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Tratamento para gonorreia em mulher: quais são os cuidados?

Uma infecção bacteriana tratável, mas que exige atenção. Saiba como identificar os sinais e a importância do diagnóstico e tratamento corretos

Resumo
  • A gonorreia é uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) causada por uma bactéria e, frequentemente, não apresenta sintomas em mulheres
  • O tratamento é eficaz e realizado com antibióticos específicos, que devem ser prescritos por um profissional de saúde
  • Tratar o(s) parceiro(s) sexual(is) simultaneamente é obrigatório para quebrar o ciclo de reinfecção e garantir a cura
  • A falta de tratamento adequado pode levar a complicações sérias, como Doença Inflamatória Pélvica (DIP) e infertilidade
  • O uso correto de preservativos em todas as relações sexuais é a maneira mais eficaz de prevenção
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Uma consulta de rotina no ginecologista ou, talvez, uma conversa com o parceiro acende um alerta. A suspeita de uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) como a gonorreia pode gerar ansiedade e muitas dúvidas, principalmente porque os sinais no corpo feminino nem sempre são claros.

Entender como a infecção se manifesta, como é feito o tratamento e quais os próximos passos é fundamental para cuidar da sua saúde e bem-estar. A boa notícia é que a gonorreia tem cura, e o caminho para ela envolve informação e acompanhamento médico. Converse com um médico da Rede Américas. 

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O que é a gonorreia e por que ela afeta as mulheres de forma diferente?

A gonorreia é uma IST causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae. Ela pode infectar o revestimento de diversas áreas do corpo, como a uretra, o colo do útero, o reto e a garganta.

Nas mulheres, a infecção frequentemente se concentra no colo do útero. Uma das maiores armadilhas da gonorreia feminina é que ela é, em muitos casos, assintomática, o que pode atrasar o diagnóstico e o início do tratamento. 

A bactéria pode se manifestar em regiões como a garganta ou o reto sem que haja qualquer sintoma visível. Essa ausência de sinais evidentes aumenta o risco de transmissão involuntária ao parceiro e de desenvolvimento de complicações graves a longo prazo se a infecção não for tratada.

Quais são os principais sintomas de gonorreia em mulheres?

Quando os sintomas aparecem, eles podem ser sutis e facilmente confundidos com outras condições, como uma infecção urinária ou candidíase. É essencial estar atenta a qualquer mudança no corpo.

Os sinais mais comuns de gonorreia incluem:

  • Aumento do corrimento vaginal, que pode ser amarelado ou esverdeado;
  • Dor ou sensação de ardor ao urinar;
  • Dor no baixo ventre ou na região pélvica;
  • Sangramento vaginal fora do período menstrual ou após a relação sexual;
  • Dor durante a relação sexual.

Caso a infecção ocorra no reto, pode haver coceira, dor ou sangramento anal. A infecção na garganta, geralmente assintomática, pode causar dor de garganta em alguns casos.

Como o diagnóstico da gonorreia é confirmado?

Somente um profissional de saúde pode diagnosticar a gonorreia. A suspeita clínica, baseada nos sintomas (quando presentes) e no histórico de exposição, é o primeiro passo. Para a confirmação, o médico solicitará exames laboratoriais detalhados.

O diagnóstico frequente por meio desses exames é a estratégia principal para identificar a infecção precocemente, permitindo que o tratamento interrompa a transmissão da bactéria. É importante saber que o patógeno pode estar presente na garganta ou região genital sem manifestar nenhum sintoma, exigindo uma avaliação cuidadosa. 

Normalmente, o diagnóstico é feito através da análise de amostras de secreção ou urina, e é comum que o médico solicite também testes para outras ISTs, como a clamídia, pois a coinfecção é frequente.

Leia também: Qual exame detecta gonorreia: como funciona o diagnóstico e qual o preparo 

Tratamento para gonorreia em mulher

A infecção é tratada com antibióticos e o tratamento deve ser iniciado o mais rápido possível após a confirmação do diagnóstico. Medicamentos como a ceftriaxone são frequentemente utilizados.

O tratamento da gonorreia feminina muitas vezes envolve antibióticos em dose única, administrados por injeção e, por vezes, associados a outro por via oral. É fundamental seguir à risca a prescrição médica e não se automedicar.

A resistência do microrganismo causador da doença a certos antibióticos tem aumentado, o que ameaça a eficácia dos tratamentos. Por isso, é urgente que as mulheres busquem o diagnóstico e tratamento adequados rapidamente, para evitar complicações graves, como a infertilidade. Antibióticos que funcionaram no passado podem não ser mais eficazes.

Por que tratar o parceiro é fundamental para a cura?

O tratamento do parceiro sexual não é uma opção, mas uma parte essencial do processo de cura. Para evitar reinfecções e complicações à saúde reprodutiva, é necessário que o tratamento seja realizado pelo casal simultaneamente. Mesmo que o parceiro não tenha nenhum sintoma, ele pode estar infectado e transmitir a bactéria de volta, criando um ciclo de reinfecção.

Todos os parceiros sexuais dos últimos 60 dias devem ser informados, testados e tratados. Esta é uma medida de saúde pública e de cuidado mútuo, indispensável para interromper a cadeia de transmissão da doença.

O que acontece se a gonorreia em mulher não for tratada?

A falta de tratamento adequado pode levar a consequências sérias e permanentes para a saúde da mulher. A bactéria pode ascender do colo do útero para o útero e as trompas, causando a Doença Inflamatória Pélvica (DIP). 

É urgente que as mulheres busquem o diagnóstico para evitar complicações graves. A DIP é uma condição grave que pode resultar em:

  • Formação de cicatrizes nas trompas, bloqueando a passagem do óvulo;
  • Infertilidade;
  • Aumento do risco de gravidez ectópica (quando o embrião se desenvolve fora do útero);
  • Dor pélvica crônica.

Quais cuidados são necessários após iniciar o tratamento?

Após iniciar o tratamento, alguns cuidados são importantes para garantir a recuperação completa e evitar a reinfecção. O médico irá orientar sobre o período de abstinência sexual, que geralmente é de, no mínimo, 7 dias após o término da medicação por ambos os parceiros e o desaparecimento dos sintomas.

Se as manifestações persistirem mesmo após o tratamento, é preciso retornar ao médico. Isso pode ser um sinal de resistência da bactéria aos antibióticos utilizados, necessitando de uma reavaliação do esquema terapêutico.

Como é o tratamento da gonorreia durante a gravidez?

Mulheres grávidas com gonorreia devem ser tratadas imediatamente para evitar riscos para o bebê. A infecção pode ser transmitida para a criança durante o parto, causando uma séria infecção ocular (conjuntivite gonocócica) que pode levar à cegueira se não for tratada.

O tratamento nesses casos é feito com antibióticos considerados seguros para uso na gravidez. O pré-natal é o momento ideal para realizar a testagem e garantir a saúde da mãe e do bebê.

Como prevenir a infecção por gonorreia?

A prevenção é a ferramenta mais poderosa contra a gonorreia e outras ISTs. As medidas mais eficazes são simples e acessíveis:

  • Uso de preservativos: utilizar camisinha (masculina ou feminina) corretamente em todas as relações sexuais (vaginal, anal e oral) reduz significativamente o risco de transmissão
  • Testagem regular: realizar exames para ISTs regularmente, especialmente ao iniciar um novo relacionamento ou se tiver múltiplos parceiros
  • Diálogo: manter uma comunicação aberta com o parceiro sobre histórico sexual e a importância da testagem mútua

Cuidar da sua saúde sexual é um ato de amor-próprio e responsabilidade. Ao perceber qualquer sinal ou se tiver dúvidas, não hesite em procurar um ginecologista ou infectologista.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.

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