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A pílula do dia seguinte evita gravidez e não causa aborto. Ela não protege contra ISTs e não deve ser usada com frequência

Aconteceu. Seja por um preservativo que rompeu, o esquecimento do anticoncepcional habitual ou uma relação sexual desprotegida, a dúvida sobre uma gravidez não planejada pode gerar grande ansiedade.
Nesse momento, a pílula do dia seguinte surge como uma importante opção de contracepção de emergência. Evite novas emergências e utilize o método contraceptivo adequado para o seu caso. Prevenir é sempre o melhor caminho. Agende sua consulta com um ginecologista da Rede Américas mais próximo de você.
A pílula do dia seguinte é um contraceptivo de emergência hormonal. Seu principal componente é o levonorgestrel, uma versão sintética do hormônio progesterona. Este método age impedindo ou atrasando a liberação do óvulo, sendo uma medida segura para evitar a gravidez após falhas contraceptivas.
De forma simples, ela atua para que o ovário não libere o óvulo, evitando assim que ele seja fecundado pelo espermatozoide. Pode também dificultar o transporte do óvulo e do espermatozoide pelas trompas. É fundamental entender que a pílula do dia seguinte não é abortiva, pois age antes que uma possível gestação se inicie.
O remédio deve ser utilizado em situações emergenciais e específicas, após uma relação sexual em que houve falha do método contraceptivo usual ou que ocorreu sem proteção. Algumas situações incluem:
Este método não deve, em hipótese alguma, substituir um método contraceptivo de rotina, como a pílula diária, o DIU, o implante ou o preservativo.
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O tempo é o fator mais crítico para a eficácia. Embora o nome sugira o "dia seguinte", o ideal é tomá-la o mais rápido possível após a relação desprotegida. A sua ação diminui a cada hora que passa.
Para garantir uma maior eficiência, a pílula deve ser tomada o quanto antes. A preferência é de que seja nas primeiras horas e em até 72 horas (três dias) após a relação desprotegida.
Após 72 horas (3 dias), a eficácia da maioria das pílulas de levonorgestrel é consideravelmente baixa, não sendo mais indicada. É fundamental buscar orientação médica se o prazo for ultrapassado.
A forma de tomar depende da apresentação do medicamento adquirido, que pode ser de dose única ou fracionada. É necessário ler a bula antes de usar e, se possível, buscar a orientação de um farmacêutico.
É importante notar que a dose, seja única (1,5mg) ou em duas doses com intervalo de 12 horas (0,75mg cada), pode ser orientada por um profissional de saúde, considerando fatores individuais.
A versão mais comum disponível hoje contém 1,5 mg de levonorgestrel em um único comprimido. Ele deve ser ingerido de uma só vez, com um pouco de água, o mais rápido possível após a relação sexual desprotegida.
Essa apresentação vem com dois comprimidos, cada um com 0,75 mg de levonorgestrel. O primeiro deve ser tomado logo após a relação e o segundo, 12 horas depois do primeiro. Alguns especialistas e bulas já recomendam tomar os dois comprimidos juntos, em dose única, para evitar esquecimento e garantir a mesma eficácia.
Caso você vomite em um período de 3 a 4 horas após ter ingerido o comprimido, é provável que o medicamento não tenha sido absorvido pelo organismo. Nessa situação, é recomendado tomar uma nova dose. Procure um serviço de saúde para receber a orientação correta.
A alta dose hormonal pode causar reações adversas em algumas mulheres, embora nem todas as apresentem. Os efeitos mais comuns costumam ser leves e desaparecer em poucos dias. Entre eles, estão:
A única maneira de confirmar a efetividade da pílula do dia seguinte é esperar a vinda da menstruação. Se a menstruação ocorrer na data esperada ou com poucos dias de variação (até 7 dias de atraso é considerado comum), é um forte indicativo de que o método funcionou.
Se o período menstrual atrasar por mais de uma semana em relação à data prevista, é fundamental realizar um teste de gravidez e procurar um médico para avaliação, independentemente do resultado.
Nenhum método contraceptivo é 100% eficaz, e a pílula de emergência não é exceção. A principal causa de falha é a demora em tomar o medicamento. Se a ovulação já tiver ocorrido no momento da relação ou logo após, a pílula pode não ser capaz de impedir a fecundação.
Alguns medicamentos podem interagir com o levonorgestrel e reduzir os seus resultados. É importante informar ao médico ou farmacêutico sobre o uso de qualquer outro remédio, especialmente:
O consumo de álcool não corta o efeito, mas o excesso pode provocar vômito, o que anula a ação do medicamento se ocorrer logo após a ingestão.
A pílula do dia seguinte não foi desenvolvida para uso frequente. O uso repetido em um mesmo ciclo menstrual pode desregular completamente o sistema hormonal, reduzir a eficácia contraceptiva e aumentar a incidência de efeitos colaterais. Ela é uma ferramenta para emergências, não para o planejamento familiar rotineiro.
É preciso reforçar que a pílula do dia seguinte oferece proteção apenas contra uma possível gravidez. Ela não previne Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), como HIV, sífilis, gonorreia e HPV. O uso de preservativo (camisinha) em todas as relações sexuais continua sendo o método mais eficaz para a dupla proteção.
Sempre que houver dúvidas, é importante buscar ajuda profissional. No entanto, a procura por um ginecologista é essencial nas seguintes situações:
Um profissional de saúde poderá oferecer o melhor aconselhamento para sua segurança e bem-estar.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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