A recuperação acontece em etapas e exige fisioterapia contínua; o retorno às atividades varia conforme cada paciente
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A cirurgia para reconstrução dos ligamentos do joelho, principalmente o Ligamento Cruzado Anterior (LCA), é um procedimento que costuma ocorrer após lesões esportivas. O tempo de recuperação de cirurgia de ligamento no joelho é importante para os pacientes. Ele acontece em etapas e exige paciência e dedicação.
O retorno às atividades diárias e, posteriormente, aos esportes, ocorre em momentos diferentes para cada um deles, dependendo de múltiplos fatores. Em reconstruções do LCA, a reabilitação completa pode levar 1 ano, embora atividades do dia a dia possam ser retomadas antes.
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Estudo publicado na revista Arthroscopy (2025) aponta que o tempo médio de recuperação da cirurgia de ligamento no joelho é de 6 a 9 meses. O processo acontece nesse período para a maioria dos pacientes que se recuperam de uma ruptura do Ligamento Cruzado Anterior (LCA).
No caso dos atletas, a recuperação pode ser mais longa, para que haja uma recuperação completa antes de serem liberados para retornar ao esporte. É importante não apressar a fase de restabelecimento do ligamento, pois o retorno precoce às atividades físicas pode aumentar significativamente o risco de uma nova lesão.
A reabilitação pós-operatória após a cirurgia do LCA é essencial para restaurar a força e a função, promovendo o retorno às atividades e minimizando a possibilidade de desenvolver uma nova lesão.
Nesta fase, o foco principal é a redução da dor e do inchaço. Ela também tem como objetivo promover a restauração da amplitude de movimento (ADM) do joelho e da força do quadríceps (atingindo ≥60% do Índice de Simetria de Membros - ISM).
O paciente pode começar a fazer alguns tipos de exercício à medida em que o cirurgião autorizar. Na musculação, é possível fazer máquinas como a rosca direta, cadeira extensora e mesa flexora, chamadas de exercícios de cadeia cinética.
A carga colocada deve ser aumentada progressivamente, para não colocar tensão excessiva no LCA reconstruído.
Esta fase começa quando os propósitos da fase inicial são alcançados, como: aumento da amplitude de 0º a 115º e um padrão de marcha normal.
De 7 a 9 semanas o objetivo é estabelecer uma amplitude de movimento total e simétrica e aumentar a força do quadríceps. A pessoa em recuperação passa a realizar atividades de equilíbrio, reeducação neuromuscular e treinamento aeróbico.
Com o quadríceps cada vez mais forte, a corrida começa a ser introduzida neste período. O treinamento de força que começou anteriormente aumenta progressivamente e passa para um programa mais intensivo.
Aqui a recuperação já está em um estágio mais avançado, mais próximo de finalizar. Assim, o indivíduo pode começar a fazer exercícios que envolvam saltar, correr, desacelerar e que seja de agilidade.
Para aqueles que fazem algum tipo de esporte, essa fase gira em torno da prática de exercícios específicos do esporte. Além de ser voltada para o condicionamento da pessoa para que ela retorne à competição.
O retorno definitivo ao esporte e à competição só acontece quando a dor não estiver mais presente, assim como o derrame articular. O paciente também precisa alcançar um quantitativo específico de força no quadríceps e precisa ter seu nível de medo/confiança avaliados.
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O quanto de tempo leva a recuperação da cirurgia de ligamento no joelho varia de pessoa para pessoa. Ela gira em torno de diversos fatores biológicos, clínicos e comportamentais, que determinam a velocidade e o sucesso do processo.
O tempo até a cirurgia é importante. Quanto mais rápido for a intervenção após a lesão inicial, menores são as chances de haver complicações na articulação. A reabilitação também tende a ser melhor.
O tipo de enxerto utilizado no procedimento cirúrgico também influência bastante no tempo de recuperação. Isso porque o tecido escolhido para substituir o ligamento exige tempos diferentes de cicatrização óssea e regeneração biológica. A idade e peso corporal também são alguns dos fatores.
Pacientes mais jovens costumam apresentar uma recuperação mais rápida do tecido. Além disso, o excesso de peso aumenta a sobrecarga mecânica na articulação, podendo prolongar a fase de dor e rigidez.
A parte psicológica não deve ser negligenciada e precisa de atenção. O medo de sofrer uma nova lesão pode travar a evolução do paciente na fisioterapia. Por isso, o suporte psicológico e a confiança na articulação são tão importantes quanto restabelecer a força muscular.
Muitos pacientes não conseguem restaurar uma quantitativo de força ideal para o quadríceps após reconstruir o LCA. A persistência de déficits na simetria da força da região pode influenciar o tempo para atingir os critérios de progressão e retorno às atividades.
O período de recuperação também pode ser influenciado pela adesão à fisioterapia. Por isso, fazer ela de maneira ativa e consistente é fundamental. A falta de engajamento pode atrasar o restabelecimento das funções e comprometer os resultados.
Assim como o aparecimento de mais lesões no joelho, como no menisco ou outros ligamentos.
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Durante o tempo de recuperação da cirurgia de ligamento no joelho, é comum haver a presença de alguns sintomas. A dor pós-operatória é a manifestação clínica mais esperada e mais intensa nas primeiras semanas, diz pesquisa divulgada na Physical Therapy Research (2023).
Ela destaca que o uso de crioterapia (gelo), elevação do membro e compressão são fundamentais para o controle inicial da sensação dolorosa. O edema é uma resposta inflamatória esperada no início, causado pelo acúmulo de líquido no joelho.
Mas quando ele persiste precisa ser controlado, pois é uma das principais causas de limitação do ganho de amplitude de movimento.
Nos primeiros dias também é esperado que haja uma certa limitação para dobrar (flexão) e esticar (extensão) o joelho. A pesquisa deixa claro que promover uma extensão completa e a mobilização da patela logo cedo é necessário para evitar a artrofibrose. Sendo ela caracterizada pela formação excessiva de tecido cicatricial rígido.
Um outro sintoma característico é a perda de força e de massa muscular na coxa. Eles acontecem por causa do trauma cirúrgico e do repouso inicial. A recuperação dessa força é um dos focos centrais da fisioterapia ao longo dos meses.
Por causa da dor, fraqueza e medo de carregar medo na articulação há também uma alteração na marcha. O que faz o treinamento de marcha ser essencial nas fases iniciais nos períodos iniciais da reabilitação.
A depender do tipo de enxerto utilizado, o indivíduo também pode sentir um desconforto residual ao se ajoelhar ou dobrar a perna com força nas fases intermediárias.
A intervenção cirúrgica é apenas a primeira etapa da recuperação. É a fisioterapia que devolve a função, a força e a estabilidade do joelho. Ela é utilizada como tratamento da fraqueza muscular, são aplicados exercícios direcionados para corrigir essas assimetrias.
Um outro benefício que mostra o quanto ela é necessária, é a sua capacidade de devolver a extensão completa do joelho. De modo a evitar complicações sérias como a artrofibrose. Além de reativar a musculatura da coxa.
O déficits de força e desalinhamentos do movimento não corrigidos aumentam consideravelmente o risco de rasgar o novo ligamento. Nesses casos, a abordagem terapêutica ajuda na prevenção de uma nova ruptura e de osteoartrite.
A reabilitação não se baseia apenas no tempo estabelecido pelo calendário. Ela envolve também testes de força e equilíbrio aplicados pelo fisioterapeuta para autorizar a evolução para outras etapas, que podem envolver corrida e saltos.
A orientação também auxilia a proteger o enxerto nas fases de maior fragilidade enquanto fortalece os músculos ao redor.
O retorno para a prática de esportes não depende apenas do tempo cronológico, depende também da prontidão física e biológica do joelho. O tempo de recuperação acontece em média de 9 a 12 meses. Esse é período é fundamental para permitir a completa maturação e cicatrização do novo ligamento.
Mas o avanço nesse tempo não é fixo. A liberação só ocorre quando o paciente atinge marcos específicos de força, controle e estabilidade. Focar no fortalecimento e adiar o retorno ao esporte reduz uma nova chance de ruptura do ligamento.
Para voltar ao esporte, a perna operada deve atingir pelo menos 90% da força da perna saudável. É preciso que o paciente não manifeste dor e inchaço durante ou após os exercícios. Também é necessário que ele supere o medo de se machucar novamente, garantindo que os movimento sejam feitos de forma natural e sem hesitação.
Dentre o conjunto de medidas também estão os testes funcionais. É necessário ser aprovado em testes de salto, equilíbrio e agilidade. A fisioterapia e o acompanhamento médico contínuo são indispensáveis para recuperar a função total do joelho, minimizando os riscos de complicações e de novos traumas.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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