A dispareunia de profundidade provoca dor durante penetrações mais profundas; muitas mulheres convivem com o desconforto por acreditarem que a dor na relação é normal
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A dispareunia de profundidade causa dor durante penetrações profundas na relação sexual. O desconforto costuma ser na parte interna da vagina, na região da pelve ou na parte baixa da barriga. A dor pode surgir só em algumas posições sexuais ou em todas as relações.
O problema pode estar ligado a doenças ginecológicas, tensão nos músculos da pelve, inflamações e condições como endometriose. E fatores emocionais, como a ansiedade, também podem influenciar o quadro.
Além da dor física, a dispareunia de profundidade pode afetar a intimidade, a autoestima e a qualidade de vida da mulher. O quadro também pode causar insegurança, medo da relação sexual e aumento da tensão muscular na região íntima.
Ginecologistas são os médicos que podem acompanhar o diagnóstico e o tratamento de pacientes com o quadro. A Rede Américas conta com profissionais renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
Dispareunia é o nome dado à dor na região íntima que pode acontecer antes, durante ou depois da relação sexual. Nesse quadro, essa dor aparece durante penetrações profundas, quando há contato com regiões internas da pelve, como o fundo da vagina e colo do útero.
O desconforto acontece quando a penetração pressiona áreas sensíveis, inflamadas ou com alguma alteração na região pélvica. Muitas mulheres descrevem a dor como uma pontada, cólica, pressão forte ou sensação de “batida” no fundo da vagina.
Em alguns casos, o sintoma pode estar relacionado a inflamações ou alterações em órgãos internos, como útero, ovários e estruturas que ajudam a sustentar esses órgãos. A consulta com um ginecologista é importante para identificar as possíveis causas da dor.
Leia também: Dispareunia: o que é a dor na relação sexual e como tratar a disfunção
A diferenciação dos tipos de dispareunia ajuda a direcionar a investigação médica. A principal diferença entre eles está na região onde a dor acontece. Sendo assim:
Em alguns casos, a mulher pode sentir os dois tipos de dor ao mesmo tempo. Por isso, a avaliação médica leva em conta como o desconforto acontece, quando ele aparece, há quanto tempo ocorre e se existem outros sintomas associados.
A dor profunda durante a relação sexual costuma estar ligada a problemas que afetam os órgãos da região pélvica, já que, durante penetrações mais profundas, o contato com áreas inflamadas, sensíveis ou com alterações pode provocar o desconforto.
A endometriose está entre as causas mais comuns de dispareunia de profundidade. A doença acontece quando o tecido que reveste o útero cresce fora dele e passa a atingir outras regiões da pelve. Quando essas lesões ficam próximas ao colo do útero, atrás do útero ou entre o útero e o reto, a penetração profunda pode causar muita dor.
O desconforto aparece porque a endometriose provoca inflamação em áreas sensíveis da região pélvica. As lesões também podem deixar os tecidos mais rígidos, sensíveis e doloridos ao toque. Em alguns casos, a doença estimula o crescimento de nervos na pelve, aumentando a sensibilidade da região e intensificando a dor durante a relação sexual.
A DIP, sigla para doença inflamatória pélvica, é uma infecção que pode atingir o útero, as trompas e os ovários. O problema costuma ser causado por bactérias transmitidas durante a relação sexual.
A infecção provoca inflamação na região pélvica e, em alguns casos, pode formar aderências, que são cicatrizes internas que fazem os órgãos ficarem mais sensíveis. Com isso, movimentos e penetrações profundas podem causar dor durante a relação sexual.
Algumas condições podem alterar a posição, o tamanho ou o funcionamento dos órgãos da região pélvica. Essas mudanças podem aumentar a sensibilidade local e causar dor durante penetrações mais profundas, e incluem:
Essas alterações nem sempre causam sintomas fora da relação sexual. Em muitas mulheres, a dor durante o sexo pode ser um dos primeiros sinais de que algo está afetando os órgãos da região pélvica.
A tensão dos músculos do assoalho pélvico também pode contribuir para a dor durante a relação sexual. Quando essa musculatura fica contraída de forma involuntária, a região íntima pode ficar mais sensível e dificultar a penetração, aumentando o desconforto e a dor.
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A investigação da dispareunia de profundidade começa com uma consulta ginecológica. Durante o atendimento, o médico faz perguntas sobre a dor, quando ela aparece, há quanto tempo acontece e se existem outros sintomas associados.
O histórico de saúde da paciente também ajuda na avaliação. Além disso, o profissional faz exame físico e pélvico para identificar possíveis alterações na região íntima e na pelve. E, para encontrar a causa da dor, alguns exames complementares podem ser pedidos, como:
O diagnóstico pode acontecer em mais de uma etapa, principalmente quando a dor já existe há bastante tempo ou aparece junto a outros sintomas ginecológicos. A identificação da causa ajuda o médico a definir o tratamento mais adequado para cada mulher.
O tratamento da dispareunia de profundidade varia de acordo com a causa da dor. Cada caso precisa de uma abordagem diferente, já que o foco do tratamento é controlar ou tratar o problema que está provocando o desconforto durante a relação sexual.
O tratamento pode incluir medicamentos para controlar a condição que está causando a dor. Nos casos de endometriose, por exemplo, o médico pode indicar contraceptivos hormonais e anti-inflamatórios. Já nas infecções, como a doença inflamatória pélvica, o uso de antibióticos costuma fazer parte do tratamento.
Em algumas situações, a cirurgia pode ser necessária, principalmente quando existem miomas grandes ou focos de endometriose que não melhoram com medicamentos.
A fisioterapia pélvica também pode ajudar no tratamento. Com exercícios e técnicas de relaxamento, alongamento e fortalecimento muscular, o fisioterapeuta trabalha a musculatura da região pélvica para reduzir a tensão, aliviar a dor e melhorar o conforto durante a relação sexual.
A dor crônica pode afetar a saúde emocional, a autoestima e os relacionamentos. Por isso, o acompanhamento com psicólogos ou terapeutas sexuais também pode fazer parte do tratamento, ajudando a lidar com a ansiedade, o medo da dor e os impactos na vida sexual.
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Dor frequente durante a relação sexual não deve ser considerada normal, principalmente quando o desconforto começa a afetar a qualidade de vida, a intimidade e o bem-estar da mulher.
A avaliação com um ginecologista ajuda a identificar a causa da dor e iniciar o tratamento mais adequado para cada caso. O cuidado com a saúde sexual também faz parte da saúde física e emocional.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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