Revisado em: 19/03/2026
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A ideia de que hemorroida pode virar câncer é um mito comum; mesmo que os sintomas sejam parecidos, as causas e os tratamentos são diferentes para cada doença

Muitas pessoas acreditam que hemorroida pode virar câncer, mas isso é um mito. Alguns sintomas se parecem, como o sangramento, e por isso a confusão é comum. Na verdade, a hemorroida é a inflamação das veias na região anal, enquanto o câncer colorretal envolve células que crescem de forma descontrolada no intestino.
Mesmo assim, a preocupação é válida, já que o câncer de cólon e reto está entre os tipos mais frequentes no Brasil. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), para cada ano do triênio 2026–2028, são esperados mais de 53 mil novos casos.
Diferente das hemorroidas, que podem causar dor e inchaço local, o câncer colorretal pode se desenvolver sem sintomas nos primeiros estágios. Às vezes, aparecem apenas mudanças no hábito intestinal, sangue nas fezes ou perda de peso sem explicação.
A semelhança dos sinais mostra a importância de avaliação por um especialista, já que o diagnóstico certo e precoce diferencia desconfortos leves de problemas mais sérios. Assim, o tratamento pode começar no momento ideal e com segurança.
A hemorroida é a dilatação e inflamação de veias na região do ânus ou final do intestino. Essas veias agem como “almofadas” que ajudam no controle das fezes, mas podem inchar quando há muita pressão. O problema é comum e pode afetar pessoas de todas as idades.
Existem dois tipos principais de hemorroida: as internas, que ficam dentro do reto e nem sempre causam dor, mas podem sangrar durante a evacuação; e as externas, que aparecem ao redor do ânus e provocam coceira, dor ou pequenos inchaços visíveis.
No geral, surgimento das hemorroidas está ligado à pressão nas veias da região anal, que pode ocorrer por esforço para evacuar, prisão de ventre, gravidez ou sentar muito tempo. E, apesar de causar desconforto, o quadro raramente é grave.
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Os sintomas da hemorroida aparecem de formas diferentes, dependendo do tipo e da intensidade do problema. Nem todo mundo sente todos, mas alguns indicam que é hora de prestar atenção.
Entre os mais comuns, estão:
Esses sinais podem aparecer de vez em quando e costumam piorar em dias de esforço para evacuar ou quando a pessoa fica muito tempo sentada. A intensidade também depende do hábito intestinal e da hidratação diária.
A hemorroida não vira nem causa câncer, mas muitas pessoas fazem essa ligação por causa de sintomas parecidos. Sangue nas fezes, dor ao evacuar e sensação de pressão na região anal aparecem em ambos os casos, e isso gera confusão.
Além desses sintomas, o sangramento e a dor ou incômodo ao evacuar são comuns tanto nas hemorroidas quanto em alguns casos iniciais de câncer colorretal. A diferença está na origem do problema: nas hemorroidas, vem das veias inflamadas; no câncer, das células que crescem de forma descontrolada.
Enquanto o primeiro quadro pode aparecer de repente ou ser um problema recorrente que costuma melhorar com cuidados simples, o câncer colorretal se instala silenciosamente e pode levar meses ou anos para se manifestar, mostrando que cada doença segue seu próprio curso.
As hemorroidas não são consideradas um sinal de alerta para câncer colorretal, pois são um problema vascular local e não fazem parte da evolução do câncer nem aumentam o risco de desenvolvê-lo.
A presença de hemorroidas não deve ser interpretada como um sinal de câncer, e cada quadro precisa ser analisado de forma individual, considerando o conjunto de sintomas apresentados.
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O diagnóstico dessas duas condições é feito de formas diferentes, com exames específicos para cada caso. A escolha do método depende da região que precisa ser avaliada e do tipo de alteração que o profissional busca identificar no organismo.
Os tratamentos podem ser:
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O tratamento para hemorroidas foca no alívio da inflamação e na correção de hábitos que pressionam as veias. Em casos leves, o médico indica comer mais fibras, beber água e usar pomadas para diminuir o inchaço, e banhos de assento também ajudam a acalmar a região afetada e reduzir o desconforto.
Se o problema continuar, existem procedimentos simples feitos no próprio consultório, como a ligadura elástica para secar a veia. Em situações mais avançadas, a cirurgia pode ser necessária para remover os vasos dilatados de vez, com o objetivo de eliminar a dor.
Já o cuidado com o câncer colorretal é planejado de acordo com o tamanho e a localização do tumor. Na maioria das vezes, a principal escolha é a cirurgia para retirar a parte doente do intestino. Dependendo do caso, o médico também pode indicar sessões de quimioterapia ou radioterapia complementares.
Diferente das hemorroidas, o foco no câncer é eliminar as células ruins e evitar que a doença volte a aparecer. Por isso, o rastreio preventivo é o cuidado mais importante, especialmente para quem tem mais de 45 anos ou histórico de tumores na família.
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Adotar hábitos saudáveis ajuda a evitar as duas doenças, mas de maneiras diferentes no corpo. Para as hemorroidas, o foco é manter as fezes macias com fibras e água, evitando o esforço que inflama as veias. Já no câncer, esses mesmos hábitos protegem as células do intestino contra inflamações e substâncias nocivas.
Manter o corpo em movimento com exercícios regulares também ajuda o sistema digestivo a funcionar melhor, e o controle do peso e a redução do consumo de alimentos industrializados diminuem os riscos de problemas intestinais.
O cuidado mais importante, porém, é fazer os exames de rotina indicados pelo médico, especialmente após os 45 anos. Além disso, é importante procurar um especialista caso perceba sangramento nas fezes, mudanças no hábito de ir ao banheiro ou perda de peso sem explicação.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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