Infarto e ansiedade podem causar aperto no peito; no infarto, a dor pode espalhar para o braço e as costas, enquanto a ansiedade pode provocar tremores e sensação de medo
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Infarto e ansiedade podem causar dor ou aperto no peito, falta de ar e coração acelerado, mas alguns sinais ajudam a avaliar cada caso. No infarto, a dor pode se espalhar para os braços, as costas ou o pescoço e também costuma causar suor frio, náusea e tontura.
Nas crises de ansiedade, a pessoa pode sentir um desconforto no peito, além de tremores, tontura, formigamento e sensação de perder o controle. Esse episódio agudo pode começar de repente, acompanhado de medo intenso ou sensação de que algo ruim vai acontecer.
Nem sempre é possível saber a causa dos sintomas só pelo que a pessoa sente. Por isso, quando houver sinais que possam indicar um infarto, é importante que o paciente procure atendimento de emergência, mesmo que exista dúvida sobre o que está acontecendo.
Cardiologistas são os médicos que podem diagnosticar, acompanhar e tratar pacientes com problemas no coração. A Rede Américas conta com profissionais renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
Infarto e ansiedade podem ser confundidos porque uma crise do transtorno pode ativar a reação de alerta do corpo mesmo quando não existe uma ameaça real. Essa resposta pode ser tão forte que a pessoa acredita estar passando por um problema no coração.
Além desse aspecto, a ansiedade pode criar um ciclo de medo no paciente. Aqui, a pessoa percebe uma mudança no corpo, interpreta aquilo como sinal de perigo e fica ainda mais assustada, o que pode aumentar a própria reação.
A relação entre os dois quadros também pode acontecer depois de um infarto, já que o medo de ter outro ataque pode fazer a pessoa ficar mais preocupada com o corpo e desenvolver ansiedade durante a recuperação.
Leia também: Ansiedade causa falta de ar? Diferencie de doenças respiratórias
O infarto agudo do miocárdio acontece quando o sangue deixa de chegar a uma parte do coração. Nesse caso, a falta de oxigênio pode provocar uma dor forte no centro do peito, descrita como aperto, pressão ou queimação.
A dor costuma ser difícil de apontar com o dedo em um ponto específico. Ela pode ocupar uma área maior do peito e não costuma melhorar ao mudar de posição ou respirar, e o desconforto também pode se espalhar para o braço, o pescoço, a mandíbula ou as costas.
Suor frio, palidez e falta de ar também podem aparecer durante o infarto, e a pessoa pode sentir fraqueza e necessidade de parar o que está fazendo para descansar. Assim, a dor tende a continuar ou aumentar com o tempo e não costuma melhorar só com o repouso.
A dor no peito causada pela ansiedade pode estar ligada à tensão muscular, à respiração acelerada e a momentos de estresse. O incômodo costuma ser passageiro e pode aparecer como pontadas ou fisgadas, muitas vezes em um ponto que a pessoa consegue indicar.
Mesmo sem um problema no coração, uma crise de ansiedade pode causar aperto no peito e suor frio, sinais que podem ser confundidos com as de um infarto. A tensão nos músculos do peito, do pescoço e dos braços também pode causar dores que se espalham.
Além desses aspectos, a respiração pode influenciar a dor durante um episódio ansioso. Quando a pessoa respira rápido demais, pode sentir dormência ao redor da boca, mãos frias, tremores e sensação de perda de controle, além de perceber piora do incômodo.
Essas dores costumam aparecer durante crises de ansiedade e podem aumentar conforme o medo cresce. O episódio costuma atingir o ponto mais forte em poucos minutos e perder força aos poucos, enquanto técnicas de respiração e relaxamento diminuem o desconforto.
Leia também: Dor no peito: quando procurar atendimento médico urgente
A avaliação da dor no peito leva em conta as características do desconforto, e não só sua intensidade. Nessas situações, o médico também considera o histórico de saúde da pessoa e o que estava acontecendo quando a dor começou, analisando:
Mesmo com essas diferenças, não dá para confirmar ou descartar um infarto só pelos sintomas. Uma dor nova, forte ou diferente do habitual sempre precisa de avaliação médica, sobretudo se a pessoa já tem o diagnóstico de uma doença cardíaca ou fatores de risco.
O infarto causa uma lesão no músculo do coração que pode ser identificada por mudanças na atividade cardíaca e pela presença de certas substâncias no sangue. Os exames ainda ajudam a ver se alguma artéria está bloqueada e se o coração está funcionando normal.
Em geral, os procedimentos mais comuns incluem:
Além de confirmar o infarto, a avaliação desses exames mostra qual parte do coração foi afetada e a gravidade do quadro. Essas informações ajudam a definir se são necessários procedimentos para melhorar a circulação do sangue e para evitar novas lesões.
Leia também: Sintomas de infarto em mulheres: sinais de alerta e fatores de risco
Muitas pessoas que têm crises de ansiedade frequentes temem que a emoção forte cause um problema no coração. Durante um episódio do transtorno ansioso, o organismo libera hormônios do estresse, o que acelera os batimentos e aumenta a pressão arterial.
Em pacientes com artérias coronárias saudáveis, esse aumento passageiro não costuma causar um infarto. Nesse caso, o coração consegue lidar com as mudanças do organismo, assim como acontece durante uma atividade física intensa.
Já quem tem placas de gordura nas artérias pode ter maior risco cardiovascular, já que aumentos bruscos da pressão podem afetar vasos já comprometidos, e uma avaliação médica é a forma mais segura de verificar a saúde do coração.
Quem já recebeu o diagnóstico de ansiedade e reconhece suas crises pode tentar controlar a respiração. Nessas situações, o paciente pode sentar de forma confortável, inspirar pelo nariz contando até quatro e soltar o ar devagar pela boca contando até seis.
Além dessas medidas, exercícios de relaxamento e atenção aos sentidos podem ajudar a diminuir o medo e a tensão, como observar objetos e sons ao redor ou beber água fria em pequenos goles. Conforme o corpo relaxa, a tensão muscular costuma diminuir.
Agora, se a dor começar como pressão ou peso no meio do peito, a pessoa não pode fazer esforço e precisa procurar ajuda na hora. Assim, o paciente deve pedir ajuda a quem estiver perto ou chamar o serviço médico de urgência, mesmo que haja dúvida sobre a causa.
Leia também: Como é a dor no braço de infarto e quais são os sinais de alerta
Diante de uma dor no peito, a recomendação é não adiar a avaliação médica. Esse tipo de sintoma recebe prioridade na triagem de serviços de emergência. Mesmo quando a causa não é cardíaca, a consulta ajuda a descartar problemas que precisam de tratamento rápido.
Assim, o paciente deve procurar atendimento imediato em um pronto-socorro quando sente:
Na unidade de saúde, a equipe pode fazer um eletrocardiograma e exames de sangue para verificar sinais de problemas no coração, já que esses procedimentos ajudam a identificar se os sintomas estão relacionados a um problema cardíaco ou a outra causa.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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