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A sífilis na mulher pode causar feridas na região íntima e manchas no corpo; mesmo após a melhora dos sintomas, a infecção pode continuar no organismo

Os sintomas de sífilis na mulher incluem feridas na região íntima, manchas na pele, ínguas e mal-estar. Esses sintomas podem surgir em fases diferentes e desaparecer mesmo sem tratamento, enquanto a infecção continua no corpo.
A infecção é transmitida principalmente por relação sexual sem preservativo. A transmissão também pode ocorrer pelo contato com feridas infectadas e da gestante para o bebê durante a gravidez ou o parto. Há ainda risco, embora raro, por contato com sangue contaminado. Sem diagnóstico e tratamento, a infecção pode avançar e causar complicações.
Ginecologistas são os médicos que atendem de forma primária quadros como a sífilis, fazendo o diagnóstico e indicando o tratamento certo. A Rede Américas conta com especialistas renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
A sífilis é uma infecção causada pela bactéria Treponema pallidum. A transmissão acontece principalmente por meio de relação sexual sem proteção com uma pessoa infectada. A infecção também pode ser transmitida da mãe para o bebê durante a gestação ou parto, o que é chamado de sífilis congênita.
Para as mulheres, um dos maiores desafios é que o primeiro sinal da infecção pode ser interno e invisível. Essa característica faz com que a sífilis seja silenciosa na maioria dos casos, sendo detectada só em exames de rotina ou durante o pré-natal, o que cria uma falsa sensação de segurança, enquanto a bactéria se multiplica e se prepara para as fases seguintes.
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A sífilis evolui em estágios, com sintomas diferentes em cada um, e reconhecer os alertas do corpo pode ajudar o paciente a procurar ajuda médica no tempo certo.
Entre 10 e 90 dias após o contágio, surge o primeiro sintoma: uma ferida chamada "cancro duro". Geralmente, ela é única, com bordas endurecidas e fundo limpo. A principal característica, e também o maior perigo, é que ela não dói, não coça, não arde e não tem pus.
Em muitos casos, essa lesão pode aparecer em locais de difícil visualização, como o colo do útero ou a parede vaginal. Por não causar incômodo, o cancro pode desaparecer espontaneamente em algumas semanas, sem que a mulher sequer saiba que esteve ali.
Ínguas (caroços) na virilha também podem surgir nesse período. A ferida da sífilis, mesmo sendo interna e passando despercebida, pode evoluir para complicações graves.
Após a cicatrização do cancro duro, a bactéria continua se espalhando pela corrente sanguínea. Semanas ou meses depois, começam os sintomas da sífilis secundária. Os sinais mais comuns incluem:
Assim como na fase primária, esses sintomas podem desaparecer sem tratamento, levando a um período de latência da doença.
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Esta é a fase assintomática da sífilis. A mulher não apresenta nenhum sinal ou sintoma, mas a bactéria continua presente em seu organismo. Este período pode durar anos ou até décadas. É crucial lembrar que a sífilis em mulheres é frequentemente silenciosa. Mesmo sem sintomas visíveis, ela pode estar evoluindo. O diagnóstico só é possível por meio de exames de sangue específicos.
Se a infecção não for diagnosticada e tratada do jeito certo, pode evoluir para a sua forma mais grave, chamada de sífilis terciária. Esse estágio pode ter os primeiros sintomas muitos anos depois do contágio inicial, podendo causar sérios danos ao organismo, como:
Nem todas as pessoas com sífilis não tratada chegam a essa fase, mas, quando isso acontece, as complicações podem ser permanentes. O diagnóstico e o tratamento ajudam a interromper a infecção e reduzir o risco de problemas mais graves.
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A sífilis durante a gestação traz muitos riscos para o feto. A bactéria pode atravessar a placenta e infectar o bebê, causando a sífilis congênita. A testagem para a infecção é um procedimento padrão do pré-natal, justamente pela gravidade das consequências.
A sífilis pode evoluir sem sintomas visíveis na mãe, mas se não for tratada, pode causar aborto espontâneo e deformidades no bebê. Assim, em casos em que o bebê sobrevive, pode apresentar sequelas como malformações, surdez, cegueira e problemas neurológicos.
O diagnóstico da sífilis é feito com exames de sangue. O teste rápido, disponível em unidades básicas de saúde, mostra o resultado em cerca de 30 minutos. Outros exames, como o VDRL, também são usados para confirmar a infecção e analisar a resposta ao tratamento.
Como a infecção tem sintomas considerados silenciosos, especialmente em mulheres, os exames médicos periódicos são importantes, já que a sífilis pode passar despercebida sem uma avaliação clínica profissional. Sendo assim, a testagem regular é recomendada para todas as mulheres que têm vida sexual ativa.
A sífilis tem cura e o tratamento tende a ser simples, especialmente nas fases iniciais, sendo feito com antibióticos, com a penicilina como opção mais indicada. O tratamento é seguro e pode ser feito inclusive por gestantes.
É importante que o parceiro ou parceiros sexuais da paciente também sejam testados e tratados, mesmo que não tenham sintomas, para quebrar a cadeia de transmissão e evitar uma nova infecção.
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A orientação para as mulheres é consultar um ginecologista ou um clínico geral imediatamente caso identifique qualquer um dos sintomas. Então, a paciente deve agendar um atendimento se:
Não se esqueça: a ausência de sintomas não significa ausência da infecção. A prevenção, com o uso de preservativos, e a testagem frequente são as melhores formas de cuidar da sua saúde.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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