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Entenda a faixa etária, o esquema de doses e os grupos para os quais o imunizante não é recomendado por segurança.

Aquele zumbido de mosquito perto do ouvido à noite ou a notícia de um novo foco de dengue no bairro são suficientes para acender um alerta. Com o aumento dos casos em todo o Brasil, a vacinação surge como uma importante ferramenta de proteção individual e coletiva. Mas, para quem ela está realmente disponível?
Infectologistas são os médicos indicados para esse tipo de acompanhamento. A Rede Américas conta com especialistas renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
A principal vacina contra a dengue disponível no Brasil é a Qdenga, produzida por um laboratório japonês. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estabeleceu critérios claros sobre quem pode receber o imunizante, com base em estudos de segurança e eficácia.
De acordo com a aprovação da Anvisa, a vacina Qdenga é indicada para a prevenção da dengue em pessoas de 4 a 60 anos de idade. Essa definição se baseia nos estudos clínicos realizados, que comprovaram o benefício do imunizante para essa população, independentemente de exposição prévia à doença.
Considerando as vacinas de vírus vivo, a indicação para pessoas entre 9 e 45 anos é bem estabelecida, especialmente para aqueles que já tiveram dengue, com o objetivo de prevenir formas mais graves da doença.
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Embora a aprovação seja ampla, a aplicação na rede pública segue uma estratégia diferente. O Ministério da Saúde, diante da capacidade limitada de produção de vacinas, priorizou a imunização de um grupo específico.
A campanha de vacinação no Sistema Único de Saúde (SUS) começou focada em crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, por ser a faixa etária que concentra o maior número de hospitalizações por dengue.
A estratégia poderá ser ampliada para outros públicos conforme mais doses se tornem disponíveis. Portanto, é fundamental acompanhar os comunicados da secretaria de saúde do seu município.
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A vacina é recomendada tanto para quem nunca teve dengue quanto para quem já foi infectado. A infecção prévia por um dos sorotipos do vírus não confere imunidade permanente contra os outros três. A vacinação se torna ainda mais relevante para quem já teve a doença, ajudando a evitar formas graves em futuras infecções.
Assim, a vacinação ajuda a proteger contra futuras infecções e, principalmente, contra as formas graves da doença.
O esquema vacinal completo da Qdenga é composto por duas doses. Elas devem ser administradas com um intervalo de três meses entre a primeira e a segunda aplicação. Para garantir a proteção máxima oferecida pelo imunizante, é essencial completar o esquema.
Como qualquer imunizante, a vacina da dengue possui contraindicações. Por ser uma vacina de vírus vivo atenuado, ela não é recomendada para grupos específicos cuja resposta imunológica pode não ser adequada, gerando riscos à saúde.
A vacina não deve ser administrada em mulheres grávidas, pois não há estudos de segurança que garantam seu uso nesse período. Mulheres que estão amamentando (lactantes) também não devem receber o imunizante como medida de precaução.
Indivíduos com o sistema imunológico enfraquecido, seja por doenças ou por tratamento, não podem tomar a vacina. Isso inclui pessoas com imunodeficiências primárias ou adquiridas, como a infecção por HIV.
Também se enquadram neste grupo aqueles que fazem uso de medicamentos que afetam o sistema imune, como quimioterápicos ou altas doses de corticosteroides. Para esses pacientes, é fundamental buscar uma recomendação médica personalizada, que garantirá a segurança e a eficácia da vacinação, considerando as particularidades de cada caso.
A vacina também é contraindicada para pessoas que apresentaram reação de hipersensibilidade grave (anafilaxia) a uma dose anterior do imunizante ou a qualquer um de seus componentes.
A razão para as contraindicações está na tecnologia da vacina. A Qdenga é uma vacina de "vírus vivo atenuado". Isso significa que ela utiliza o próprio vírus da dengue em uma forma muito enfraquecida, incapaz de causar a doença em pessoas com um sistema imunológico saudável.
Esse vírus enfraquecido "ensina" o corpo a produzir anticorpos e células de defesa. Contudo, em uma pessoa com a imunidade comprometida, mesmo essa versão atenuada poderia, teoricamente, se replicar de forma descontrolada e causar problemas. Por isso, a segurança vem em primeiro lugar.
Atualmente, a vacina não é recomendada para pessoas com mais de 60 anos. A decisão não significa que o imunizante seja perigoso para essa população, mas sim que não foram realizados estudos clínicos robustos para avaliar sua segurança e eficácia nessa faixa etária. Sem esses dados, as agências reguladoras, como a Anvisa, adotam uma postura de cautela.
A vacina contra a dengue pode ser encontrada tanto na rede pública quanto na privada, mas com algumas diferenças importantes.
A vacina é uma camada adicional e muito importante de proteção, mas não elimina a necessidade das medidas de controle do mosquito Aedes aegypti. A prevenção mais eficaz continua sendo a combinação de esforços.
Continue eliminando os focos de água parada em sua casa e comunidade, use repelentes e instale telas em janelas e portas. A luta contra a dengue é um compromisso de todos.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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