A retinopatia diabética pode causar perda gradual da visão; o controle da glicemia reduz o risco de complicações oculares
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Quando o diabetes não é adequadamente controlado, pode afetar várias funções do corpo. O excesso contínuo de glicose no sangue provoca danos nos vasos sanguíneos da retina, levando à retinopatia diabética.
Sendo ela uma complicação que, em casos mais graves, ocasiona perda de visão. Segundo o Ministério da Saúde, ela é a principal causa de perda de visão em pessoas entre 20 e 75 anos. Em números, a complicação microvascular afeta cerca de 1 em cada 3 pessoas com diabetes mellitus, o que equivale a uma porcentagem de 24% a 39% desta população.
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A retinopatia diabética é uma das complicações do diabetes que atinge os vasos sanguíneos da retina, que é a parte do olho responsável por captar as imagens. Quando esses vasinhos sofrem danos, a visão pode ser afetada de forma gradual. Em casos mais graves, pode levar até à cegueira.
A condição se manifesta de duas formas: não-proliferativa, que é a mais leve, e proliferativa, a mais grave.
Retinopatia diabética não proliferativa
O diabetes afeta os olhos principalmente através dos níveis elevados e persistentes de glicose no sangue (hiperglicemia). A taxa de glicose danifica as paredes dos pequenos vasos da retina. Na forma não proliferativa, eles ficam estreitos ou obstruídos, causando pequenos sangramentos e vazamento de fluidos.
Dessa maneira formam microaneurismas e hemorragias. As suas manifestações iniciais podem ser mínimas, mas o extravasamento próximo à mácula (área central da retina) pode causar edema macular, tendo a visão embaçada como consequência.
Retinopatia proliferativa
Já na forma proliferativa, os danos são mais avançados. A lesão vascular pode levar à oclusão (fechamento) dos vasos, privando a retina de oxigênio e nutrientes. Por isso, o olho tenta compensar produzindo fatores de crescimento que estimulam o crescimento de novos vasos sanguíneos.
Esses novos vasos crescem de forma desordenada, sendo considerados anormais e frágeis, podendo romper facilmente. Os sinais mais característicos são hemorragias, inchaço na retina (edema macular), formação de cicatrizes e até descolamento da retina, o que compromete seriamente a visão.
Os fatores de risco para retinopatia diabética englobam a duração do diabetes, pois o risco aumenta conforme o tempo de convivência com a doença. De acordo com o Ministério da Saúde, estima-se que após 20 anos do diagnóstico de diabetes, 90% dos indivíduos com o tipo 1 e 60% daqueles com o tipo 2 terão algum grau de retinopatia.
O descontrole nos níveis de glicose no sangue também é um fator crítico, pois o excesso de açúcar danifica os vasos sanguíneos da retina. Outros fatores como hipertensão, níveis elevados de colesterol (dislipidemia) e tabagismo também pioram o quadro.
A gravidez pode piorar a condição ou acelerar o seu desenvolvimento em mulheres diabéticas. Quem tem doença renal crônica também possui um risco maior de ter a complicação.
Leia também: Diferença entre diabetes tipo 1 e 2: causas e tratamentos
Na fase inicial, geralmente não apresenta sintomas. Ela pode progredir sem que o paciente perceba qualquer alteração na visão.
Mas à medida em que avança podem surgir sinais como a visão borrada. Sendo ele um dos primeiros a serem percebidos, principalmente se o edema macular afetar a visão central. Também podem ser observadas pequenas manchas escuras ou linhas que parecem flutuar no campo de visão.
As alterações são causadas por pequenas hemorragias ou detritos no humor vítreo. O indivíduo pode ter uma percepção de luzes piscando e dificuldade para enxergar no escuro ou em ambientes com pouca luz.
A perda repentina e indolor da visão é considerado um sinal de alerta que pode indicar uma hemorragia vítrea significativa ou descolamento de retina. Nos estágios mais avançados, a perda de visão é tão significativa que dificulta atividades como ler, dirigir e reconhecer rostos.
O diagnóstico da retinopatia diabética é feito por um oftalmologista por meio de uma avaliação detalhada dos olhos. Durante a consulta, são analisados aspectos como a acuidade visual (capacidade do olho de enxergar detalhes), a pressão intraocular e estruturas como a córnea, a íris e o cristalino.
O principal exame para identificar alterações na retina é o fundo de olho (oftalmoscopia). O médico dilata as pupilas com colírio e utiliza o oftalmoscópio para examinar diretamente a retina, em busca da presença de sangramentos, inchaço e problemas na circulação local.
Em alguns casos, exames de imagem como a angiografia e a tomografia de coerência óptica (TCO) costumam ser solicitados para auxiliar na definição do melhor tratamento. Na angiografia um corante é injetado na veia do braço e são tiradas fotografias rápidas da retina.
O corante realça os vasos sanguíneos, permitindo ao médico identificar vazamentos, áreas de má circulação e o crescimento de vasos anormais. Já a TCO permite avaliar a espessura da mácula e detectar a presença e a gravidade do edema macular. O exame de imagem é essencial para monitorar a resposta ao tratamento.
O outro procedimento diagnóstico é a retinografia, que consiste em fotografias coloridas padronizadas da retina. As imagens servem para documentar o estado da doença e acompanhar sua evolução ao longo do tempo.
Em casos em que não é possível fazer o exame de fundo de olho, a ultrassonografia ocular também é uma opção. Para a maioria dos diabéticos, o rastreamento da retinopatia diabética deve ser feito todos os anos.
Os fatores de risco para retinopatia diabética englobam a duração do diabetes, pois o risco aumenta conforme o tempo de convivência com a doença.
O descontrole nos níveis de glicose no sangue também é um fator crítico, pois o excesso de açúcar danifica os vasos sanguíneos da retina. Outros fatores como hipertensão, níveis elevados de colesterol, tabagismo e gravidez em mulheres com diabetes também pioram o quadro.
Controlar a glicemia é essencial para prevenir ou retardar o surgimento da retinopatia diabética. Quando os níveis de glicose estão altos, eles afetam os vasos da retina, aumentando o risco de perda de visão. Portanto, manter a glicemia sob controle reduz as complicações oculares e outras relacionadas ao diabetes.
O objetivo principal do tratamento é prevenir a perda de visão adicional e preservar a visão existente. Inicialmente, é essencial controlar o diabetes e tratar problemas relacionados, como pressão alta e colesterol alto. Fazer isso é fundamental para retardar a progressão da doença e otimizar os resultados dos tratamentos oftalmológicos.
No tratamento oftalmológico, a abordagem depende da gravidade da condição. Em casos mais leves, pode-se usar medicamentos, como colírios ou injeções no olho. Eles têm o propósito de evitar o crescimento de novos vasos sanguíneos e diminuir o inchaço da retina.
Quando há vasos sanguíneos anormais, a terapia com laser (chamado fotocoagulação) pode ser feita para "selá-los". A realização de uma cirurgia também pode ser necessária. Veja mais detalhes a seguir:
A retinopatia diabética não pode ser totalmente revertida, mas tende a ser controlada e estabilizada com o tratamento adequado. O controle rigoroso da glicose no sangue é essencial para evitar o agravamento da doença.
Tratamentos como injeções no olho e fotocoagulação a laser ajudam a prevenir o crescimento de vasos sanguíneos anormais e a reduzir o risco de sangramentos. Em casos graves, a cirurgia pode ser necessária.
Além disso, o acompanhamento oftalmológico regular e o controle da pressão arterial e colesterol são fundamentais para prevenir complicações.
A prevenção é importante para evitar danos graves à visão. O acompanhamento oftalmológico regular é a melhor forma de detectar alterações nos olhos desde os estágios iniciais, mesmo sem sintomas aparentes.
Isso é extremamente importante para pessoas com diabetes, pois a doença costuma afetar a visão de maneira silenciosa. Pacientes com diabetes tipo 1 devem realizar exame oftalmológico em até 5 anos após serem diagnosticados ou no início da puberdade.
O Ministério da Saúde afirma que uma outra forma de evitar a retinopatia diabética é realizar os exames anualmente ou em um período menor. Já pacientes com diabetes tipo 2 devem fazer o exame oftalmológico logo após o diagnóstico.
A determinação ocorre porque o diabetes pode estar presente há anos sem sintomas. Gestantes diabéticas devem fazer a investigação a cada trimestre, pois existe um maior risco de desenvolvimento e progressão da retinopatia durante a gestação.
Controlar a glicemia é essencial. Quando os níveis de glicose estão altos, eles afetam os vasos da retina, aumentando o risco de perda de visão. Portanto, manter a glicemia sob controle reduz as complicações oculares e outras relacionadas ao diabetes.
Exames como o fundo de olho ajudam o oftalmologista a identificar problemas na retina antes que se tornem graves, possibilitando um tratamento mais eficaz e rápido. O acompanhamento contínuo também permite monitorar a evolução da doença e ajustar o tratamento conforme necessário.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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