Entenda como a doença se manifesta além dos tremores e saiba identificar os alertas que exigem avaliação médica especializada
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A assinatura em um documento, que antes era firme e clara, agora parece pequena e tremida. Um familiar comenta que seu rosto parece mais sério ou triste, mesmo quando você se sente bem. Esses detalhes, por vezes atribuídos ao cansaço ou ao envelhecimento, podem ser alguns dos primeiros indícios da doença de Parkinson.
Notou mudanças em alguém próximo ou em si mesmo? Incentive a avaliação médica ou busque uma orientação especializada.
A doença de Parkinson é uma condição neurológica crônica e progressiva que afeta principalmente o sistema motor, responsável pelos movimentos do corpo. Ela ocorre devido à degeneração de células nervosas em uma área do cérebro chamada substância negra.
Essas células são responsáveis pela produção de dopamina, um neurotransmissor que atua como mensageiro químico, auxiliando no controle dos movimentos. A redução dos seus níveis causa os sinais característicos da doença.
Muitas vezes, os primeiros indícios são tão sutis que passam despercebidos por meses ou até anos. Eles podem ser divididos entre manifestações não motoras, que por vezes acontecem antes dos problemas de movimento, e os sinais motores iniciais.
Antes mesmo que qualquer tremor seja notado, o corpo pode dar outros tipos de alerta. Estudo publicado no Science Direct, em 2018, indica que alterações como depressão e problemas de sono podem surgir anos antes dos tremores, funcionando como sinais precoces importantes.
A perda de olfato e as disfunções intestinais também são manifestações clínicas que podem aparecer muito antes de um diagnóstico clínico formal. Esse quadro não motor ressalta a importância de uma avaliação médica antecipada. Alguns deles são:
Quando os sintomas motores começam a aparecer, eles geralmente afetam um lado do corpo. Pequenas alterações motoras, como um tremor leve ou uma caligrafia menor, podem ser os primeiros indicativos, surgindo antes mesmo do diagnóstico formal.
Os mais comuns nessa fase são:
Com a progressão da doença, as manifestações motoras tornam-se mais evidentes e são a base para o diagnóstico clínico. Os quatro sinais cardinais são lentidão, tremor, rigidez e problemas de equilíbrio.
A doença de Parkinson é complexa e afeta o corpo de várias maneiras além do controle motor. Conforme a condição avança, outros características podem surgir, impactando significativamente a qualidade de vida.
A voz pode se tornar mais baixa (hipofonia), monótona e hesitante. A dificuldade para engolir (disfagia) pode ocorrer, aumentando o risco de engasgos e problemas nutricionais.
Dificuldades de atenção, planejamento e memória são comuns em estágios mais avançados. A depressão e a ansiedade também são manifestações frequentes, afetando o bem-estar emocional do paciente e de seus cuidadores.
Muitas pessoas com Parkinson relatam sentir dor, que pode ser muscular, devido à rigidez, ou neuropática. A fadiga intensa, um cansaço que não melhora com o repouso, também é um sintoma comum e debilitante.
Embora as manifestações clínicas principais sejam as mesmas, a forma como a disfunção se apresenta pode ter nuances. Em indivíduos com Parkinson de início precoce (antes dos 50 anos), a distonia (contrações musculares involuntárias) pode ser mais comum inicialmente.
Pesquisa divulgada na International Parkinson and Movement Disorder Society, em 2023, sugere que mulheres podem apresentar maior prevalência de queixas não motoras, como fadiga, depressão e dor. Entre elas o tremor pode ser inicialmente mais frequente. Contudo, cada caso é único e a progressão varia individualmente.
É importante saber que alguns problemas de saúde, como as disfunções da tireoide, podem causar queixas semelhantes aos do Parkinson, incluindo fala lenta e redução da expressão facial.
Por isso, a investigação da função da tireoide é fundamental para um diagnóstico preciso e para garantir o tratamento correto, caso a causa seja outra condição.
É fundamental procurar um neurologista se você ou alguém próximo apresentar uma combinação do quadro clínico, especialmente se eles forem persistentes e começarem a interferir nas atividades diárias. Preste atenção se notar:
Leia também: Diferença entre hipotireoidismo e hipertireoidismo
Não existe um exame de sangue ou de imagem específico para diagnosticar a doença de Parkinson. O diagnóstico é clínico, baseado na avaliação detalhada de um médico neurologista, que analisará o histórico de saúde e os sinais motores do paciente.
O tratamento visa controlar a sintomatologia e melhorar a qualidade de vida. Ele geralmente envolve uma abordagem multidisciplinar com medicamentos que ajudam a repor ou a simular a ação da dopamina no cérebro. Além de terapias de apoio como fisioterapia, fonoaudiologia e terapia ocupacional.
O acompanhamento médico regular é essencial para ajustar as estratégias terapêuticas conforme a doença progride.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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