoras de alta frequência para mostrar o interior da pelve feminina. Ele permite ver o útero, o colo do útero, as trompas uterinas e os ovários, porque o sensor fica próximo dessas estruturas.
O exame usa um dispositivo chamado transdutor, que capta os ecos das ondas sonoras refletidas pelos órgãos internos. Um computador transforma esses ecos em imagens que aparecem na tela para o médico analisar.
Nesse procedimento, não é usada radiação, o que torna o exame seguro em várias situações médicas. Ele mostra detalhes em tempo real, ajudando o ultrassonografista a ver a região pélvica quando é preciso avaliar as estruturas internas.
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Durante o ultrassom transvaginal, a mulher se deita de costas na maca, com as pernas dobradas. O médico ou ultrassonografista cobre o transdutor com uma capa protetora, como um preservativo, e gel para que as ondas sonoras consigam gerar as imagens.
Assim, o profissional insere o transdutor na vagina e o movimenta de um jeito suave para ver o útero, dos ovários e das trompas uterinas, e as imagens aparecem na tela em tempo real. O exame dura cerca de 10 a 20 minutos, dependendo do que deve ser visto.
O ultrassom transvaginal costuma causar pouco ou nenhum desconforto. Algumas pacientes podem sentir uma leve pressão ou sensação diferente quando o transdutor é colocado na vagina, mas isso varia de pessoa para pessoa.
No geral, o ultrassonografista ajusta o transdutor e a posição da mulher para tornar o procedimento mais tranquilo. A sensação passa assim que o dispositivo é retirado, e o exame não causa dor contínua e não interfere nas atividades do dia a dia.
Depois do exame, a paciente pode voltar às atividades normalmente, e o gel usado no exame pode ser limpo com papel ou toalha.
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O ultrassom transvaginal pode ser feito durante a menstruação, porque o sangue não impede que as ondas sonoras formem as imagens. Os médicos fazem o exame em qualquer fase do ciclo quando é necessário.
O fluxo menstrual pode dificultar um pouco a visualização do interior do útero em alguns casos, mas não atrapalha a avaliação de órgãos como os ovários e as trompas.
O melhor momento para fazer o exame depende do que o médico precisa analisar. Em algumas situações, o procedimento é até pedido durante a menstruação para ver detalhes que só aparecem nesse período.
Ter relação sexual antes do ultrassom transvaginal não atrapalha o exame, porque o exame consegue mostrar os órgãos da pelve do mesmo jeito, mesmo depois do sexo.
Resíduos de lubrificante ou muco não impedem a formação das imagens pelo aparelho, então não é necessário adiar o exame por causa disso. O melhor é seguir as orientações do médico que pediu o ultrassom, mas, no geral, a vida sexual não precisa ser ajustada.
Um ponto importante é que, antes de fazer o ultrassom, a paciente deve avisar ao ultrassonografista sobre qualquer uso de medicamentos ou cremes vaginais, porque alguns produtos podem aparecer nas imagens e dificultar a avaliação na hora do exame.
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O ultrassom transvaginal serve para mostrar a região pélvica e acompanhar a saúde reprodutiva em diferentes fases da vida. Com as imagens, o médico pode ver a espessura do endométrio, a reserva de óvulos nos ovários e a posição de dispositivos como o DIU.
Além desses aspectos, o exame ajuda a identificar:
O ultrassom transvaginal ainda ajuda a acompanhar tratamentos e mudanças no corpo, mostrando se miomas, cistos ou outras alterações estão crescendo ou diminuindo e se o útero e os ovários estão saudáveis. Por isso, é um exame importante para identificar problemas cedo e garantir o cuidado certo.
O ultrassom transvaginal é feito no começo da gravidez para confirmar a gestação e checar se o embrião está no lugar certo. Com o exame, o médico pode ver o saco gestacional e ouvir os batimentos do bebê antes do ultrassom abdominal, ajudando a calcular.
O exame é seguro para a gestante e para o bebê, porque não usa radiação e a sonda não atinge o colo do útero de forma a oferecer risco, e pode ajudar a identificar cedo situações como gravidez fora do útero, permitindo que o médico aja rápido.
Para mulheres que ainda não tiveram relações sexuais, o ultrassom transvaginal não é indicado, já que a sonda pode romper o hímen. Nesses casos, os médicos usam o ultrassom abdominal, em que a paciente deve estar com a bexiga cheia para que as imagens fiquem nítidas.
O ultrassom transvaginal também pode ser feito em pacientes que fizeram cirurgias ou tratamentos ginecológicos, porque ajuda a acompanhar como os órgãos da pelve estão depois dos procedimentos, mostrando se tudo está se recuperando como deveria.
O preparo para o ultrassom transvaginal não exige jejum nem mudanças na alimentação. É recomendado que a paciente faça xixi pouco antes do procedimento, porque isso ajuda a movimentar o transdutor e deixa as imagens mais nítidas.
Roupas confortáveis e fáceis de tirar da cintura para baixo facilitam a troca pela camisola descartável fornecida pela clínica, e, se o exame for feito durante a menstruação, é só tirar o absorvente interno ou o coletor antes de começar.
Em casos específicos, como avaliação de endometriose, o médico pode pedir o uso de laxante antes do exame para limpar o intestino, já que isso ajuda a evitar que gases ou resíduos atrapalhem a visualização das estruturas pélvicas.
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O ultrassom transvaginal pode ser feito como parte de um check-up de rotina ou quando aparecem sinais de que algo não está bem na região pélvica. Entre os principais sintomas, estão:
Mesmo sem sintomas, o exame deve ser feito com frequência. O ginecologista é o médico que pede e avalia o ultrassom transvaginal, e as consultas com esse especialista ajudam a identificar alterações cedo e manter a saúde da mulher em dia.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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