A densitometria óssea permite avaliar a densidade mineral e identificar riscos de fraturas; alimentação equilibrada e exercícios ajudam a preservar a saúde e a resistência óssea
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O Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde), com dados de 2023, mostrou que a osteoporose pode afetar mais de 200 milhões de pessoas no mundo. Ele afirmou também que cerca de 50% das mulheres e 20% dos homens a partir dos 50 anos terão alguma fratura causada pela doença ao longo da vida.
Ter pais ou avós com diagnóstico de fragilidade óssea não funciona como uma sentença inevitável. A genética atua como um molde que define o limite máximo de massa óssea que seu corpo consegue acumular até o início da vida adulta.
Embora o histórico familiar seja um fator de risco, ele não garante que a doença vá se manifestar. O desenvolvimento da condição resulta de uma combinação complexa entre essa predisposição e fatores externos ao DNA.
Mudanças hormonais, deficiência de cálcio, baixa exposição solar e sedentarismo pesam tanto quanto o histórico familiar. A vigilância médica e a adoção de hábitos protetores conseguem desacelerar a perda de minerais, mesmo em quem possui vários parentes afetados pela doença.
Se há casos de osteoporose na sua família, marque uma consulta na Rede Américas com um ortopedista para avaliar seus fatores de risco e conhecer as medidas preventivas indicadas para o seu caso.
A forma clássica da doença não passa de pai para filho de maneira exata ou matemática. Ela é considerada multifatorial, dependendo de uma soma de pequenos genes associados aos hábitos de vida diários. A herança familiar cria o terreno propício, mas o estilo de vida funciona como o gatilho que acelera ou freia a fraqueza da estrutura esquelética.
Genes específicos influenciam diretamente como o corpo controla as células responsáveis por desgastar os ossos. Essa predisposição genética altera o equilíbrio entre a perda e a criação de novo tecido ósseo. Por isso, conhecer o histórico da família ajuda a identificar quem precisa de monitoramento precoce para evitar fraturas futuras.
Existe uma exceção rara conhecida como osteoporose monogênica. Nesse cenário clínico específico, a fragilidade óssea extrema começa muito cedo, ainda na infância ou juventude. Ela ocorre devido a uma mutação em um único gene essencial para o colágeno ou para o metabolismo ósseo, caracterizando uma herança genética direta e mais severa.
O histórico familiar de primeiro grau eleva as chances de uma perda de massa óssea acelerada. A hereditariedade é o fator de risco mais frequente do distúrbio, diz a Sociedade Brasileira de Reumatologia.
Se sua mãe ou pai sofreu alguma fratura no quadril ou na coluna após os 50 anos devido a um tropeço simples, seu sinal de alerta deve ser ativado. Os genes determinam a eficiência e a velocidade com que o corpo substitui o osso velho por um tecido ósseo novo.
Ocorrem mudanças em certas proteínas que regulam a renovação dos ossos e servem como sinais de alerta no sangue. Esses marcadores biológicos ajudam a identificar a predisposição para a doença, principalmente em mulheres após a menopausa.
Além disso, moléculas genéticas específicas no sangue auxiliam no controle da proteção dos ossos e indicam como o paciente responderá ao tratamento. Quando há essa predisposição familiar documentada, o corpo humano pode apresentar uma falha sutil nessa renovação contínua.
Ocorre uma destruição celular levemente superior à capacidade de reconstrução. Ao longo de décadas de vida, essa pequena diferença diária resulta em ossos porosos, finos e suscetíveis a quebras.
A genética divide o espaço de risco com outras variáveis biológicas e ambientais de grande impacto. Compreender esses elementos ajuda a mapear a probabilidade individual antes que a primeira fratura aconteça.
O foco do acompanhamento médico atua na modificação do ambiente para proteger a genética. Mesmo que seu DNA indique uma tendência à osteopenia ou à osteoporose severa, intervenções precisas fortalecem a estrutura óssea de forma eficaz. O controle médico é essencial, pois alterações genéticas podem influenciar o tempo de tratamento e o risco de a doença voltar após a recuperação.
Algumas medidas preventivas incluem:
Leia também: Cálcio para osteoporose: como usar na prevenção e tratamento
A investigação médica preventiva precisa se antecipar aos sintomas físicos, levando em consideração os fatores de risco. O exame padrão-ouro utilizado para esse rastreio clínico é a densitometria óssea. Ela mede a densidade exata dos ossos do fêmur e da coluna, comparando os resultados com o esperado para a sua faixa etária.
O Ministério da Saúde indica que o exame deve ser solicitado para mulheres acima de 65 anos e homens acima de 70 anos. Mas, se existem casos confirmados na família, se a mulher passou por uma menopausa precoce ou tem histórico de fraturas por baixo impacto, o médico pode solicitar a densitometria a partir dos 50 anos.
O órgão também deixa claro que é possível solicitar o exame para adultos que tenham comorbidades ou façam uso contínuo de medicamentos ligados à perda de massa óssea. Ou ainda, quando há suspeita de osteoporose na radiografia simples.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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