A hiperidrose é uma condição em que o corpo produz suor em excesso, mesmo sem necessidade; o quadro pode afetar mãos, pés, axilas e variar de leve a mais intenso
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A hiperidrose é uma condição em que o corpo produz muito suor, mesmo sem calor. O tratamento pode incluir antitranspirantes específicos e procedimentos médicos, dependendo do caso. Nesse quadro, as glândulas sudoríparas são mais ativas do que o normal.
No geral, esse problema pode ser crônico e afetar a qualidade de vida e o bem-estar emocional, já que interfere nas atividades da rotina e nas relações sociais do paciente. Os sintomas costumam aparecer em áreas como mãos, pés, rosto e axilas.
Dermatologistas são os médicos que podem acompanhar o diagnóstico e o tratamento de pessoas com hiperidrose. A Rede Américas conta com profissionais renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
A hiperidrose é uma condição médica em que as glândulas sudoríparas produzem muito suor, acima do necessário para controlar a temperatura do corpo. Ela pode ser localizada, afetando regiões como axilas, mãos e pés, ou generalizada, quando atinge o corpo todo.
A transpiração é um processo normal do organismo. Na hiperidrose, porém, esse mecanismo funciona de forma mais forte do que o esperado. A Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece que a condição pode causar impacto social e psicológico.
A hiperidrose pode ter causas diferentes, o que muda como o suor em excesso aparece em cada pessoa. Sendo assim, o quadro é dividido em tipos, o que ajuda o médico a entender a origem do problema e definir o melhor tratamento:
Essa diferença também muda a forma como os exames são feitos, já que a hiperidrose secundária generalizada pode exigir investigação de outras doenças que estejam causando o suor excessivo.
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O diagnóstico é feito principalmente a partir da avaliação clínica.
Nesse caso, o médico, geralmente um dermatologista, conversa com o paciente para entender o histórico, onde o suor aparece, qual a intensidade e como isso afeta a rotina. Exames de sangue podem ser pedidos quando há suspeita de outras doenças.
Depois da confirmação, o profissional da saúde define um plano de tratamento de acordo com cada caso, geralmente começando por opções mais simples e menos invasivas, como remédios de uso oral.
Há diferentes formas de controlar a hiperidrose, que variam de acordo com a intensidade do suor e as regiões afetadas. De qualquer forma, a escolha do tratamento só deve ser feita com orientação de um profissional de saúde.
Os antitranspirantes clínicos costumam ser a primeira opção no tratamento da hiperidrose nas axilas, mãos e pés. Diferente dos desodorantes comuns, esses produtos têm sais de alumínio em concentrações mais altas, como o cloreto de alumínio hexa-hidratado.
Eles agem ao bloquear temporariamente os canais das glândulas sudoríparas, reduzindo a saída de suor na pele. A aplicação geralmente é feita à noite, com a pele limpa e totalmente seca, o que ajuda a melhorar o efeito e diminuir o risco de irritação.
Para casos de hiperidrose generalizada ou quando os tratamentos de uso local não são suficientes, o médico pode indicar medicamentos por via oral. Os mais usados são os remédios anticolinérgicos, como a oxibutinina e o glicopirrolato.
Esses medicamentos reduzem a ação da acetilcolina, uma substância do sistema nervoso que estimula as glândulas sudoríparas, ajudando a diminuir o suor em várias partes do corpo. Por atuarem em todo o organismo, podem causar efeitos como boca seca.
A toxina botulínica, em versão purificada para uso médico, é considerada um dos tratamentos mais eficazes para a hiperidrose localizada, principalmente nas axilas, mãos e pés. Ela é aplicada em pequenas injeções na região afetada.
A substância age bloqueando os sinais nervosos que estimulam as glândulas a produzir suor. O procedimento é feito em consultório e o efeito é temporário, com duração média entre seis e 12 meses, exigindo novas aplicações para manter o resultado.
Um estudo publicado na revista científica Aesthetic Plastic Surgery mostra que o uso da toxina botulínica pode reduzir o suor nas axilas em mais de 80%, com efeito médio de cerca de cinco meses por aplicação.
No rosto, também pode reduzir de forma importante a sudorese e melhorar o conforto por até um ano. Essa opção é considerada eficaz e segura e tem respaldo científico no tratamento da sudorese excessiva, principalmente nas axilas.
A iontoforese é um tratamento indicado principalmente para a hiperidrose nas mãos e nos pés. O procedimento usa um aparelho que envia uma corrente elétrica de baixa intensidade pela água, onde o paciente coloca as mãos ou os pés.
Ainda não se sabe exatamente como o método funciona, mas acredita-se que a corrente elétrica, junto com os minerais presentes na água, reduza temporariamente a atividade das glândulas sudoríparas. Para manter os resultados, é preciso fazer sessões com frequência.
Os lenços com tosilato de glicopirrônio são uma opção de tratamento sem agulhas para reduzir o suor excessivo nas axilas, podendo ser usados por adultos e crianças. Assim como a toxina botulínica, esse tipo de tratamento tem respaldo científico para o controle da sudorese intensa nessa região.
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Em casos mais graves, quando outros tratamentos não funcionam, pode ser considerada a simpatectomia torácica por vídeo. Essa é uma cirurgia que interrompe os sinais nervosos responsáveis pelo excesso de suor em regiões como mãos e axilas.
Por ser um procedimento cirúrgico, é indicado só em situações específicas, já que pode causar efeitos indesejados, como a hiperidrose compensatória, quando o suor em excesso passa a aparecer em outras áreas do corpo, como costas, abdômen e coxas.
O médico mais indicado para diagnosticar e tratar a hiperidrose é o dermatologista. Ele pode identificar o tipo da condição, pedir exames quando preciso e indicar o tratamento certo para cada caso. Quando há necessidade de avaliação cirúrgica, o dermatologista pode encaminhar o paciente para um cirurgião torácico.
A hiperidrose primária é crônica, relacionada a fatores genéticos. Por isso, os tratamentos têm como objetivo controlar o excesso de suor, e não eliminar a causa de forma definitiva. Com acompanhamento, é possível reduzir a sudorese e melhorar a qualidade de vida.
Já a hiperidrose secundária pode melhorar quando a doença ou condição que está provocando o suor é tratada. Por isso, identificar a causa do problema é uma etapa importante no tratamento.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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