Hepatite pode ser causada por vírus, álcool ou gordura no fígado; sintomas como icterícia e fadiga exigem atenção médica
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Sentir um cansaço que não passa, notar a pele ou os olhos com um tom amarelado ou a urina mais escura que o normal são sinais que acendem um alerta. Esses podem ser sintomas de hepatite, uma condição que afeta um órgão essencial para nossa saúde: o fígado.
A inflamação do fígado pode ter diversas causas. Sendo resultado principalmente por infecções virais, como os tipos B e C. O consumo excessivo de álcool e o acúmulo de gordura no órgão também são fatores importantes.
Além disso, existem outros fatores não infecciosos que podem desencadear essa condição. Conhecer as diferentes causas é o primeiro passo para a prevenção e para buscar o cuidado médico adequado. Muitas formas de hepatite podem ser prevenidas ou tratadas precocemente. Converse com um especialista da Rede Américas.
A hepatite é qualquer inflamação no fígado. Essa condição pode ser causada por diversos vírus, como os tipos A, B, C, D e E, ou por fatores não infecciosos. O fígado é um órgão vital que desempenha mais de 500 funções. Entre elas, estão a filtragem de toxinas do sangue, a produção de bile para a digestão de gorduras e o armazenamento de energia.
Quando as células hepáticas são agredidas, o corpo responde com um processo inflamatório. Essa agressão pode ser aguda, durando poucas semanas, ou crônica, persistindo por mais de seis meses. A hepatite crônica é particularmente preocupante, pois pode evoluir silenciosamente para condições mais graves, como fibrose, cirrose e até câncer de fígado.
As causas mais comuns de hepatite são as infecções virais. Existem cinco tipos principais de vírus da hepatite, cada um com formas de transmissão e características distintas.
Os vírus da hepatite A (VHA) e da hepatite E (VHE) são transmitidos principalmente pelo consumo de água ou alimentos contaminados com matéria fecal de uma pessoa infectada. Por isso, estão diretamente ligados às condições de saneamento básico e higiene pessoal.
Geralmente, causam infecções agudas e autolimitadas, ou seja, o próprio sistema imunológico consegue eliminar o vírus. A hepatite A pode ser prevenida com vacina, disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) para crianças.
As hepatites B (VHB), C (VHC) e D (VHD) são transmitidas pelo contato com sangue e outros fluidos corporais contaminados. São consideradas mais graves por terem um alto potencial de se tornarem crônicas.
As principais formas de contágio incluem:
A hepatite D só ocorre em quem já está infectado pelo vírus B. A boa notícia é que existe vacina eficaz e segura para a hepatite B, também disponível no SUS para todas as faixas etárias.
Leia também: Hepatite C: como transmite o vírus, diagnóstico e quais são os fatores de risco?
A inflamação do fígado nem sempre é causada por um vírus. Diversos outros fatores, relacionados ao estilo de vida e a condições de saúde preexistentes, podem agredir as células hepáticas.
O fígado é responsável por metabolizar quase tudo que ingerimos. O uso excessivo ou prolongado de certas substâncias pode sobrecarregá-lo e causar lesões. O consumo abusivo de álcool é uma das principais causas de inflamação do órgão, podendo levar à hepatite alcoólica e cirrose.
Medicamentos aparentemente inofensivos, como o paracetamol em altas doses, podem desencadear uma hepatite medicamentosa. Assim como outros anti-inflamatórios, antibióticos e até suplementos de ervas. A automedicação representa um risco significativo para a saúde do fígado.
O sistema imunológico, que deveria defender o corpo de invasores, confunde as células do fígado como estranhas e passa a atacá-las. A hepatite autoimune é uma doença crônica cuja causa ainda não é totalmente esclarecida, mas que parece envolver predisposição genética e fatores ambientais. É mais comum em mulheres.
Doenças inflamatórias crônicas, como a doença de Crohn, também podem levar a formas raras de hepatite de origem imunológica. Sendo essa considerada uma manifestação menos comum.
A doença hepática gordurosa não alcoólica é uma condição crescente em todo o mundo, associada à obesidade, diabetes tipo 2 e síndrome metabólica. O acúmulo de gordura no fígado é uma das principais causas de inflamação hepática.
Inicialmente, ocorre apenas o acúmulo simples de gordura, conhecido como esteatose hepática. No entanto, em algumas pessoas, essa gordura desencadeia um processo inflamatório crônico, chamado de esteato-hepatite não alcoólica (NASH, na sigla em inglês).
Eembora mais raras, outras condições podem levar à inflamação do fígado. Doenças genéticas como a doença de Wilson (acúmulo de cobre) e a hemocromatose (acúmulo de ferro) podem danificar o órgão.
Infecções por outros agentes, como o citomegalovírus (CMV) e o vírus Epstein-Barr (EBV), também podem causar hepatite em alguns casos.
Identificar a causa da hepatite é essencial para definir o tratamento correto. Sintomas como fadiga, náuseas, dor abdominal, febre, urina escura e icterícia (pele e olhos amarelados) são um sinal claro para buscar avaliação médica.
O diagnóstico é feito por meio de exames de sangue que medem as enzimas hepáticas (TGO e TGP) e investigam a presença de anticorpos ou material genético dos vírus.
Exames de imagem, como a ultrassonografia, e em alguns casos uma biópsia do fígado, podem ser necessários para avaliar a extensão do dano hepático. Apenas um profissional de saúde pode interpretar esses resultados e indicar o caminho a seguir.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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