A doença policística renal é uma condição hereditária que faz aparecer cistos nos rins; com o tempo, esses cistos podem aumentar e prejudicar o funcionamento do órgão
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A doença policística renal é uma condição genética que causa o surgimento de vários cistos nos rins. Esses cistos são bolsas cheias de líquido que crescem com o tempo e substituem parte do tecido saudável, prejudicando o funcionamento dos órgãos.
Os sintomas costumam aparecer na fase adulta e incluem dor nas costas ou nas laterais do corpo, sangue na urina e infecções urinárias repetidas. A pressão alta também é frequente e pode aparecer cedo na evolução da doença.
O diagnóstico é feito por exames de imagem, como ultrassonografia e tomografia, que mostram a presença e o tamanho dos cistos. O tratamento busca controlar os sintomas, manter a pressão arterial sob controle e acompanhar a função renal.
Nefrologistas são os médicos que podem acompanhar o diagnóstico e o tratamento de pacientes com doença policística renal. A Rede Américas conta com profissionais renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
A doença policística renal é uma condição genética em que aparecem vários cistos nos rins. Esses cistos são bolsas cheias de líquido que crescem com o tempo e ocupam o lugar do tecido renal saudável, afetando o funcionamento dos rins.
Com a progressão da doença, os rins podem aumentar de tamanho e perder a capacidade de filtrar o sangue, o que pode levar à falência renal. Em alguns casos, os cistos também podem aparecer em outros órgãos, como o fígado, e afetar seu funcionamento.
A formação dos cistos acontece por alterações em genes que controlam a estrutura dos túbulos renais, que fazem parte dos rins e participam da filtragem do sangue. Essa alteração genética faz com que pequenas dilatações apareçam nesses túbulos e se encham de líquido, formando os cistos.
Com o tempo, esses cistos se separam dos túbulos, continuam crescendo e começam a pressionar o tecido ao redor. Essa pressão substitui áreas de tecido renal funcional por cicatrizes, o que reduz de forma gradual a capacidade dos rins de filtrar o sangue. Esse processo progressivo pode levar à insuficiência renal crônica com o passar dos anos.
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A causa da doença policística renal é, na maioria dos casos, hereditária, ou seja, passa de pais para filhos por alterações nos genes. Existem duas formas principais do quadro, que diferem na forma como são herdadas e na maneira como se manifestam no organismo.
É a forma mais comum da doença, responsável por cerca de 90% dos casos. Nela, basta que um dos pais tenha a alteração genética para que o filho tenha 50% de chance de herdar a condição. Os sintomas costumam aparecer na fase adulta, geralmente entre 30 e 50 anos, mesmo que os cistos já estejam presentes desde a infância.
É uma forma mais rara e, em geral, mais grave da doença policística renal. Para que ela apareça, a criança precisa receber o gene alterado dos dois pais. Os sintomas costumam surgir ainda no nascimento ou nos primeiros anos de vida. Os rins podem estar muito aumentados e, em alguns casos, também podem aparecer alterações no fígado.
A doença policística renal pode evoluir sem sintomas por muitos anos. Quando os sinais aparecem, eles costumam estar ligados ao crescimento dos cistos e à pressão que fazem sobre os tecidos ao redor, incluindo:
O acompanhamento com um nefrologista ajuda a acompanhar a evolução da doença e a identificar mudanças na função dos rins ainda no início. Isso permite ajustar o tratamento, controlar a pressão arterial e reduzir o risco de complicações.
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O diagnóstico da doença policística renal costuma levar em conta o histórico familiar e exames de imagem. A ultrassonografia dos rins é o exame mais usado, pois é considerado simples e não invasivo, e permite identificar cistos e avaliar o tamanho dos rins.
Quando é preciso uma avaliação mais detalhada, podem ser solicitados exames como tomografia computadorizada ou ressonância magnética. Em alguns casos, testes genéticos ajudam a confirmar a alteração no gene e orientam o acompanhamento da família.
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Até o momento, não existe cura para a doença policística renal. Sendo assim, o tratamento é voltado para controlar os sintomas, desacelerar a evolução da doença e evitar complicações, ajudando a manter a qualidade de vida do paciente.
O controle rigoroso da pressão arterial é a medida mais importante para preservar a função dos rins. Para isso, o médico pode indicar remédios anti-hipertensivos, que ajudam a manter a pressão em níveis seguros. Em alguns casos, também podem ser usados analgésicos para aliviar a dor e antibióticos para tratar infecções.
Hábitos saudáveis são importantes no cuidado da doença. A alimentação com baixo teor de sódio ajuda no controle da pressão arterial. A hidratação deve seguir a orientação médica. A prática regular de atividade física contribui para a saúde geral. O tabagismo deve ser interrompido para reduzir riscos à progressão da doença.
Em casos selecionados com risco de progressão rápida, o nefrologista pode prescrever remédios específicos para tentar reduzir a velocidade de crescimento dos cistos. Nos estágios mais avançados da doença, quando há perda importante da função renal, podem ser necessárias terapias de substituição renal, como a diálise ou o transplante renal.
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A complicação mais grave da doença policística renal é a evolução para insuficiência renal crônica em estágio avançado. Além disso, pessoas com a doença têm maior risco de desenvolver outras complicações, como:
O acompanhamento com a equipe de saúde permite identificar alterações ainda no início e acompanhar possíveis mudanças ao longo do tempo. Isso ajuda a adotar medidas rápidas quando necessário e a reduzir o impacto dessas complicações na saúde geral do paciente.
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É importante buscar um nefrologista, médico especialista em rins, quando surgem sintomas da doença, principalmente em pessoas com histórico familiar de doença policística renal. O diagnóstico precoce permite iniciar o acompanhamento e o controle da condição mais cedo.
Mesmo sem sintomas, pessoas com pais, irmãos ou filhos com a doença devem conversar com um médico sobre a necessidade de fazer exames de rastreamento. O acompanhamento ajuda a monitorar a evolução da doença e a proteger a saúde dos rins.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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