O colesterol alto geralmente não causa sintomas no começo do quadro; o exame de sangue é a principal forma de identificar alterações antes que elas prejudiquem a saúde do coração
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Não existe um único valor considerado normal para o colesterol. A análise do exame leva em conta os resultados do colesterol total, HDL e LDL, além do histórico de saúde e do risco de cada pessoa desenvolver doenças como infarto e acidente vascular cerebral (AVC).
Os valores de referência ajudam a identificar alterações que podem aumentar o risco de problemas cardiovasculares. Em alguns casos, como pessoas com diabetes, pressão alta ou doença renal crônica, as metas de colesterol podem ser diferentes.
O colesterol alto costuma não causar sintomas e, na maioria das vezes, só é descoberto por meio de exames de sangue. Por isso, fazer o acompanhamento dos resultados ajuda a prevenir problemas no coração e na circulação.
Endocrinologistas são os médicos que podem fazer o acompanhamento e o tratamento de pacientes com problemas de colesterol. A Rede Américas conta com profissionais renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
O colesterol total corresponde à quantidade de colesterol presente no sangue. Por muitos anos, esse foi o principal valor usado para avaliar o risco de doenças do coração. Em geral, um resultado abaixo de 190 mg/dL é o valor de referência.
Hoje, esse número não é analisado sozinho. Além do colesterol total, os médicos avaliam os níveis de HDL e LDL, além do histórico de saúde e do risco cardiovascular. Para adultos saudáveis, os valores de referência seguem um padrão na maioria dos laboratórios:
Muitas pessoas se preocupam ao ver um resultado acima de 190 mg/dL no colesterol total. Mas, em alguns casos, esse número fica alto porque o HDL, conhecido como colesterol bom, também está elevado. Assim, só o médico pode interpretar o resultado dos exames.
O LDL, conhecido como colesterol ruim, leva o colesterol do fígado para as células do corpo. Quando está em excesso, pode se acumular nas paredes das artérias e dificultar a passagem do sangue, o que favorece o desenvolvimento da aterosclerose.
Em geral, o valor considerado adequado para o LDL varia de uma pessoa para outra. Nesse sentido, idade, histórico de saúde e risco de desenvolver doenças do coração são alguns dos fatores que ajudam o especialista a definir a meta ideal do paciente.
Os médicos avaliam o risco de cada pessoa desenvolver doenças do coração com base em fatores como idade, histórico familiar, tabagismo, pressão alta e diabetes. A partir dessa análise, eles definem a meta de LDL mais indicada para cada pessoa.
Na maioria dos casos, os valores de referência seguem a seguinte classificação:
Sendo assim, um LDL de 110 mg/dL pode estar dentro do esperado para um adulto jovem e sem fatores de risco, mas pode ser considerado acima da meta para uma pessoa com diabetes ou histórico de problemas no coração.
Leia também: Alimentos que aumentam o colesterol: o que evitar e como ter uma dieta
O HDL ajuda a retirar o excesso de colesterol acumulado nas artérias e levá-lo de volta ao fígado para ser eliminado. Por isso, níveis adequados ajudam a proteger os vasos sanguíneos, e diferente do LDL, o objetivo é manter o HDL em níveis mais altos.
A referência pode variar entre homens e mulheres por causa de diferenças hormonais:
Resultados abaixo desses limites podem indicar menor proteção contra o acúmulo de gordura nas artérias. Nesses casos, a prática regular de exercícios físicos e a redução do consumo de gorduras trans podem ajudar a aumentar os níveis de colesterol bom.
O VLDL é um tipo de lipoproteína ligado ao transporte de triglicerídeos pelo sangue. Em geral, valores abaixo de 30 mg/dL são considerados adequados, enquanto níveis altos podem estar relacionados ao consumo excessivo de carboidratos refinados e açúcares.
Enquanto isso, o colesterol não-HDL mostra a quantidade de colesterol que pode favorecer o acúmulo de gordura nas artérias. Esse valor é calculado a partir do colesterol total, retirando o resultado do HDL.
A meta do colesterol não-HDL costuma ser 30 mg/dL acima da meta definida para o LDL de cada pessoa. Esse indicador ajuda os médicos a avaliar e ajustar o tratamento, principalmente em casos de triglicerídeos altos.
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Alterações nos níveis de colesterol também podem acontecer em crianças e adolescentes. Nessas situações, a avaliação considera a idade e o histórico familiar para definir os valores adequados e identificar possíveis riscos.
Para pessoas de dois a 19 anos, as metas costumam ser rigorosas. O colesterol total deve ficar abaixo de 170 mg/dL, o LDL abaixo de 110 mg/dL e o HDL acima de 45 mg/dL. Quando os exames mostram valores alterados, o médico pode investigar o histórico familiar.
Leia também: Como diminuir o colesterol ruim de forma eficaz com medidas práticas?
Resultados fora dos valores de referência precisam de acompanhamento e orientação profissional. O diagnóstico depende da avaliação do exame junto com informações como estilo de vida, pressão arterial e idade.
As primeiras recomendações costumam envolver mudanças na rotina, com uma alimentação equilibrada e a prática regular de atividades físicas. Quando necessário, o médico pode indicar remédios para controlar os níveis de colesterol e proteger a saúde.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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