InícioSaúdeSaúde da mulher

Resuma este artigo com IA:

Dismenorreia primária: entenda o que é, os sintomas e como tratar cólicas

A dismenorreia primária é caracterizada por cólicas menstruais que não estão ligadas a doenças no útero ou ovários; a dor costuma ser forte e se concentrar no baixo ventre

Resumo
  • A dismenorreia primária é a cólica menstrual sem relação com doenças no útero ou na pelve, causada por substâncias que aumentam as contrações uterinas;
  • O quadro costuma aparecer nos primeiros anos após a primeira menstruação, é mais frequente em adolescentes e pode ter influência familiar na intensidade da dor;
  • A dor surge no início ou durante a menstruação, pode durar de 12 a 72 horas e vir acompanhada de sintomas como náusea, cansaço, diarreia e dor de cabeça;
  • O diagnóstico é feito pela avaliação dos sintomas e do ciclo menstrual, com análise médica para descartar outras causas de dor na região pélvica;
  • O tratamento combina medicamentos, como anti-inflamatórios e anticoncepcionais hormonais, com medidas como calor local, atividade física e mudanças na rotina.
dismenorréia primária​1.webp

A dismenorreia primária é o termo médico usado para a cólica menstrual, com dor na região inferior do abdômen sem doença no útero ou na pelve. O quadro está relacionado ao aumento de prostaglandinas, que estimulam contrações do útero durante a menstruação.

A dor costuma começar algumas horas antes ou no início do fluxo menstrual e pode durar entre 12 e 72 horas. A intensidade varia de leve a forte e pode vir acompanhada de sintomas como náusea, vômito, cansaço, diarreia e dor de cabeça.

O desconforto pode afetar a rotina e está entre as causas de faltas em atividades escolares e de trabalho em jovens. O tratamento inclui o uso de anti-inflamatórios, contraceptivos hormonais e medidas como aplicação de calor na região abdominal.

Ginecologistas são os médicos que podem acompanhar o diagnóstico e o tratamento de mulheres com dismenorreia primária. A Rede Américas conta com profissionais renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.

Hospital

Localização

Agendamento

Hospital Leforte Morumbi

Rua dos Três Irmãos, 121

Marque a consulta com um ginecologista em São Paulo

Hospital Nossa Senhora do Carmo

R. Jaguaruna, 105

Consulte um ginecologista no Rio de Janeiro

Hospital Brasília

SHIS QI 15

Agende seu horário com um ginecologista em Brasília

A Rede Américas conta com ginecologistas renomados.

Encontre um especialista perto de você!

O que é dismenorreia primária e por que acontece?

A dismenorreia primária é a cólica menstrual que acontece sem presença de doença ginecológica identificável. O quadro costuma aparecer nos primeiros anos após a menarca, a primeira menstruação, e é comum em adolescentes e mulheres jovens.

Em muitos casos, há histórico familiar, o que sugere influência genética na força da dor.

A dor ocorre sem alterações no útero ou na pelve e está ligada ao aumento de prostaglandinas, substâncias produzidas pelo organismo durante o ciclo menstrual. Essas substâncias aumentam as contrações do útero, o que gera o quadro de cólica característica.

O papel das prostaglandinas

A principal causa da dismenorreia primária é o aumento da produção de prostaglandinas pelo endométrio, tecido que reveste o interior do útero. Essas substâncias participam do processo menstrual e ajudam o útero a se contrair para eliminar o tecido endometrial.

Quando estão em excesso, as prostaglandinas intensificam as contrações do útero. Isso leva a contrações mais fortes e frequentes, que comprimem os vasos sanguíneos da região e reduzem temporariamente a chegada de oxigênio ao músculo uterino. Essa redução provoca dor em forma de cólica, semelhante a uma cãibra.

A diferença entre dismenorreia primária e secundária

É importante não confundir a dismenorreia primária com a dismenorreia secundária. Na primária, a dor não está ligada a uma doença identificável. Já na forma secundária, a cólica menstrual é um sinal de uma condição médica que afeta o útero ou outros órgãos pélvicos:

Característica

Dismenorreia primária

Dismenorreia secundária

Início

Costuma aparecer entre seis meses e dois anos depois da primeira menstruação

Pode surgir em qualquer fase da vida, mas é mais comum depois dos 25 anos

Causa

Está ligada ao excesso de prostaglandinas, sem presença de doença na pelve

Associada a doenças como endometriose, miomas e adenomiose

Duração da dor

A dor começa pouco antes ou junto com o fluxo menstrual e dura de um a três dias

A dor pode começar dias antes da menstruação e continuar mesmo depois do fim do fluxo

Sintomas associados

Pode vir acompanhada de sintomas como náusea, dor de cabeça e dor nas costas

Pode ter dor na relação sexual, sangramento fora do período e dificuldade para engravidar

A observação atenta de quando a dor aparece, quanto tempo dura e quais sintomas vêm junto ajuda a entender se há necessidade de uma avaliação mais detalhada com um profissional de saúde.

Leia também: O que é bom para dor de cólica? Veja como aliviar o desconforto

Quais são os sintomas da dismenorreia primária?

A dor da dismenorreia primária costuma ser descrita como cólica ou pontadas na parte inferior do abdômen. Ela pode aparecer de forma contínua ou em intervalos e, em alguns casos, se espalhar para as costas e as coxas.

Além da dor, outros sintomas podem aparecer pela ação das prostaglandinas, como:

  • Diarreia;
  • Dor de cabeça;
  • Náusea e vômito;
  • Cansaço e fadiga;
  • Tontura e irritabilidade.

Esses sintomas não são iguais para todas as mulheres e podem mudar de um ciclo para outro, tanto na intensidade quanto nos sinais que aparecem juntos.

Como é feito o diagnóstico do quadro?

O diagnóstico da dismenorreia primária é feito a partir da avaliação clínica, com base no relato da paciente. O ginecologista investiga quando os sintomas começaram, como a dor se manifesta, sua relação com o ciclo menstrual e o impacto na rotina.

O exame físico, incluindo o exame pélvico, pode ser realizado para excluir outras alterações. Em casos com padrão típico, especialmente em adolescentes, exames de imagem como o ultrassom nem sempre são necessários.

Leia também: Ibuprofeno para cólica menstrual: como funciona e quando usar?

Quais são as opções de tratamento para a dor?

O tratamento da dismenorreia primária busca aliviar a dor e melhorar a qualidade de vida. Ele pode incluir o uso de medicamentos e medidas sem remédios, e a escolha depende da intensidade dos sintomas e da avaliação médica.

Remédios

O primeiro tratamento com medicamentos costuma ser feito com anti-inflamatórios não esteroides (AINEs). Eles reduzem a produção de prostaglandinas, substâncias ligadas às contrações do útero e à dor.

Quando esses remédios não são suficientes ou quando há interesse em contracepção, podem ser usados anticoncepcionais, como pílulas, adesivos e anéis vaginais. Eles evitam a ovulação e deixam o endométrio mais fino, o que reduz a produção de prostaglandinas.

Mudanças no estilo de vida

Existem também estratégias que ajudam a aliviar o desconforto além do uso de medicamentos. Essas medidas podem diminuir a necessidade de remédios ou melhorar o efeito do tratamento, e incluem:

  • Aplicação de calor: o uso de bolsa de água quente ou banho morno ajuda a relaxar os músculos do útero;
  • Técnicas de relaxamento: práticas como ioga e meditação podem contribuir para diminuir a percepção da dor;
  • Ajustes na alimentação: uma dieta com mais ômega-3 e menos gorduras saturadas pode ajudar a reduzir processos inflamatórios;
  • Exercícios físicos: atividades como caminhada ou natação podem aumentar a liberação de endorfinas e melhorar a circulação sanguínea.

A forma como essas medidas funcionam pode variar de pessoa para pessoa e também ao longo dos ciclos menstruais, conforme a intensidade dos sintomas.

A dismenorreia primária pode afetar a fertilidade?

A dismenorreia primária, por si só, não causa infertilidade. Isso acontece porque não há alterações estruturais ou doenças nos órgãos reprodutivos que afetem a capacidade de engravidar.

A dificuldade para engravidar costuma estar relacionada a condições que provocam dismenorreia secundária, como a endometriose. Assim, a avaliação médica é importante para diferenciar os dois casos.

Leia também: Será que a mulher que tem endometriose pode engravidar? Entenda

Quando procurar ajuda de um ginecologista?

Mesmo que a cólica menstrual seja frequente, não é esperado que a dor impeça as mulheres de fazer as atividades da rotina. Por isso, a avaliação com um ginecologista é indicada quando aparecem situações como:

  • A dor começou anos depois da primeira menstruação;
  • As cólicas pioraram de repente ou mudaram de padrão;
  • Os analgésicos e anti-inflamatórios comuns não aliviam o desconforto;
  • A dor é tão forte que atrapalha tarefas do dia a dia, como ir à escola ou ao trabalho;
  • Há outros sinais associados, como sangramento intenso, dor fora do período menstrual ou dor durante a relação sexual.

O acompanhamento médico ajuda a confirmar o diagnóstico e a definir o tratamento mais adequado, contribuindo para um ciclo menstrual com mais conforto e qualidade de vida.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.

Bibliografia
  • AMERICAN COLLEGE OF OBSTETRICIANS AND GYNECOLOGISTS (ACOG). Dysmenorrhea: painful periods. Disponível em: https://www.acog.org/womens-health/faqs/dysmenorrhea-painful-periods. Acesso em: 18 maio 2026.
  • BRASIL. Ministério da Saúde. Cólicas menstruais. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/colicas-menstruais/. Acesso em: 18 maio 2026.
  • FEDERAÇÃO BRASILEIRA DAS ASSOCIAÇÕES DE GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA (FEBRASGO). Dismenorreia: abordagem diagnóstica e terapêutica. Disponível em: https://www.febrasgo.org.br/media/k2/attachments/FeminaZ09Z-ZWeb.pdf. Acesso em: 18 maio 2026.
  • GUIMARÃES, I.; PÓVOA, A. M. Dismenorreia primária: avaliação e tratamento. Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. Disponível em: https://journalrbgo.org/article/primary-dysmenorrhea-assessment-and-treatment/. Acesso em: 18 maio 2026.
  • IACOVIDES, S. et al. What we know about primary dysmenorrhea today: a critical review. Human Reproduction Update. Disponível em: https://academic.oup.com/humupd/article/21/6/762/2358046. Acesso em: 18 maio 2026.
  • MANUAL MSD. Dismenorreia. Disponível em: https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/ginecologia-e-obstetr%C3%ADcia/sangramento-uterino-anormal/dismenorreia. Acesso em: 18 maio 2026.
  • MARJORIBANKS, J. et al. Nonsteroidal anti-inflammatory drugs for dysmenorrhoea. Cochrane Database of Systematic Reviews. Disponível em: https://www.cochranelibrary.com/cdsr/doi/10.1002/14651858.CD001751.pub3/full. Acesso em: 18 maio 2026.
  • MEDLINEPLUS. Painful menstrual periods. Disponível em: https://medlineplus.gov/ency/article/003150.htm. Acesso em: 18 maio 2026.
  • NATIONAL HEALTH SERVICE (NHS). Period pain. Disponível em: https://www.nhs.uk/conditions/period-pain/. Acesso em: 18 maio 2026.
  • NATIONAL INSTITUTE FOR HEALTH AND CARE EXCELLENCE (NICE). Heavy menstrual bleeding: assessment and management. Disponível em: https://www.nice.org.uk/guidance/ng88. Acesso em: 18 maio 2026.
  • PROCTOR, M.; FARBROT, T. et al. Diagnosis and management of dysmenorrhoea. BMJ. Disponível em: https://www.bmj.com/content/332/7550/1134. Acesso em: 18 maio 2026.
  • WONG, C. L. et al. Oral contraceptive pill for primary dysmenorrhoea. Cochrane Database of Systematic Reviews. Disponível em: https://www.cochranelibrary.com/cdsr/doi/10.1002/14651858.CD002120.pub3/full. Acesso em: 18 maio 2026.

UNIDADES ONDE ESPECIALISTAS ATENDEM

NAVEGUE PELAS NOSSAS UNIDADES

Foto do Hospital Samaritano Higienópolis

Hospital Samaritano Higienópolis

Localização

R. Conselheiro Brotero, 1486 - Higienópolis, São Paulo - SP, CEP 01232-010

Telefone(11) 3821-5300

Foto do Hospital São Lucas Copacabana

Hospital São Lucas Copacabana

Localização

Tv. Frederico Pamplona, 32 - Copacabana, Rio de Janeiro - RJ, CEP 22061-080

Telefone(21) 2545-4000

Foto do CHN - Complexo Hospitalar de Niterói

CHN - Complexo Hospitalar de Niterói

Localização

Tv. Lasalle, 12 - Centro, Niterói - RJ, CEP 24020-096

Telefone(21) 2729-1000

Foto do Hospital da Bahia

Hospital da Bahia

Localização

Av. Prof. Magalhães Neto, 1541 - Pituba, Salvador - BA, CEP 41810-011

Telefone(71) 4020-0057

Foto do Hospital Santa Paula

Hospital Santa Paula

Localização

Av. Santo Amaro, 2468 - Brooklin Paulista, São Paulo - SP, CEP 04556-100

Telefone(11) 3040-8000

Foto do Hospital Nossa Senhora do Carmo

Hospital Nossa Senhora do Carmo

Localização

R. Jaguaruna, 105 - Campo Grande, Rio de Janeiro - RJ, CEP 23080-160

Telefone(21) 3316-2900

Foto do Maternidade Brasília

Maternidade Brasília

Localização

QMSW 4 - Sudoeste,  Brasília - DF

Telefone(61) 2196-5300

Ícone do WhatsAppÍcone médicoAgende sua consulta