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Revisado em: 28/05/2026

Tipos de aterosclerose: como a doença afeta diferentes partes do corpo

Entenda como o acúmulo de placas de gordura nas artérias pode comprometer o coração, o cérebro e os membros inferiores

Resumo
  • A aterosclerose é o acúmulo de placas de gordura (ateromas) no interior das artérias, que as endurece e estreita
  • O tipo de aterosclerose é definido pela localização das artérias afetadas, resultando em sintomas e riscos distintos
  • A aterosclerose coronariana afeta o coração, podendo causar angina e infarto
  • A aterosclerose carotídea compromete o fluxo de sangue para o cérebro, elevando o risco de acidente vascular cerebral (AVC)
  • A doença arterial periférica (DAP) ocorre principalmente nas pernas, causando dor ao caminhar e complicações de cicatrização

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Você sente uma dor na panturrilha ao caminhar que melhora apenas com o repouso? Ou talvez uma pressão no peito após um esforço leve? 

Esses sinais, muitas vezes ignorados, podem ser o primeiro alerta de uma condição silenciosa que se desenvolve ao longo de décadas: a aterosclerose. A doença generalizada pode, inclusive, provocar infarto no coração, derrame cerebral ou sérios problemas de circulação sanguínea nas pernas.

A aterosclerose pode evoluir silenciosamente por anos. Faça um check-up na Rede Américas e cuide da sua saúde antes das complicações surgirem. 

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O que é aterosclerose e como ela se desenvolve?

A aterosclerose é um processo inflamatório crônico caracterizado pela formação de placas, chamadas ateromas, na parede interna das artérias. Essas placas são compostas principalmente por colesterol, cálcio e outras substâncias presentes no sangue. 

Elas crescem com o tempo, endurecem e estreitam o vaso sanguíneo, dificultando a passagem do sangue. Atingindo diferentes partes do corpo, manifestando-se de formas variadas em regiões como o arco, o tórax ou o abdome da artéria aorta.

O processo é lento e gradual, muitas vezes sem apresentar sintomas até que a obstrução seja grave o suficiente para reduzir o fluxo a um órgão vital. A placa pode se romper, formando um coágulo que bloqueia completamente a artéria e causa eventos agudos, como um infarto ou um acidente vascular cerebral.

Qual a diferença entre aterosclerose e arteriosclerose?

Embora os termos sejam usados como sinônimos, eles têm significados ligeiramente diferentes. A arteriosclerose é o termo geral para o endurecimento e perda de elasticidade das artérias. A aterosclerose, por sua vez, é o tipo mais comum e grave de arteriosclerose, causado especificamente pelo acúmulo de placas de gordura.

Quais são os principais tipos de aterosclerose?

A classificação da aterosclerose depende de qual artéria do corpo é afetada. Cada tipo apresenta um conjunto único de sintomas e riscos associados ao órgão que deixa de receber sangue adequadamente. Os mais comuns são o coronariano, o carotídeo e o periférico.

Aterosclerose coronariana

Este é o tipo mais conhecido. Ele ocorre quando as placas se formam nas artérias coronárias, responsáveis por irrigar o músculo do coração (miocárdio). 

O coração não recebe oxigênio suficiente para funcionar corretamente, podendo causar danos graves ao músculo cardíaco por interromper o fluxo sanguíneo necessário. A aterosclerose é considerada uma das principais doenças vasculares que afetam o coração.

  • Sintomas comuns: dor no peito (angina), que pode irradiar para o braço esquerdo, ombro ou mandíbula; falta de ar e cansaço excessivo durante atividades físicas
  • Principais riscos: angina estável ou instável e infarto agudo do miocárdio

Aterosclerose carotídea: a ameaça ao cérebro

A aterosclerose carotídea afeta as artérias carótidas, localizadas no pescoço, que são as principais vias de transporte de sangue para o cérebro. O estreitamento desses vasos ou a liberação de pequenos fragmentos de placa pode interromper o fluxo sanguíneo cerebral.

  • Sintomas de alerta: podem incluir tontura súbita, perda de visão temporária em um olho, dificuldade para falar e fraqueza ou dormência em um lado do corpo. Esses sinais podem indicar um ataque isquêmico transitório (AIT), um importante aviso de risco
  • Principais riscos: acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico

Doença arterial periférica: o impacto nas pernas e braços

Conhecida como DAP, este tipo ocorre quando há obstrução das artérias que irrigam os membros, mais comumente as pernas. A falta de circulação adequada causa danos aos tecidos e músculos. A aterosclerose periférica pode causar feridas graves na pele e dor intensa ao caminhar.

  • Sintomas comuns: o sinal mais clássico é a claudicação intermitente, uma dor ou cãibra na panturrilha que surge ao caminhar e desaparece com o repouso. Outros sinais incluem pele fria, palidez nos pés, feridas que não cicatrizam e perda de pelos na região
  • Principais riscos: dor crônica, infecções, gangrena e, em casos graves, necessidade de amputação do membro

A tabela abaixo resume as principais diferenças entre os tipos mais comuns:

Tipo de Aterosclerose

Artérias Afetadas

Principais Sintomas

Consequências Graves

Coronariana

Artérias do coração (coronárias)

Dor no peito (angina), falta de ar

Infarto agudo do miocárdio

Carotídea

Artérias do pescoço (carótidas)

Tontura, fraqueza súbita, dificuldade de fala

Acidente Vascular Cerebral (AVC)

Periférica (DAP)

Artérias das pernas e braços

Dor na panturrilha ao caminhar, feridas

Gangrena, amputação

Como os diferentes tipos de aterosclerose são diagnosticados?

O diagnóstico começa com uma avaliação clínica detalhada e análise dos fatores de risco, como hipertensão, diabetes, colesterol alto e tabagismo. A partir daí, o médico pode solicitar exames específicos para visualizar as artérias e o fluxo sanguíneo.

Entre os exames mais comuns estão o ultrassom com Doppler, que avalia o fluxo nas artérias carótidas e dos membros inferiores. Além da angiotomografia computadorizada, que gera imagens detalhadas dos vasos. Para o coração, o teste ergométrico e o cateterismo cardíaco são fundamentais.

Leia também: Sintomas de aterosclerose: sinais de alerta para as artérias 

É possível prevenir a progressão da aterosclerose?

A prevenção e o controle da doença são baseados na gestão dos fatores de risco. Adotar um estilo de vida saudável é a principal estratégia. Isso inclui uma dieta equilibrada, pobre em gorduras saturadas e sódio, a prática regular de atividade física e parar de fumar

A deficiência de vitamina D tem sido relacionada a doenças cardiovasculares e hipertensão, condições que favorecem o desenvolvimento de obstruções nas artérias do corpo.

Além disso, é fundamental controlar condições médicas associadas, como diabetes, pressão alta e colesterol elevado, com o uso de medicamentos prescritos e acompanhamento médico contínuo. Essas medidas ajudam a estabilizar as placas existentes e a evitar a formação de novas obstruções.

Quando a aterosclerose é considerada grave?

A gravidade da aterosclerose é determinada pelo grau de estreitamento da artéria, pela localização da placa e, principalmente, pela presença de sintomas. Uma obstrução superior a 70% já é geralmente considerada significativa. No entanto, mesmo placas menores podem se romper e causar um evento agudo.

Quando a doença causa sintomas como angina, claudicação intermitente ou ataques isquêmicos transitórios, ela já requer atenção médica para evitar complicações mais sérias. O acompanhamento regular com um cardiologista ou cirurgião vascular é essencial para monitorar a evolução e definir o melhor tratamento.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.

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