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A pílula do dia seguinte é um método contraceptivo de emergência usado depois de relações desprotegidas; quando usada com frequência, pode ter menos eficácia

A pílula do dia seguinte protege contra a gravidez só da última relação sexual desprotegida. Isso significa que ela não mantém o efeito para novas relações que aconteçam depois da ingestão, mesmo que no mesmo dia.
O remédio age com o hormônio levonorgestrel, que pode atrasar ou impedir a liberação do óvulo depois da relação. Esse mecanismo reduz a chance de fecundação, mas não atua em exposições posteriores, que exigem uma nova dose.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde indicam esse tipo de contracepção de emergência como uso pontual. A eficácia varia conforme o tempo de uso após a relação, com maior efeito quando tomada nas primeiras 24 horas.
Ginecologistas são os médicos que podem recomendar os métodos contraceptivos ideais para as necessidades de cada mulher. A Rede Américas conta com profissionais renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
A pílula do dia seguinte é um método de contracepção de emergência usado para diminuir o risco de gravidez depois de uma relação sexual desprotegida. Ela contém hormônios, como o levonorgestrel, que atuam no organismo de várias formas.
O principal efeito desse hormônio é atrasar ou impedir a ovulação, ou seja, evitar que o ovário da mulher libere o óvulo que poderia ser fecundado. A substância também pode alterar o muco do colo do útero, dificultando a movimentação dos espermatozoides.
É importante saber que o método não interrompe uma gravidez já estabelecida. Segundo a OMS, se a fecundação e a implantação no útero já aconteceram, a pílula não tem efeito algum.
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A pílula do dia seguinte foi criada para agir sobre a relação sexual sem proteção que já aconteceu antes da ingestão. Sendo assim, o remédio atua para reduzir a chance de gravidez ligada a esse episódio específico.
Esse método contraceptivo, então, não protege relações sexuais que acontecem depois do uso e não deve ser usado como anticoncepcional de rotina. A indicação é sempre para situações pontuais, como relações sexuais em que o preservativo furou, por exemplo.
Quando tem mais de uma relação sem proteção em um curto intervalo, como no mesmo dia, antes da tomada, uma única dose pode agir sobre esses eventos. O tempo entre a relação e o uso influencia a eficácia, que diminui conforme as horas passam.
A dúvida sobre a dose da pílula do dia seguinte proteger contra relações sexuais futuras é comum, e a resposta é que o remédio não cria proteção contínua após o uso. A dose hormonal age por um período curto e depois é eliminada pelo organismo da mulher.
Assim, a pílula age sobre a relação sexual que já aconteceu antes da ingestão, com foco em atrasar ou impedir a ovulação naquele momento do ciclo, e relações sexuais depois do uso não entram nessa proteção.
Após a ingestão, a ovulação pode acontecer em outro momento. Cada nova relação sem proteção depois disso passa a ter risco de gravidez. Além disso, relações desprotegidas em um mesmo ciclo aumentam a chance de engravidar.
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O tempo depois da relação sexual sem proteção influencia o resultado da pílula do dia seguinte. Quanto mais rápido ela é usada, maior a chance de evitar a gravidez. Então, a eficácia diminui conforme as horas passam após a relação, e o uso imediato é indicado.
Assim, uma pesquisa publicada na revista científica The Lancet estima que a eficácia seja:
Mesmo que algumas versões da pílula do dia seguinte possam ser usadas até 120 horas, o que equivale a cinco dias após a relação, o uso logo nas primeiras horas aumenta a chance de eficácia, então essa é a principal recomendação.
Por ter uma dose alta de hormônios, a pílula do dia seguinte pode provocar algumas reações no organismo. Esses efeitos costumam ser passageiros e tendem a desaparecer em poucos dias. Os mais comuns incluem
Se a mulher tiver vômito até duas horas depois de tomar a pílula, é importante procurar orientação médica, especialmente de um ginecologista. Em alguns casos, pode ser preciso repetir a dose.
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A confirmação da eficácia da pílula do dia seguinte acontece com a chegada da próxima menstruação. O ciclo pode sofrer atraso de alguns dias ou até cerca de uma semana. Então, se a menstruação não vier até sete dias depois da data prevista, é indicado fazer um teste de gravidez e procurar um ginecologista.
A pílula do dia seguinte é um recurso de emergência, não um método de uso contínuo. O uso frequente não é indicado, porque ela não funciona como anticoncepcional de rotina e não protege relações sexuais que acontecem depois da ingestão. O método é indicado só para situações pontuais depois do sexo sem proteção, já que tem:
Em qualquer caso, o mais indicado é buscar orientação de um profissional de saúde para escolher um método contraceptivo seguro e adequado para uso regular, de acordo com o corpo e a rotina da paciente.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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