Revisado em: 16/03/2026
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A decisão de iniciar um método contraceptivo hormonal costuma vir acompanhada de dúvidas, principalmente sobre o momento certo para a primeira dose.

A decisão de iniciar um novo método contraceptivo hormonal, como a injeção, envolve planejamento. Muitas mulheres se perguntam qual é o dia exato para começar e se o fato de estarem menstruadas interfere no processo. Essa dúvida é comum e a resposta é mais simples do que parece.
Ginecologistas são os médicos que podem atender esse tipo de demanda. A Rede Américas conta com especialistas renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
A recomendação médica geral é que a primeira aplicação da injeção anticoncepcional, seja ela mensal ou trimestral, ocorra durante os primeiros dias do ciclo menstrual. Idealmente, a aplicação deve ser feita entre o primeiro e o quinto dia, contados a partir do início do sangramento.
Essa orientação é a forma padrão de garantir que o método seja eficaz imediatamente, oferecendo proteção total desde o primeiro dia de uso. Iniciar a injeção dentro dos primeiros sete dias da menstruação é importante para essa eficácia, pois assegura que a ovulação ainda não ocorreu no ciclo.
Leia também: Posso engravidar se a injeção anticoncepcional for mal aplicada?
A eficácia imediata do método está diretamente ligada ao estado hormonal do corpo no início do ciclo. Quando a menstruação começa, os níveis de hormônios como estrogênio e progesterona estão em seus pontos mais baixos. Essa queda hormonal é o que sinaliza ao corpo para iniciar um novo ciclo ovulatório.
Ao aplicar a injeção neste momento, os hormônios sintéticos do contraceptivo (progestina isolada ou combinada com estrogênio) entram em ação em um cenário de baixa concorrência. Assim, eles conseguem suprimir o desenvolvimento de um novo óvulo de forma muito mais eficaz, bloqueando a ovulação desde o princípio.
É possível iniciar o uso da injeção anticoncepcional em qualquer outra fase do ciclo, desde que haja certeza de que não há uma gravidez em curso. No entanto, o procedimento muda um pouco.
Se a primeira aplicação for feita após o quinto dia do ciclo, a proteção contraceptiva não será imediata. Isso ocorre porque o processo de ovulação pode já ter sido iniciado. Nestes casos, é imprescindível o uso de um método contraceptivo de barreira, como o preservativo, durante os primeiros 7 dias após a injeção para evitar a gravidez.
É importante ressaltar que a injeção anticoncepcional é considerada um método seguro e geralmente bem tolerado. No entanto, é comum que ocorram algumas alterações no ciclo menstrual e sangramentos irregulares ao iniciar o método.
Uma das dúvidas mais frequentes é se tomar a injeção durante a menstruação pode interromper o fluxo. O efeito pode variar de mulher para mulher. Em alguns casos, o fluxo pode diminuir ou cessar mais rapidamente, enquanto em outros, pode não haver alteração imediata.
Com o uso contínuo, as injeções hormonais alteram o padrão de sangramento.
Para muitas mulheres, essa mudança é positiva. Estudos indicam que a maioria das usuárias, cerca de 65%, experimenta uma redução significativa ou até mesmo o fim da menstruação enquanto utiliza o método, o que pode contribuir para uma melhor experiência.
A principal diferença reside na frequência das doses, mas a orientação para a primeira aplicação é semelhante. As doses subsequentes seguem um calendário fixo, independentemente do padrão de sangramento que a mulher apresente.
É importante lembrar que a injeção anticoncepcional oferece alta proteção contra a gravidez, desde que a usuária siga rigorosamente o cronograma de aplicação para manter a eficácia hormonal do método.
Pequenos atrasos podem acontecer. A maioria das injeções mensais possui uma janela de tolerância de até 3 dias. Para a trimestral, a janela pode ser um pouco maior.
Caso o atraso ultrapasse o período de segurança especificado na bula, é fundamental usar preservativo e entrar em contato com um ginecologista para receber orientação sobre como proceder e quando a proteção será restabelecida.
A escolha de um método contraceptivo deve ser sempre uma decisão compartilhada com um profissional de saúde. Apenas um ginecologista pode avaliar seu histórico clínico, esclarecer todas as suas dúvidas e indicar a opção mais segura e eficaz para suas necessidades.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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