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Sintomas de insolação: saiba como reconhecer os sinais e tratar certo

A insolação acontece quando a temperatura do corpo sobe além do normal; há risco de complicações se não tiver cuidado, como desmaios e confusão mental

Resumo
  • A insolação acontece quando o corpo não consegue controlar a própria temperatura depois exposição ao calor forte, o que pode levar a aumento rápido da temperatura;
  • O problema pode começar com sintomas como dor de cabeça, tontura, náusea e fraqueza, que podem piorar com o tempo;
  • Nos casos mais graves, surgem pele seca e quente, confusão mental, respiração acelerada, febre alta e alterações no funcionamento do cérebro;
  • Crianças, idosos, pessoas com doenças crônicas e quem trabalha ou pratica atividade física no calor têm maior risco de desenvolver o quadro;
  • A prevenção envolve beber água com frequência, se proteger do sol, evitar horários de calor intenso e ficar atento aos primeiros sinais do corpo.
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A insolação é um problema que acontece quando a temperatura do corpo sobe depois da exposição ao calor forte. O corpo perde a capacidade de se resfriar e pode apresentar sintomas como tontura, dor de cabeça, náusea e, em casos mais graves, desmaio.

O quadro costuma ocorrer em dias muito quentes, com exposição direta ao Sol ou em locais fechados e abafados, principalmente quando há pouca ingestão de água. Crianças, idosos e pessoas que fazem atividade física ao ar livre têm maior risco.

Sem cuidado, a insolação pode piorar e afetar o funcionamento de alguns órgãos. O reconhecimento dos sinais e a adoção de medidas caseiras podem diminuir o risco de complicações, mas é importante sempre consultar um médico.

Clínicos gerais são os médicos que podem acompanhar o diagnóstico e o tratamento de pacientes com insolação. A Rede Américas conta com profissionais renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.

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O que é insolação e por que é uma emergência?

A insolação, também chamada de intermação ou golpe de calor, é a forma mais grave de problema causado pelo calor. Ela acontece quando o corpo perde a capacidade de controlar a própria temperatura, inclusive por falha do suor. Com isso, a temperatura sobe rápido e pode passar de 40 °C. Esse aumento pode, inclusive, afetar o cérebro e causar inflamação.

Nessa situação, o corpo não consegue mais se resfriar sozinho. Assim, a insolação é uma emergência médica e precisa de atendimento imediato, já que o calor extremo pode causar danos ao cérebro e a outros órgãos importantes.

Leia também: Cuidados com a pele no verão: orientações para manter a pele saudável

Quais são os sintomas de insolação?

Os sintomas da insolação podem aparecer rápido ou ao longo de algumas horas. O reconhecimento desses sinais ajuda a agir a tempo. Eles se dividem em iniciais, que podem ser confundidos com cansaço pelo calor, e sintomas graves, que indicam uma emergência.

Sinais de alerta iniciais e moderados

Na fase inicial, o corpo ainda tenta lidar com o excesso de calor. Nesse momento, podem aparecer sintomas como dor de cabeça latejante, tontura, fraqueza, náuseas e vômitos. A pele pode ficar pálida e úmida, com muito suor, além de ocorrerem cãibras musculares. Também é comum perceber o pulso rápido e fraco e alterações na visão, como visão turva.

Sinais de insolação grave que pedem atendimento na hora

Quando o quadro evolui para a insolação de fato, o corpo não consegue mais se resfriar sozinho. Por isso, os sintomas ficam mais forte e passam a representar risco à saúde, e costumam incluir:

  • Pulso rápido e forte: os batimentos do coração ficam acelerados e intensos, sinal de que o organismo está sob estresse;
  • Pele quente, vermelha e seca: a falta de suor mostra que o organismo já não consegue perder calor de forma adequada;
  • Respiração rápida e curta: o corpo entra em esforço para tentar compensar o calor, o que pode causar sensação de falta de ar;
  • Temperatura do corpo muito alta: a insolação costuma causar febre acima de 40 °C, o que indica que o corpo perdeu a capacidade de se resfriar sozinho; esse valor pode ser medido com um termômetro;
  • Alterações no cérebro: o aumento extremo da temperatura pode afetar o funcionamento do cérebro, com sinais como confusão, desorientação, fala arrastada, delírios ou convulsões. Em casos mais graves, pode ter desmaio ou coma.

Esses sintomas indicam uma emergência, então a pessoa precisa de uma consulta médica imediatamente. A demora no atendimento aumenta o risco de danos ao cérebro e a outros órgãos.

Leia também: O que fazer em caso de convulsão: veja como e quando agir

O que fazer ao suspeitar de insolação?

Se tiver suspeita de insolação, principalmente com sinais graves como confusão mental ou pele quente e seca, a prioridade é buscar ajuda médica. Enquanto o atendimento não chega, os primeiros socorros ajudam a tentar diminuir a temperatura do corpo:

  1. Ligue para o serviço de emergência (192): o contato deve ser feito na hora para pedir uma ambulância;
  2. Leve a pessoa para um local fresco: coloque o paciente em um ambiente com sombra, ar-condicionado ou bem ventilado;
  3. Retire o excesso de roupas: peças pesadas ou apertadas precisam ser removidas para ajudar o corpo a perder calor do jeito certo;
  4. Resfrie o corpo: água fria pode ser aplicada na pele, com uso de panos úmidos na cabeça, pescoço, axilas e virilha; um ventilador pode ajudar nesse processo.
  5. Evite oferecer líquidos: em caso de confusão ou desmaio, não se deve dar nada para beber por causa do risco de engasgo. A hidratação será feita no hospital quando o serviço de emergência chegar.

É importante saber que não se deve usar remédios para febre, como paracetamol ou ibuprofeno. Esses medicamentos não funcionam para o aumento de temperatura causado pela insolação e ainda podem sobrecarregar o fígado.

Quem corre mais risco de sofrer com a insolação?

Mesmo que qualquer pessoa possa ter insolação, alguns grupos têm mais risco porque o corpo tem mais dificuldade para controlar a temperatura. Entre eles estão crianças pequenas, já que o sistema de regulação do calor ainda não está totalmente desenvolvido.

Idosos, especialmente acima de 65 anos, também são mais vulneráveis porque o organismo responde pior ao calor com o passar da idade. Pessoas com doenças crônicas, como problemas no coração, pulmão, rins ou diabetes, também precisam de mais atenção. 

Já atletas e trabalhadores ao ar livre ficam mais expostos por causa do esforço físico e do tempo prolongado sob calor, e pessoas com obesidade também têm maior risco, porque a gordura corporal dificulta a perda de calor.

Leia também: Sintomas de insolação em adulto: veja quando buscar atendimento médico

Como prevenir a insolação?

Prevenir a insolação é a melhor forma de evitar problemas mais graves. Medidas consideradas simples na rotina, principalmente em dias muito quentes, já podem ajudar a diminuir o risco de complicações.

Estratégia

Como aplicar

Hidratação

Beba bastante água, mesmo sem sentir sede. Evite bebidas alcoólicas e com cafeína, pois podem favorecer a desidratação

Proteção solar

Use roupas leves, claras e tecidos que permitam a ventilação do corpo. Protetor solar, chapéu e óculos de sol ajudam na proteção

Horários

Evite exposição ao Sol e atividades físicas nos horários de maior calor, entre 10h e 16h

Ambientes

Prefira ambientes frescos ou climatizados. Nunca deixe crianças ou animais de estimação sozinhos em carros estacionados

O corpo costuma dar sinais antes de um problema grave causado pelo calor. Ao sentir sintomas como tontura ou dor de cabeça, a pessoa deve sair do Sol na hora, procurar um local fresco e se hidratar, pois ignorar esses sinais pode levar à insolação.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.

Bibliografia
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