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A dismenorreia primária é caracterizada por cólicas menstruais que não estão ligadas a doenças no útero ou ovários; a dor costuma ser forte e se concentrar no baixo ventre

A dismenorreia primária é o termo médico usado para a cólica menstrual, com dor na região inferior do abdômen sem doença no útero ou na pelve. O quadro está relacionado ao aumento de prostaglandinas, que estimulam contrações do útero durante a menstruação.
A dor costuma começar algumas horas antes ou no início do fluxo menstrual e pode durar entre 12 e 72 horas. A intensidade varia de leve a forte e pode vir acompanhada de sintomas como náusea, vômito, cansaço, diarreia e dor de cabeça.
O desconforto pode afetar a rotina e está entre as causas de faltas em atividades escolares e de trabalho em jovens. O tratamento inclui o uso de anti-inflamatórios, contraceptivos hormonais e medidas como aplicação de calor na região abdominal.
Ginecologistas são os médicos que podem acompanhar o diagnóstico e o tratamento de mulheres com dismenorreia primária. A Rede Américas conta com profissionais renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
A dismenorreia primária é a cólica menstrual que acontece sem presença de doença ginecológica identificável. O quadro costuma aparecer nos primeiros anos após a menarca, a primeira menstruação, e é comum em adolescentes e mulheres jovens.
Em muitos casos, há histórico familiar, o que sugere influência genética na força da dor.
A dor ocorre sem alterações no útero ou na pelve e está ligada ao aumento de prostaglandinas, substâncias produzidas pelo organismo durante o ciclo menstrual. Essas substâncias aumentam as contrações do útero, o que gera o quadro de cólica característica.
A principal causa da dismenorreia primária é o aumento da produção de prostaglandinas pelo endométrio, tecido que reveste o interior do útero. Essas substâncias participam do processo menstrual e ajudam o útero a se contrair para eliminar o tecido endometrial.
Quando estão em excesso, as prostaglandinas intensificam as contrações do útero. Isso leva a contrações mais fortes e frequentes, que comprimem os vasos sanguíneos da região e reduzem temporariamente a chegada de oxigênio ao músculo uterino. Essa redução provoca dor em forma de cólica, semelhante a uma cãibra.
É importante não confundir a dismenorreia primária com a dismenorreia secundária. Na primária, a dor não está ligada a uma doença identificável. Já na forma secundária, a cólica menstrual é um sinal de uma condição médica que afeta o útero ou outros órgãos pélvicos:
A observação atenta de quando a dor aparece, quanto tempo dura e quais sintomas vêm junto ajuda a entender se há necessidade de uma avaliação mais detalhada com um profissional de saúde.
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A dor da dismenorreia primária costuma ser descrita como cólica ou pontadas na parte inferior do abdômen. Ela pode aparecer de forma contínua ou em intervalos e, em alguns casos, se espalhar para as costas e as coxas.
Além da dor, outros sintomas podem aparecer pela ação das prostaglandinas, como:
Esses sintomas não são iguais para todas as mulheres e podem mudar de um ciclo para outro, tanto na intensidade quanto nos sinais que aparecem juntos.
O diagnóstico da dismenorreia primária é feito a partir da avaliação clínica, com base no relato da paciente. O ginecologista investiga quando os sintomas começaram, como a dor se manifesta, sua relação com o ciclo menstrual e o impacto na rotina.
O exame físico, incluindo o exame pélvico, pode ser realizado para excluir outras alterações. Em casos com padrão típico, especialmente em adolescentes, exames de imagem como o ultrassom nem sempre são necessários.
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O tratamento da dismenorreia primária busca aliviar a dor e melhorar a qualidade de vida. Ele pode incluir o uso de medicamentos e medidas sem remédios, e a escolha depende da intensidade dos sintomas e da avaliação médica.
O primeiro tratamento com medicamentos costuma ser feito com anti-inflamatórios não esteroides (AINEs). Eles reduzem a produção de prostaglandinas, substâncias ligadas às contrações do útero e à dor.
Quando esses remédios não são suficientes ou quando há interesse em contracepção, podem ser usados anticoncepcionais, como pílulas, adesivos e anéis vaginais. Eles evitam a ovulação e deixam o endométrio mais fino, o que reduz a produção de prostaglandinas.
Existem também estratégias que ajudam a aliviar o desconforto além do uso de medicamentos. Essas medidas podem diminuir a necessidade de remédios ou melhorar o efeito do tratamento, e incluem:
A forma como essas medidas funcionam pode variar de pessoa para pessoa e também ao longo dos ciclos menstruais, conforme a intensidade dos sintomas.
A dismenorreia primária, por si só, não causa infertilidade. Isso acontece porque não há alterações estruturais ou doenças nos órgãos reprodutivos que afetem a capacidade de engravidar.
A dificuldade para engravidar costuma estar relacionada a condições que provocam dismenorreia secundária, como a endometriose. Assim, a avaliação médica é importante para diferenciar os dois casos.
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Mesmo que a cólica menstrual seja frequente, não é esperado que a dor impeça as mulheres de fazer as atividades da rotina. Por isso, a avaliação com um ginecologista é indicada quando aparecem situações como:
O acompanhamento médico ajuda a confirmar o diagnóstico e a definir o tratamento mais adequado, contribuindo para um ciclo menstrual com mais conforto e qualidade de vida.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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